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	<title>Blog do Romulo</title>
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	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
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		<title>USA MUTRETA AÉREA &#8211; REVOLTA DA RESERVA &#8211; PAPO MEDIÚNICO &#8211; SERRA E PSDB &#8211; AÉCIO &#8211; RUBINHO &#8211; ASSAD &#8211; NETANYAHU &#8211; SAMSUNG</title>
		<link>http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/2012/03/usa-mutreta-aerea-revolta-da-reserva-papo-mediunico-serra-e-psdb-aecio-rubinho-assad-netanyahu-samsung/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 16:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[MUTRETA AÉREA NORTE AMERICANA Romulo F. Federici rfederici@rfederici.com.br www.rfederici.com.br A opinião média brasileira revela um profundo e histórico complexo de inferioridade de nossa sociedade, especialmente entre os que já cruzaram meio século de idade. Estes, os mais pessimistas, via de regra, influenciados por condicionantes construídas ao longo do tempo, estão com maior carga de emocionalidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2012/03/TIO-SAM7.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-626" title="TIO SAM - TOP TOP TOP " src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2012/03/TIO-SAM7.jpg" alt="" width="200" height="252" /></a></p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>MUTRETA AÉREA NORTE AMERICANA</strong></p>
<p>Romulo F. Federici</p>
<p><a href="mailto:rfederici@rfederici.com.br">rfederici@rfederici.com.br</a></p>
<p><a href="http://www.rfederici.com.br/">www.rfederici.com.br</a></p>
<p>A opinião média brasileira revela um profundo e histórico complexo de inferioridade de nossa sociedade, especialmente entre os que já cruzaram meio século de idade. Estes, os mais pessimistas, via de regra, influenciados por condicionantes construídas ao longo do tempo, estão com maior carga de emocionalidade e facciosismo político, resguardadas as exceções que confirmam a regra.</p>
<p>Felizmente, as gerações mais novas já são mais racionais a respeito do país opinando de forma mais objetiva sobre todos os temas.</p>
<p>Nessa linha, fácil perceber que os mais céticos e pouco informados criaram a fantasia de que o Brasil é a capital internacional da corrupção sem saber a “tsunami” de corrupção que ocorre em todo mundo, frequentemente envolvendo volumes incalculáveis.</p>
<p>Guerras foram criadas, por motivos inventados, só para atender a interesses econômicos subalternos e camuflados sob justificativas “humanitárias” e outras travestidas de causas nobres.</p>
<p>Agora estamos diante de um escândalo de grandes proporções: A EMBRAER ganhou uma concorrência para fornecer à Força Aérea Americana o avião de ataque leve SUPER TUCANO, destinado a missões de patrulha em território americano onde o emprego de jatos sofisticados são desnecessários e caríssimos e, também, para aparelhamento das Forças Aéreas do IRAQUE e AFEGANISTÃO.</p>
<p>E ganhou porque até os paralelepípedos sabem que é disparado o melhor avião do gênero e sem similar de qualquer espécie. Seu “concorrente” foi o AT-6 da HAWKER BEECHCRAFT, um avião derivado do PILATUS suíço, uma aeronave limitada, destinada a  treinamento no qual estão tentando agregar várias “gambiarras” para imitar um SUPER TUCANO.</p>
<p>Enquanto o SUPER TUCANO corre o mundo já atuando em combates reais, o AT-6 ainda não existe na realidade, porque ainda estão lutando para “fantasiar” um aviãozinho de treinamento em avião de patrulha e combate.</p>
<p>A justificativa foi o argumento risível de detalhes “duvidosos” na documentação da EMBRAER, algo que nenhum americano, iraquiano, afegão, brasileiro ou de qualquer outro lugar acredita.</p>
<p>O Chefe da FORÇA AÉREA AMERICANA, que conhece bem os aviões e terá de fazer seus pilotos e pilotos de países aliados usarem os aparelhos que forem escolhidos, ficou revoltado e se insurgiu publicamente, pela imprensa, contra a decisão do Governo norte americano.</p>
<p>O General Norton Schwartz disse que a decisão foi “vergonhosa” e que “sua reputação institucional corria risco” acrescentando, ainda, que “haverá um alto preço a pagar”. Disse, ainda, que colocará seu pessoal para “ralar” para descobrir se há algo de errado mesmo na licitação ou se é só um pretexto para privilegiar o outro concorrente.</p>
<p>E concluiu: “Uma das coisas com as quais estou mais triste &#8211; sem mencionar a vergonha que esse fato traz para nós Força Aérea – é que estamos deixando nossos parceiros na mão”.</p>
<p>Em suma, uma monumental mutreta, articulada nos mais escuros bastidores políticos do Congresso Americano onde, segundo unanimidade da mídia, correm rios de dinheiro para alimentar interesses políticos subalternos e negócios pouco confessáveis.</p>
<p>E se fosse no Brasil?</p>
<p>Bem, os partidos adversários urrariam das tribunas do Congresso Nacional, haveria o pedido imediato de uma CPI, o Ministro da Defesa seria convocado para depor sob a luz de holofotes, a imprensa escrita estamparia manchetes chamativas e as repetiria por semanas, os colunistas despejariam textos e mais textos sobre o tema, a televisão colocaria em todos os jornais televisivos, organizariam mesas redondas com especialistas que seriam convocados, o Ministério Público abriria, imediatamente, um inquérito administrativo, o Tribunal de Contas instauraria uma investigação, e a empresa prejudicada entraria com Mandado de Segurança para anular a decisão imoral.</p>
<p>Sim, antes de tudo o Governo Americano patrocinou uma encenação absolutamente imoral e atentatória dos interesses públicos e, principalmente, impondo severo risco à segurança de seus aliados.</p>
<p>Na verdade parece que a história ainda não chegou ao fim. A diplomacia americana está tentando contornar o problema pois depois de uma reaproximação, não querem perder contato com o Brasil</p>
<p><strong>RUBINHO NA FÓRMULA INDY</strong></p>
<p>RUBINHO é um excelente piloto, homem sério e injustamente alvo de chacotas.</p>
<p>Só teve uma falta de sorte:  a imprensa impôs a ele a pecha de pretenso &#8220;sucessor&#8221; de SENNA algo impossível de ser alcançado por qualquer pilotos desde então.</p>
<p>O problema é que a torcida é meramente emocional e nada racional nas análises. Paciência.</p>
<p>Boa sorte a ele e a expectativa é que obtenha bons resultados; não precisa nem será o maior do planeta.</p>
<p><strong>INFOMAÇÃO SOBRE OS ANOS DE CHUMBO RUBENS PAIVA</strong></p>
<p>Comissão Nacional da Verdade</p>
<p>02.2012 &#8211; 5:28</p>
<p>O militares da reserva cometeram o maior desatino que poderiam cometer: Agiram como se ainda vivessem no tempo em que estavam na caserna, num regime de exceção.</p>
<p>Poderiam ter questionado, democrática e civilizadamente a ação da COMISSÃO DA VERDADE, cuja condução é questionável mesmo e já mereceu um “aconselhamento” do governo no sentido de “ajustar” a rota.</p>
<p>É como se faz nos tempos atuais e por estes meios, democráticos, já foi possível perceber que o “revanchismo” exacerbado que membro da comissão queriam imprimir ao tema é simplesmente inviável.</p>
<p>Mas, afoitamente, os militares da reserva/reformados atacaram frontalmente a Presidente da República DILMA ROUSSEFF que, gostem ou não, além de Comandante Supremo, goza dos maiores índices já medidos de popularidade e respeito no país em em todo o mundo.</p>
<p>Esqueceram que aqueles militares, participantes do movimento militar de 64, não gozam, exatamente dos mesmo níveis de aprovação da população em geral, salvo nichos “esquerdopatas” como eles próprios se auto-denominam. E os “direitopatas” aproveitam.</p>
<p>O desatino chegou ao ponto de desmentir o óbvio fato de que ela foi torturada e não foi pouco. Felizmente os militares da ativa estão tendo serenidade, excepcional disciplina e bom senso colaborando na busca de uma solução, coisa que faltou aos colegas da reserva. E não adianta &#8220;endurecer&#8221; porque, além de alguns colegas da reserva, não terão apoio seja político seja da opinião pública. Reflitam senhores, preservam sua respeitabilidade.</p>
<p>Por outro lado, o Ministro da Defesa também poderia ter sido mais hábil, serenando os ânimos ainda nos bastidores. Isto FHC, Presidente que deixou as forças armadas numa das maiores penúnias do século XX, administrou como um perfeito “malabarista” político. Lula, que começou uma relativa recuperação da área militar usou todo seu arsenal de conhecida habilidade para manter os militares calmos numa fase que ele ainda era considerado “um perigo”.</p>
<p><strong>DISCUSSÃO MEDIÚNICA</strong></p>
<p>Eu fico abismado com perceber como se gasta tempo &#8220;analisando&#8221; direita e esquerda nos dias atuais. A distância entre uma e outra, hoje em dia, é quase nenhuma. A direita e a esquerda na Europa, na Grã Bretanha, no Canadá e em quase todos o mundo não diferem entre sí em quase nada e aqui no Brasil as distâncias já foram enormes e hoje são infinitamente menores com viés de diminuir.</p>
<p>Hoje só existe, em todo mundo, capitalismo moderadamente controlado pelos governos, isto depois que WALL STREET provocou o maior cataclisma economico financeiro das últimas décadas.</p>
<p>Na CHINA ainda sobrevive o capitalismo de estado sob ditadura que não vai durar mais um século. Nos USA ainda existem algumas diferenças mas lá existem sòmente os Extremamente Conservadores Republicanos e os Moderadamente Conservadores, os Democratas.</p>
<p>Não existe mais nem comunismo nem fascismo que tanto alimentaram discussões dos hoje anciãos em outros tempos e são absolutamente irrelevantes para os mais jovens e para as forças que gerem o mundo &#8230; e olhem que já passei dos 60 &#8230; Acho a discussão pouco ou nada relevante, posto que mediúnica, já que giram sobre idelogias mortas e enterradas. Amén!</p>
<p><strong><a href="http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/02/29/kassab-diz-que-serra-deixara-psdb-se-for-eleito/">KASSAB DIZ QUE SERRA DEIXARÁ O PSDB SE FOR ELEITO</a></strong></p>
<p>Josias de Souza</p>
<p><em>“Em seus diálogos privados, Gilberto Kassab informa que, se for eleito para a prefeitura de São Paulo, o tucano José Serra vai romper com o PSDB e abandonar os quadros da legenda.</em></p>
<p><em>Na versão difundida por Kassab nos subterrâneos, Serra pretende articular a formação de um novo partido. A base dessa legenda seria o PSD. Ao partido presidido por Kassab seriam incorporadas outras agremiações.</em></p>
<p><em>Indaga-se: por que Serra iria à nova legenda se não pretendesse ressuscitar o projeto presidencial que o PSDB lhe sonega?”</em></p>
<p>//////////</p>
<p>Esta notícia, vinda de fonte confiável como vem, tem de ser levada a sério.</p>
<p>Sendo verdade, a sensação é de que JOSÉ SERRA desatinou de vez e está topando qualquer parada para voltar a disputar a PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA a única posição que cabe dentro de seu projeto político.</p>
<p>Imaginar que SERRA vá usar o PSDB para chegar ao cargo de Prefeito e depois deixar o partido seria extrapolar todas as reflexões sobre até onde ele iria para satisfazer suas ambições.</p>
<p>Acho que todos torcem para que esteja havendo um equívoco e que SERRA possa continuar a merecer o respeito que tem perante cerca de 30% do eleitorado&#8230; pelo menos tinha agora a conferir &#8230;</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong>AÉCIO AINDA NÃO DISSE AO QUE VEIO</strong></p>
<p>Aécio era o grande craque que a oposição guardava nos vestiários para entrar em campo e “arrebentar” com a continuação lulista.</p>
<p>Abriu-se a porta do vestiário, veio a ordem para entrar em campo e &#8230; nada!</p>
<p>Onde está ele, eventualmente desfrutando as noites cariocas como sempre?</p>
<p>No desfile das Escolas de Samba?</p>
<p>Nas Minas Gerais em tertúlias políticas meramente locais sem reflexos na política nacional?</p>
<p>Em discursos murchos na tribuna do Senado tão irrelevantes que não ultrapassam as paredes do plenário? (Aliás nem a grande imprensa, que também apostava nele está tendo como promovê-lo).</p>
<p>Entregando medalhas a personalidades em Ouro Preto?</p>
<p>Omitindo-se em todos os temas candentes, sejam políticos ou administrativos?</p>
<p>Tentando acomodar-se no aconchego do Senado,refugando o enfrentamento das massas pelo Brasil afora, numa campanha Presidencial?</p>
<p>Na verdade está em todos estes lugares menos onde deveria estar. Com a bandeira do PSDB na mão, por esses Brasis afora, lutando e influenciando todas as eleições possíveis, mostrando que é um lutador capaz de assumir a liderança deste país &#8230; ou não?????</p>
<p>Por essas e outras o Brasil está sem oposição (porque ela é incompetente)  o que é uma realidade gravíssima.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O BRASIL ACONSELHA A ASSAD</strong></p>
<p><strong>(A Síria tem bom padrinhos)</strong></p>
<p>Quando o Brasil, sensatamente, recomenda a Assad que resolva os problemas da SÍRIA internamente, é porque sabe que existem imensos interesses internacionais, econômicos e geopolíticos ocultos por trás do discurso &#8220;humanitário&#8221;.</p>
<p>O problema é semelhante ao da Líbia, onde depois da “revolução democrática” hoje reina o caos, o desgoverno, a violência gratuita disseminada, o surgimento de “milícias” regionais e uma falta absoluta de Governo central com força para  impor suas decisões,</p>
<p>Para a OTAN agora está bem assim pois o petróleo está jorrando abundantemente para seus países, sugado por petroleiras européias tudo de bom e barato e o “humanitário” que se dane.</p>
<p>O KADAFI era doidão, implacável, mas mantinha tudo sob contrôle e só cometeu o desatino que foi desafiar o “main stream” mundial, as grandes potências, algo imperdoável. Quem faz isso leva bomba “humanitária” na cabeça.</p>
<p>Voltemos à Siria: Como disse em entrevista de uma figurão da OTAN, surpreendentemente franca, posto que acanhada, só não houve uma intervenção estrangeira na Síria porque, como disse ele, “a Síria tem forças armadas mais fortes e NÃO TEM PETRÓLEO” &#8230; porque se tivesse, já estavam chovendo bombas &#8220;justiceiras&#8221; por lá&#8230;</p>
<p><strong>Um mundo <span style="text-decoration: underline;">tripolar</span>: </strong>Ele só não disse uma coisa: hoje o mundo que era BIPOLAR e passou a UNIPOLAR, com apenas a prevalência do Império Americano, está voltando a ser BIPOLAR ou, se preferirem, TRIPOLAR.</p>
<p>De fato estamos passando a ter, de um lado os ESTADOS UNIDOS afetados crise séria, diminuindo sua projeção internacional, militar e diplomáticamente tendo ao seu lado de uma EUROPA OCIDENTAL caída na lona a pedir dinheiro para os emergentes.</p>
<p>Do outro lado do tabuleiro de xadres SIRIO, temos uma RUSSIA ressurgindo das cinzas, sob o comando semi-imperial de VLADIMIR PUTIN crescendo economica e militarmente aliada, neste caso, da mega-potência CHINA, cada vez mais poderosa e dominante.</p>
<p>Em suma, CHINA e RÚSSIA, que ninguém ousaria enfrentar, traçaram uma linha de giz no chão que a OTAN não passará e tratará de tentar ter algum protagonismo, de âmbito conciliador, na nas mãos do eterno, competente e hábil “quebra-galho” KOFI ANAN.</p>
<p>Não existe bom mocismo nas relações internacionais e geo-políticas.</p>
<p><strong>NETANYAHU PEDIRA À OBAMA QUE AMEACE IRÃ COM GUERRA</strong></p>
<p>O povo israelense, que já experimentou tantas vicissitudes ao longo da história, merece algo melhor que este histérico e radical senhor.</p>
<p>Trata-se de alguém que, como foi gravado e divulgado, merece chacota de OBAMA, ZARKOSY e outros lideres mundiais.</p>
<p>O que ISRAEL precisa é de DIPLOMACIA COMPETENTE e menos gaviões desvairados para ter a tão almejada PAZ e SEGURANÇA, como merece. Como está, não vai consguir.</p>
<p><strong><a href="http://www.naval.com.br/blog/2012/02/07/samsung-pode-assumir-atlantico-sul/" target="_blank">Samsung pode assumir Atlântico Sul | Poder Naval &#8211; Marinha de Guerra, Tecnologia Militar Naval e Mar</a></strong><strong> </strong></p>
<p><a href="http://www.naval.com.br/" target="_blank">www.naval.com.br</a></p>
<p>Esse estaleiro, pelos informes que circulam, é um mega equívoco desde o seu início.</p>
<p>A idéia fixa do LULA em levar o estaleiro para Pernambuco, sem maiores projetos estratégicos de viabilidade. Colocou um mega empreendimento no lugar errado sem mão de obra adequada nem disponível nem capaz de ser cooptada, nem mesmo preparada a tempo por lá.</p>
<p>O resultado é que, apesar do volume de pedidos feitos, sòmente um navio está semi-construido e, pelo que consta, incapaz de flutuar por graves erros na construção.</p>
<p>Nos bastidores empresariais corre a informação de que os acionistas nacionais cansaram de enfiar dinheiro lá sem conseguir fazer a coisa funcionar. Teriam “jogado a toalha” e ser recusam a “torrar” mais dinheiro.</p>
<p>Parece que agora, a SAMSUMG se dispões a aceitar o estaleiro desde que a preços convidativos e como controladora, liberada para trazer mão de obra coreana. Só assim se comprometeria a fazer a coisa decolar.</p>
<p>Isto foi possível na administração predominantemente política de SERGIO GABRIELLI mas difícilmente prosperaria na gestão de ROSA FOSTER &#8230; esperamos.</p>
<h6>·         <a href="https://www.facebook.com/romulo.federici">Romulo Fontes Federici</a> comentou em Nota oficial da Marinha sobre incêndio em alojamento do NAe São Paulo | Poder Naval &#8211; Marinha de Guerra.</h6>
<h6>·</h6>
<h6>·         Acontecimento triste em momento inoportuno posto que gerador de comentários pouco equilibrados. O NA, ainda que no limiar da &#8220;terceira idade&#8221;, é, no mínimo, um vetor de treinamento para aviação embarcada e projeção naval, fornecendo &#8220;know how&#8221; indispensável aos passos futuros. Vamos afastar o que NELSON RODRIGUES chamava de &#8220;síndrome do vira-latas&#8221; que sempre contagiou os brasileiros.</h6>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>MUTRETA AÉREA DOS USA &#8211; SIRIA E ISRAEL &#8211; &#8220;REVOLTA MILITAR&#8221; &#8211; ETC&#8230;</title>
		<link>http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/2012/03/mutreta-aerea-dos-usa-siria-e-israel-revolta-militar-etc/</link>
		<comments>http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/2012/03/mutreta-aerea-dos-usa-siria-e-israel-revolta-militar-etc/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 21:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[MUTRETA AÉREA NORTE AMERICANA Romulo F. Federici rfederici@rfederici.com.br www.rfederici.com.br A opinião média brasileira revela um profundo e histórico complexo de inferioridade de nossa sociedade, especialmente entre os que já cruzaram meio século de idade. Estes, os mais pessimistas, via de regra, influenciados por condicionantes construídas ao longo do tempo, estão com maior carga de emocionalidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2012/03/TIO-SAM6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-621" title="TIO SAM" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2012/03/TIO-SAM6.jpg" alt="" width="200" height="252" /></a></p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>MUTRETA AÉREA NORTE AMERICANA</strong></p>
<p>Romulo F. Federici</p>
<p><a href="mailto:rfederici@rfederici.com.br">rfederici@rfederici.com.br</a></p>
<p><a href="http://www.rfederici.com.br/">www.rfederici.com.br</a></p>
<p>A opinião média brasileira revela um profundo e histórico complexo de inferioridade de nossa sociedade, especialmente entre os que já cruzaram meio século de idade. Estes, os mais pessimistas, via de regra, influenciados por condicionantes construídas ao longo do tempo, estão com maior carga de emocionalidade e facciosismo político, resguardadas as exceções que confirmam a regra.</p>
<p>Felizmente, as gerações mais novas já são mais racionais a respeito do país opinando de forma mais objetiva sobre todos os temas.</p>
<p>Nessa linha, fácil perceber que os mais céticos e pouco informados criaram a fantasia de que o Brasil é a capital internacional da corrupção sem saber a “tsunami” de corrupção que ocorre em todo mundo, frequentemente envolvendo volumes incalculáveis.</p>
<p>Guerras foram criadas, por motivos inventados, só para atender a interesses econômicos subalternos e camuflados sob justificativas “humanitárias” e outras travestidas de causas nobres.</p>
<p>Agora estamos diante de um escândalo de grandes proporções: A EMBRAER ganhou uma concorrência para fornecer à Força Aérea Americana o avião de ataque leve SUPER TUCANO, destinado a missões de patrulha em território americano onde o emprego de jatos sofisticados são desnecessários e caríssimos e, também, para aparelhamento das Forças Aéreas do IRAQUE e AFEGANISTÃO.</p>
<p>E ganhou porque até os paralelepípedos sabem que é disparado o melhor avião do gênero e sem similar de qualquer espécie. Seu “concorrente” foi o AT-6 da HAWKER BEECHCRAFT, um avião derivado do PILATUS suíço, uma aeronave limitada, destinada a  treinamento no qual estão tentando agregar várias “gambiarras” para imitar um SUPER TUCANO.</p>
<p>Enquanto o SUPER TUCANO corre o mundo já atuando em combates reais, o AT-6 ainda não existe na realidade, porque ainda estão lutando para “fantasiar” um aviãozinho de treinamento em avião de patrulha e combate.</p>
<p>A justificativa foi o argumento risível de detalhes “duvidosos” na documentação da EMBRAER, algo que nenhum americano, iraquiano, afegão, brasileiro ou de qualquer outro lugar acredita.</p>
<p>O Chefe da FORÇA AÉREA AMERICANA, que conhece bem os aviões e terá de fazer seus pilotos e pilotos de países aliados usarem os aparelhos que forem escolhidos, ficou revoltado e se insurgiu publicamente, pela imprensa, contra a decisão do Governo norte americano.</p>
<p>O General Norton Schwartz disse que a decisão foi “vergonhosa” e que “sua reputação institucional corria risco” acrescentando, ainda, que “haverá um alto preço a pagar”. Disse, ainda, que colocará seu pessoal para “ralar” para descobrir se há algo de errado mesmo na licitação ou se é só um pretexto para privilegiar o outro concorrente.</p>
<p>E concluiu: “Uma das coisas com as quais estou mais triste &#8211; sem mencionar a vergonha que esse fato traz para nós Força Aérea – é que estamos deixando nossos parceiros na mão”.</p>
<p>Em suma, uma monumental mutreta, articulada nos mais escuros bastidores políticos do Congresso Americano onde, segundo unanimidade da mídia, correm rios de dinheiro para alimentar interesses políticos subalternos e negócios pouco confessáveis.</p>
<p>E se fosse no Brasil?</p>
<p>Bem, os partidos adversários urrariam das tribunas do Congresso Nacional, haveria o pedido imediato de uma CPI, o Ministro da Defesa seria convocado para depor sob a luz de holofotes, a imprensa escrita estamparia manchetes chamativas e as repetiria por semanas, os colunistas despejariam textos e mais textos sobre o tema, a televisão colocaria em todos os jornais televisivos, organizariam mesas redondas com especialistas que seriam convocados, o Ministério Público abriria, imediatamente, um inquérito administrativo, o Tribunal de Contas instauraria uma investigação, e a empresa prejudicada entraria com Mandado de Segurança para anular a decisão imoral.</p>
<p>Sim, antes de tudo o Governo Americano patrocinou uma encenação absolutamente imoral e atentatória dos interesses públicos e, principalmente, impondo severo risco à segurança de seus aliados.</p>
<p>Na verdade parece que a história ainda não chegou ao fim. A diplomacia americana está tentando contornar o problema pois depois de uma reaproximação, não querem perder contato com o Brasil</p>
<p><strong>RUBINHO NA FÓRMULA INDY</strong></p>
<p>RUBINHO é um excelente piloto, homem sério e injustamente alvo de chacotas.</p>
<p>Só teve uma falta de sorte:  a imprensa impôs a ele a pecha de pretenso &#8220;sucessor&#8221; de SENNA algo impossível de ser alcançado por qualquer pilotos desde então.</p>
<p>O problema é que a torcida é meramente emocional e nada racional nas análises. Paciência.</p>
<p>Boa sorte a ele e a expectativa é que obtenha bons resultados; não precisa nem será o maior do planeta.</p>
<p><strong>INFOMAÇÃO SOBRE OS ANOS DE CHUMBO RUBENS PAIVA</strong></p>
<p>Comissão Nacional da Verdade</p>
<p>02.2012 &#8211; 5:28</p>
<p>O militares da reserva cometeram o maior desatino que poderiam cometer: Agiram como se ainda vivessem no tempo em que estavam na caserna, num regime de exceção.</p>
<p>Poderiam ter questionado, democrática e civilizadamente a ação da COMISSÃO DA VERDADE, cuja condução é questionável mesmo e já mereceu um “aconselhamento” do governo no sentido de “ajustar” a rota.</p>
<p>É como se faz nos tempos atuais e por estes meios, democráticos, já foi possível perceber que o “revanchismo” exacerbado que membro da comissão queriam imprimir ao tema é simplesmente inviável.</p>
<p>Mas, afoitamente, os militares da reserva/reformados atacaram frontalmente a Presidente da República DILMA ROUSSEFF que, gostem ou não, além de Comandante Supremo, goza dos maiores índices já medidos de popularidade e respeito no país em em todo o mundo.</p>
<p>Esqueceram que aqueles militares, participantes do movimento militar de 64, não gozam, exatamente dos mesmo níveis de aprovação da população em geral, salvo nichos “esquerdopatas” como eles próprios se auto-denominam. E os “direitopatas” aproveitam.</p>
<p>O desatino chegou ao ponto de desmentir o óbvio fato de que ela foi torturada e não foi pouco. Felizmente os militares da ativa estão tendo serenidade, excepcional disciplina e bom senso colaborando na busca de uma solução, coisa que faltou aos colegas da reserva. E não adianta &#8220;endurecer&#8221; porque, além de alguns colegas da reserva, não terão apoio seja político seja da opinião pública. Reflitam senhores, preservam sua respeitabilidade.</p>
<p>Por outro lado, o Ministro da Defesa também poderia ter sido mais hábil, serenando os ânimos ainda nos bastidores. Isto FHC, Presidente que deixou as forças armadas numa das maiores penúnias do século XX, administrou como um perfeito “malabarista” político. Lula, que começou uma relativa recuperação da área militar usou todo seu arsenal de conhecida habilidade para manter os militares calmos numa fase que ele ainda era considerado “um perigo”.</p>
<p><strong>DISCUSSÃO MEDIÚNICA</strong></p>
<p>Eu fico abismado com perceber como se gasta tempo &#8220;analisando&#8221; direita e esquerda nos dias atuais. A distância entre uma e outra, hoje em dia, é quase nenhuma. A direita e a esquerda na Europa, na Grã Bretanha, no Canadá e em quase todos o mundo não diferem entre sí em quase nada e aqui no Brasil as distâncias já foram enormes e hoje são infinitamente menores com viés de diminuir.</p>
<p>Hoje só existe, em todo mundo, capitalismo moderadamente controlado pelos governos, isto depois que WALL STREET provocou o maior cataclisma economico financeiro das últimas décadas.</p>
<p>Na CHINA ainda sobrevive o capitalismo de estado sob ditadura que não vai durar mais um século. Nos USA ainda existem algumas diferenças mas lá existem sòmente os Extremamente Conservadores Republicanos e os Moderadamente Conservadores, os Democratas.</p>
<p>Não existe mais nem comunismo nem fascismo que tanto alimentaram discussões dos hoje anciãos em outros tempos e são absolutamente irrelevantes para os mais jovens e para as forças que gerem o mundo &#8230; e olhem que já passei dos 60 &#8230; Acho a discussão pouco ou nada relevante, posto que mediúnica, já que giram sobre idelogias mortas e enterradas. Amén!</p>
<p><strong><a href="http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/02/29/kassab-diz-que-serra-deixara-psdb-se-for-eleito/">KASSAB DIZ QUE SERRA DEIXARÁ O PSDB SE FOR ELEITO</a></strong></p>
<p>Josias de Souza</p>
<p><em>“Em seus diálogos privados, Gilberto Kassab informa que, se for eleito para a prefeitura de São Paulo, o tucano José Serra vai romper com o PSDB e abandonar os quadros da legenda.</em></p>
<p><em>Na versão difundida por Kassab nos subterrâneos, Serra pretende articular a formação de um novo partido. A base dessa legenda seria o PSD. Ao partido presidido por Kassab seriam incorporadas outras agremiações.</em></p>
<p><em>Indaga-se: por que Serra iria à nova legenda se não pretendesse ressuscitar o projeto presidencial que o PSDB lhe sonega?”</em></p>
<p>//////////</p>
<p>Esta notícia, vinda de fonte confiável como vem, tem de ser levada a sério.</p>
<p>Sendo verdade, a sensação é de que JOSÉ SERRA desatinou de vez e está topando qualquer parada para voltar a disputar a PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA a única posição que cabe dentro de seu projeto político.</p>
<p>Imaginar que SERRA vá usar o PSDB para chegar ao cargo de Prefeito e depois deixar o partido seria extrapolar todas as reflexões sobre até onde ele iria para satisfazer suas ambições.</p>
<p>Acho que todos torcem para que esteja havendo um equívoco e que SERRA possa continuar a merecer o respeito que tem perante cerca de 30% do eleitorado&#8230; pelo menos tinha agora a conferir &#8230;</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong>AÉCIO AINDA NÃO DISSE AO QUE VEIO</strong></p>
<p>Aécio era o grande craque que a oposição guardava nos vestiários para entrar em campo e “arrebentar” com a continuação lulista.</p>
<p>Abriu-se a porta do vestiário, veio a ordem para entrar em campo e &#8230; nada!</p>
<p>Onde está ele, eventualmente desfrutando as noites cariocas como sempre?</p>
<p>No desfile das Escolas de Samba?</p>
<p>Nas Minas Gerais em tertúlias políticas meramente locais sem reflexos na política nacional?</p>
<p>Em discursos murchos na tribuna do Senado tão irrelevantes que não ultrapassam as paredes do plenário? (Aliás nem a grande imprensa, que também apostava nele está tendo como promovê-lo).</p>
<p>Entregando medalhas a personalidades em Ouro Preto?</p>
<p>Omitindo-se em todos os temas candentes, sejam políticos ou administrativos?</p>
<p>Tentando acomodar-se no aconchego do Senado,refugando o enfrentamento das massas pelo Brasil afora, numa campanha Presidencial?</p>
<p>Na verdade está em todos estes lugares menos onde deveria estar. Com a bandeira do PSDB na mão, por esses Brasis afora, lutando e influenciando todas as eleições possíveis, mostrando que é um lutador capaz de assumir a liderança deste país &#8230; ou não?????</p>
<p>Por essas e outras o Brasil está sem oposição (porque ela é incompetente)  o que é uma realidade gravíssima.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O BRASIL ACONSELHA A ASSAD</strong></p>
<p><strong>(A Síria tem bom padrinhos)</strong></p>
<p>Quando o Brasil, sensatamente, recomenda a Assad que resolva os problemas da SÍRIA internamente, é porque sabe que existem imensos interesses internacionais, econômicos e geopolíticos ocultos por trás do discurso &#8220;humanitário&#8221;.</p>
<p>O problema é semelhante ao da Líbia, onde depois da “revolução democrática” hoje reina o caos, o desgoverno, a violência gratuita disseminada, o surgimento de “milícias” regionais e uma falta absoluta de Governo central com força para  impor suas decisões,</p>
<p>Para a OTAN agora está bem assim pois o petróleo está jorrando abundantemente para seus países, sugado por petroleiras européias tudo de bom e barato e o “humanitário” que se dane.</p>
<p>O KADAFI era doidão, implacável, mas mantinha tudo sob contrôle e só cometeu o desatino que foi desafiar o “main stream” mundial, as grandes potências, algo imperdoável. Quem faz isso leva bomba “humanitária” na cabeça.</p>
<p>Voltemos à Siria: Como disse em entrevista de uma figurão da OTAN, surpreendentemente franca, posto que acanhada, só não houve uma intervenção estrangeira na Síria porque, como disse ele, “a Síria tem forças armadas mais fortes e NÃO TEM PETRÓLEO” &#8230; porque se tivesse, já estavam chovendo bombas &#8220;justiceiras&#8221; por lá&#8230;</p>
<p><strong>Um mundo <span style="text-decoration: underline;">tripolar</span>: </strong>Ele só não disse uma coisa: hoje o mundo que era BIPOLAR e passou a UNIPOLAR, com apenas a prevalência do Império Americano, está voltando a ser BIPOLAR ou, se preferirem, TRIPOLAR.</p>
<p>De fato estamos passando a ter, de um lado os ESTADOS UNIDOS afetados crise séria, diminuindo sua projeção internacional, militar e diplomáticamente tendo ao seu lado de uma EUROPA OCIDENTAL caída na lona a pedir dinheiro para os emergentes.</p>
<p>Do outro lado do tabuleiro de xadres SIRIO, temos uma RUSSIA ressurgindo das cinzas, sob o comando semi-imperial de VLADIMIR PUTIN crescendo economica e militarmente aliada, neste caso, da mega-potência CHINA, cada vez mais poderosa e dominante.</p>
<p>Em suma, CHINA e RÚSSIA, que ninguém ousaria enfrentar, traçaram uma linha de giz no chão que a OTAN não passará e tratará de tentar ter algum protagonismo, de âmbito conciliador, na nas mãos do eterno, competente e hábil “quebra-galho” KOFI ANAN.</p>
<p>Não existe bom mocismo nas relações internacionais e geo-políticas.</p>
<p><strong>NETANYAHU PEDIRA À OBAMA QUE AMEACE IRÃ COM GUERRA</strong></p>
<p>O povo israelense, que já experimentou tantas vicissitudes ao longo da história, merece algo melhor que este histérico e radical senhor.</p>
<p>Trata-se de alguém que, como foi gravado e divulgado, merece chacota de OBAMA, ZARKOSY e outros lideres mundiais.</p>
<p>O que ISRAEL precisa é de DIPLOMACIA COMPETENTE e menos gaviões desvairados para ter a tão almejada PAZ e SEGURANÇA, como merece. Como está, não vai consguir.</p>
<p><strong><a href="http://www.naval.com.br/blog/2012/02/07/samsung-pode-assumir-atlantico-sul/" target="_blank">Samsung pode assumir Atlântico Sul | Poder Naval &#8211; Marinha de Guerra, Tecnologia Militar Naval e Mar</a></strong><strong> </strong></p>
<p><a href="http://www.naval.com.br/" target="_blank">www.naval.com.br</a></p>
<p>Esse estaleiro, pelos informes que circulam, é um mega equívoco desde o seu início.</p>
<p>A idéia fixa do LULA em levar o estaleiro para Pernambuco, sem maiores projetos estratégicos de viabilidade. Colocou um mega empreendimento no lugar errado sem mão de obra adequada nem disponível nem capaz de ser cooptada, nem mesmo preparada a tempo por lá.</p>
<p>O resultado é que, apesar do volume de pedidos feitos, sòmente um navio está semi-construido e, pelo que consta, incapaz de flutuar por graves erros na construção.</p>
<p>Nos bastidores empresariais corre a informação de que os acionistas nacionais cansaram de enfiar dinheiro lá sem conseguir fazer a coisa funcionar. Teriam “jogado a toalha” e ser recusam a “torrar” mais dinheiro.</p>
<p>Parece que agora, a SAMSUMG se dispões a aceitar o estaleiro desde que a preços convidativos e como controladora, liberada para trazer mão de obra coreana. Só assim se comprometeria a fazer a coisa decolar.</p>
<p>Isto foi possível na administração predominantemente política de SERGIO GABRIELLI mas difícilmente prosperaria na gestão de ROSA FOSTER &#8230; esperamos.</p>
<h6>·         <a href="https://www.facebook.com/romulo.federici">Romulo Fontes Federici</a> comentou em Nota oficial da Marinha sobre incêndio em alojamento do NAe São Paulo | Poder Naval &#8211; Marinha de Guerra.</h6>
<h6>·</h6>
<h6>Acontecimento triste em momento inoportuno posto que gerador de comentários pouco equilibrados. O NA, ainda que no limiar da &#8220;terceira idade&#8221;, é, no mínimo, um vetor de treinamento para aviação embarcada e projeção naval, fornecendo &#8220;know how&#8221; indispensável aos passos futuros. Vamos afastar o que NELSON RODRIGUES chamava de &#8220;síndrome do vira-latas&#8221; que sempre contagiou os brasileiros.</h6>
<p><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2012/03/TIO-SAM5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-620" title="TIO SAM" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2012/03/TIO-SAM5.jpg" alt="" width="200" height="252" /></a></p>
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		<item>
		<title>USA PISOU NA BOLA &#8211; SERRA E AÉCIO &#8211; OFICIAIS RESERVA DERRAPARAM &#8211; SIRIA &#8211; ISRAEL &#8211; O ESTALEIRO MEIO MALUCO</title>
		<link>http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/2012/03/usa-pisou-na-bola-serra-e-aecio-oficiais-reserva-derraparam-siria-israel-o-estaleiro-meio-maluco/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 20:46:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma analise de fatos importantes ocorridos na últimas semanas tais como: O VETO AMERICANO AOS AVIÕES BRASILEIROS, OFICIAIS TENTAM RESSUSCITAR OS ANOS DE CHUMBO, UMA DISCUSSÃO MEDIÚNICA (O QUE É DIREITA E ESQUERDA), O IMPASSE SÍRIO, O ESTRESSE ISRAELENSE, AS ESTREPULIAS DE JOSÉ SERRA, ETC... ETC...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Uma analise de fatos importantes ocorridos na últimas semanas tais como: O VETO AMERICANO AOS AVIÕES BRASILEIROS, OFICIAIS TENTAM RESSUSCITAR OS ANOS DE CHUMBO, UMA DISCUSSÃO MEDIÚNICA (O QUE É DIREITA E ESQUERDA), O IMPASSE SÍRIO, O ESTRESSE ISRAELENSE, AS ESTREPULIAS DE JOSÉ SERRA, ETC... ETC...]]></content:encoded>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 14:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[SALVO O CNJ - O MOTIM NA BAHIA - WALL STREET FINANCIA CONSERVADORES - REPUBLICANOS PARECEM PSDB - O ACORDO AUTOMOTIVO COM O MÉXICO - DEMISSÃO NO DNOCS - APOSENTADORIA DE RITA LEE - PARABÉNS SÃO PAULO - MENSAGEM A UM AMIGO - FLAMENGO, MAIS DO MESMO - COMPRA DE AVIÕES DA FAB - O COMPLEXO DE VIRA LATAS E A PONTE RIO NITERÓI.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_596" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2012/02/ELIANA-CALMON2.jpg"><img class="size-medium wp-image-596" title="ELIANA CALMON" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2012/02/ELIANA-CALMON2-300x188.jpg" alt="A PERSONALIDADE DO ANO" width="300" height="188" /></a><p class="wp-caption-text">A PRESERVAÇÃO DOS PODERES DO CNJ MELHOROU O BRASIL</p></div>
<p><strong>MOTIM NA BAHIA</strong></p>
<p>Realmente a atuação do Exército no motim da PM baiana foi absolutamente exemplar. Sem arrogância ou truculência mas com extrema eficiência, atuou com base em refinado serviço de inteligência, alto nível de profissionalismo, muita serenidade mas sem concessões politiqueiras.</p>
<p>Executou as manobras de exaustão física e emocional dos amotinados e conseguiu a rendição de todos. Fica o exemplo para todos, inclusive PMs despreparadas e precipitadas em ações contra movimentos coletivos.</p>
<p>Mulher de bombeiro preso no Rio diz que ele foi à Bahia negociar fim da greve <a title="#UOL" href="https://twitter.com/#!/search?q=%23UOL"><span style="text-decoration: line-through;">#</span><strong>UOL</strong></a>. AGORA TODOS SÃO &#8220;BONZINHOS&#8221;. APLIQUE-SE A LEI.</p>
<p>O PM que quiser fazer greve, o que é ilegal, deve dar baixa e arranjar emprego como VIGILANTE DE BANCO. Aí pode &#8230; é simples.</p>
<p><strong>PT E PSDB PECARAM NA BAHIA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>MOTIM da PM/BAHIA: PT pecou pelas trapalhadas do Governador WAGNER. PSDB constrangido porque um filiado seu foi o lider da baderna. Patético!</p>
<p>Os pronunciamentos do Deputado ACM NETO durante o MOTIM dos PMs na Bahia foi uma das notas mais grotescas &#8230; tão grotescas que ele resolveu “mergulhar” e sair de cena.</p>
<p><strong>CNJ</strong></p>
<p><strong>O BRASIL FICOU MELHOR.</strong></p>
<p>PODERES DO CNJ-CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, PARA FISCALIZAR O JUDICIÁRIO, FORAM PRESERVADOS.</p>
<p>VENCEU A TENACIDADE DA CORREGEDORA ELIANA CALMON E A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.</p>
<p>VENCIDOS O GRUPO DE MAGISTRADOS MAIS CONSERVADORES.</p>
<p>MAS CUIDADO, NOVOS ATAQUES VIRÃO.</p>
<p>A votação no STF sobre a INDISPENSÁVEL autonomia do CNJ revelou que o tribunal está dividido em dois grupos. Os &#8220;conservadores&#8221;, apegados à preservação do manto de proteção e segredos do judiciário e os &#8220;progressistas&#8221; que já entenderam ser impossível não ouvir os brados de alerta da opinião pública e do país como um todo no sentido de se abrir a &#8220;caixa preta&#8221; e democratizar o Poder Judiciário. A grande decepção foi o Ministro LUIZ FUX, recém nomeado, jovem e do qual se esperava posição mais arejada.</p>
<p><strong>MAIS UMA VEZ AS MULHERES FIZERAM A DIFERENÇA:</strong></p>
<p>O voto das Ministras mulheres STF foi decisivo para afastar as ameaças à soberania do CNJ, indispensável às instituições brasileiras.</p>
<p>A Justiça com a Justiça foi feita pelo próprios magistrados, através do voto da maioria (mesmo que apertada) dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.</p>
<p><strong>PODER DO CNJ CONFIRMADO COM VOTO BRILHANTE DE GILMAR MENDES</strong><strong><br />
</strong><br />
&#8220;Até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam para investigar os próprios pares. Quando se exige que o processo comece na corregedoria do tribunal, se quer transformar o CNJ num órgão de correição das corregedorias&#8221;</p>
<p>O Min. Gilmar Mendes lapidou uma frase que entrará para a história do mundo Jurídico ao dizer, abertamente, aqui&#8230;</p>
<p><strong>ELITE FINANCEIRA DE WALL STREET DESPEJA DÓLARES NA CAMPANHA DE ROMNEY</strong></p>
<p>A chuva de dólares da elite financeira americana nos cofres da campanha de Romney não é novidade alguma. Ele é aquele que diz que pobres não são sua prioridade e representa, confessadamente, a parcela rica de 1% que paga 14% de imposto contra cerca de 30% pagos pelos 99% que formam o povo norte americano. Essa distorção que se acentuou depois do Governo Ronald Reagan e se solidificou após o governo BUSH não será eterna e em algum momento desaba. Até lá o povão vai continuar penando e torcendo para que OBAMA não seja derrotado ou morto.</p>
<p><strong>OS REPUBLICANOS PARECEM O PSDB</strong></p>
<p>Os Republicanos, até agora, estão atordoados como absolutamente atordoada está a agônica oposição no Brasil, liderada pelo PSDB.</p>
<p>Lá como cá está difícil fazer oposição.</p>
<p>Lá porque os Republicanos esgotaram todo o estoque de desmandos, loucuras, insensibilidade social e desperdícios nos últimos governos que participaram.</p>
<p>Aqui, o PSDB não se entende e suas alas, “serristas” e “acecistas” se engalfinham como dondocas histéricas disputando o aparecimento em capa da revista “CARA”.</p>
<p>E não se entende porque fica difícil arranjar temas de campanha e, mais difícil ainda arranjar propostas diferentes do que está sendo feito com elevadíssimos índices de aprovação da opinião pública.</p>
<p>A catilinária da “corrupção” não cola porque todos têm telhado de vidro, sem exceção. Não tem ninguém melhor que ninguém.</p>
<p>A saída seria o SERRA voltar a ser prefeito, sumir da cena federal, e deixar o AÉCIO tentar reorganizar uma estratégia de MÉDIO e LONGO prazo.</p>
<p>Mas existem dois problemas: SÃO PAULO não deixa, porque não abre mão do controle férreo e centralizado do partido e, porque AÉCIO, como disse FHC, não conseguiu, ainda, fazer seu discurso (pouco brilhante) ultrapassar as paredes do plenário do Senado.</p>
<p><a href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/02/02/brasil-vai-romper-acordo-automotivo-com-o-mexico-diz-jornal.jhtm" target="_blank"><strong>Brasil vai romper acordo automotivo com o México, diz jornal</strong></a></p>
<p>economia.uol.com.br</p>
<p>O governo brasileiro vai romper o acordo automotivo mantido com o México devido ao deficit crescente no comércio de automóveis</p>
<p>Por um lado deve ser considerado que a &#8220;indústria&#8221; no MÉXICO ainda não passa de &#8220;maquiladora&#8221;, ou seja, importa quase todos os componentes e os monta. Só &#8220;apertam parafusos e dobram chapas&#8221;, como se diz.</p>
<p>Os carros &#8220;mexicanos&#8221; mal alcançam 30% de &#8220;componentes nacionais&#8221;, quase tudo partes de pouco valor agregado. Uma festa para a indústria americana e européia que exporta para lá quase todos os componentes dos carros, retendo seus empregos.</p>
<p>Fizeram do MÉXICO um verdadeiro &#8220;entreposto&#8221; para exportação de suas manufaturas para o Brasil, sem investir nem ter de fabricar componentes aqui.</p>
<p>Por outro lado, ficaremos privados de uma competição para as montadoras aqui instaladas que têm uma tendência incontrolável de fabricar carroças assim que não se sentem ameaçadas. Pior, os carros &#8220;mexicanos&#8221; poderão chegar aqui ainda a preços competitivos, como aconteceu com os COREANOS e CHINESES, mesmo pagando mais imposto. A chance é menor mas pode ocorrer!</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/1039771-ligado-ao-pmdb-diretor-geral-do-dnocs-pede-demissao.shtml" target="_blank"><strong>Ligado ao PMDB, diretor-geral do Dnocs pede demissão</strong></a><strong> </strong></p>
<p>www1.folha.uol.com.br</p>
<p>O PMDB cumpriu a liturgia. Reclamou, berrou, ameaçou no estilo da velha política coronelista mas acabou fazendo acoro porque ninguém quer largar o governo, principalmente com uma Presidenta com o maior índice de popularidade que se conhece.</p>
<p><a title="&quot;&quot; t " href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/1039771-ligado-ao-pmdb-diretor-geral-do-dnocs-pede-demissao.shtml"></a></p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/1039771-ligado-ao-pmdb-diretor-geral-do-dnocs-pede-demissao.shtml" target="_blank"><strong>Ligado ao PMDB, diretor-geral do Dnocs pede demissão</strong></a></p>
<p>www1.folha.uol.com.br</p>
<p>O diretor-geral do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), Elias Fernandes, pediu demissão nesta quinta-feira (26) após relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) apontar irregularidades em sua gestão.</p>
<p><a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.valor.com.br%2Fu%2F2496516&amp;h=hAQGxol6NAQFHKS1awsyOZXtb2JMEKhU0ylLSg2WLaL30mQ" target="_blank"><strong>Rita Lee anuncia despedida dos palcos</strong></a><strong> </strong></p>
<p>Uma pena! RITA LEE é uma musa, compositora refinada e intérprete absoutamente brilhante e envolvente. O tempo cobra, perversamente, seu preço mas ela já está bem acomodada na história da música brasileira. SEJA FELIZ!</p>
<p><a title="&quot;&quot; t " href="http://www.valor.com.br/u/2496516"></a></p>
<p><a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.valor.com.br%2Fu%2F2496516&amp;h=hAQGxol6NAQFHKS1awsyOZXtb2JMEKhU0ylLSg2WLaL30mQ" target="_blank"><strong>Rita Lee anuncia despedida dos palcos</strong></a></p>
<p><a href="http://www.valor.com.br/" target="_blank">www.valor.com.br</a></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; A cantora Rita Lee vai se despedir dos palcos no próximo sábado (28). Um show agendado para Aracaju será sua última apresentação ao vivo, 42 anos depois do lançamento de seu primeiro álbum solo. A própria artista, de 64 anos, disse que vai parar de fazer shows ontem à noite, durante apre&#8230;</p>
<p><strong>PARABÉNS SÃO PAULO PELO SEU ANIVERSÁRIO</strong><strong> </strong></p>
<p>PARABÉNS SÃO PAULO &#8211; Este fluminense de Niterói que vos fala tem mais de 20 anos morando e/ou trabalhando e/ou frequentanto esta cidade fantástica! Se o hemisfério norte tem N. YORK, o hemisfério sul tem São Paulo. Sempre que chego aqui me sinto muito bem &#8230; muita energia, muita educação, muito compromisso, muitos amigos. ADORO ESTA CIDADE! Abração S. PAULO. Mas para também não ser injusto &#8230; O Rio de Janeiro continua lindo, agora, então, lindíssimo, muito mais seguro e, como sempre cosmopolita.</p>
<p><strong>MENSAGEM A UM AMIGO</strong></p>
<p><strong>Transcrevo abaixo mensagem enviada a um querido amigo que participou das piadas macabras quando foi anunciado câncer do Lula.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Meu caro amigo,</p>
<p><strong>FHC e LULA</strong> são as maiores vítimas de <strong>discriminação politicamente construída</strong>.</p>
<p>FHC sofreu diante de oposição raivosa de uma ala da esquerda histérica que conseguiu, de certa maneira, rotular-lhe de representante dos &#8220;privilegiados&#8221;, apesar da enorme contribuição que deu à estabilidade do país gerando, inclusive, o início da distribuição de renda que hoje garante mercado interno que, por sua vez, nos &#8220;vacina&#8221; contra os picos das crises mundiais.</p>
<p>LULA sofre diante de oposição raivosa de uma ala da direita histérica que conseguiu, de certa maneira, rotular-lhe de despreparado, apesar da enorme contribuição que deu ao desenvolvimento do país, ampliando, inclusive, a distribuição de renda que hoje, consolidada e crescente, garante mercado interno que, por sua vez, nos &#8220;vacina&#8221;contra picos das crises mundiais.</p>
<p>Ambos foram acusados de lenientes com a corrupção pelo fato de terem ocorrido casos graves de corrupção nos seus governos (PRIVATIZAÇÕES e MENSALÃO, entre outros, por exemplo) e por terem abrigado em suas gestões personalidades questionáveis como SERJÃO e JOSÉ DIRCEU. Evidentemente visões simplistas, despidas de análise abrangente e contagiadas pelo facciosismo de paixões políticas exacerbadas (demodés).</p>
<p>Esperamos, fortemente, que FHC tenha boa saúde, mas em caso de eventual enfermidade ou ao final de sua vida, seja respeitado como foi o inesquecível MARIO COVAS. Respeitado por todos de todos os credos políticos.</p>
<p>Esperamos, fortemente, que LULA tenha boa saúde, mas que, durante sua enfermidade ou ao final de sua vida, seja respeitado como foi o inesquecível JOSÉ DE ALENCAR. Respeitado por todos de todos os credos políticos.</p>
<p>Ambos não estão livres da crítica, mas existe um limite, um nível abaixo do qual não deveu atuar.</p>
<p>O lamentável é assistir o apedrejamento de uma personalidade,  seja ela FHC ou LULA, apenas por discordar de sua linha política.</p>
<p>Mas, sejam elas quais forem, respeitemos todas as manifestações pois elas falam por sí.</p>
<p>Saudoso abraço</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>FLAMENGO: MAIS DO MESMO &#8230;</strong></p>
<p>SOU CONSELHEIRO DO FLAMENTO e tenho muito orgulho disso. Tenho participado de todas as reuniões que posso tentando dar minha parcela de colaboração em decisões importantes para o clube que, sinceramente, depois de tantas diretorias escabrosas, só existe hoje pela sua mística inigualável, a garra de todos os rubro-negros e uma administração, liderada pela PATRICIA AMORIM que vinha numa linha de gestão razoável, o que já muito em termos de futebol brasileiro.</p>
<p>No conselho atuamos mais em decisões administrativas, financeiras e estratégicas e menos no dia a dia do futebol  que só freqüenta nossas reuniões para análise de temas muito relevantes.</p>
<p>Como dizia, PATRICIA AMORIM vinha merecendo meu apoio no CONSELHO porque estava desenvolvendo uma administração diferenciada, fora dos padrões ineptos e tenebrosos que vigoram no futebol brasileiro, mais um pouco mais próxima das regras vigentes e grandes clubes estrangeiros, ainda anos-luz à frente.</p>
<p>No entanto a demissão do LUXEMBURGO e a contratação do JOEL SANTANA demonstram que, na área do futebol, venceu a corrente do MAIS DO MESMO, ou seja, abandona-se um projeto de gestão de longo prazo, que contraria interesses e exige seriedade no relacionamento, para se retornar o velho esquema da “barrigada”, da falta de hierarquia, o técnico puxando o saco e “engolindo sapo” dos considerado craques. Foi reimplantada a DITADURA DO CRAQUE, que pode tudo e que faz parte da história do futebol brasileiro e é causa do mesmo estar desmoronando frente aos clubes estrangeiros bem estruturados, com administração técnica e hierarquia preservada.</p>
<p>É  lógico que faltou sabedoria a LUXEMBURGO para temperar suas ações sabendo que no tresloucado futebol brasileiro a mudança tem de ser gradativa. Faltou sabedoria para entender que a cabeça dos “craques”, com os bolsos cheios de dinheiro, boêmios, cercados de mulheres e tudo o mais que rola na noite não vai mudar NUNCA, porque lhe faltam condições pessoais para isso. Faltou sabedoria para saber que na hora do choque quem sobra é o técnico, já que a cultura do torcedor brasileiro, normalmente um ingênuo, é imediatista e só quer saber dos resultados efêmeros do próximo final de semana e não atina para os resultados de médio e longo prazo.</p>
<p>Esse retorno à bagunça e à licenciosidade, foi mais um importantíssimo passo para uma derrota na COPA.</p>
<p>Vamos ter de aturar a figuraça do JOEL SANTANA e rezar para que a coisa não piore &#8230; PODE TOBE &#8230;.</p>
<p>Como CONSELHEIRO DO MENGÃO, meu apoio a PATRICIA continuará, mas de forma não tão entusiástica.</p>
<p>Oremos &#8230;</p>
<p><strong>COMPRA DE AVIÕES PELA FAB</strong></p>
<p>A compra de armamento por uma nação relevante é muito diferente que uma compra comum em supermercado onde se olha a etiqueta para ver qual a opção mais barata entre produtos similares.</p>
<p>Um país, ao comprar armamento, principalmente aviões de combate, tem duas opções: faz o que se chama de &#8220;COMPRA DE PRATELEIRA&#8221; ou faz uma compra estratégica com RECIPROCIDADES, em níveis variados.</p>
<p>O CHILE, por exemplo, um país que é e continuará sendo geopoliticamente irrelevante (economia equivalente a Campinas, SP) comprou uma esquadrilha de <strong>F-16 Fighting Falcon</strong>, numa &#8220;COMPRA DE PRATELEIRA&#8221;, ou seja, comprou aquela versão de exportação que os USA tem &#8220;na prateleira&#8221; para vender aos estrangeiros pouco exigentes ou pouco relevantes através de programas especiais de vendas militares.</p>
<p>Não teve acesso a nenhuma transferência de tecnologia, vai ter de importar todos os parafusos que precisar, recebeu apenas os armamentos básicos que os americanos deixaram (retiveram os mais relevantes). Acesso aos códigos fonte? Nem pensar.</p>
<p>São compras as compras mais baratas.</p>
<p>Os países mais relevantes, como BRASIL, ÍNDIA, TURQUIA, etc &#8230; fazem compras estudadas com muito maior profundidade onde a transferência de tecnologia é um dos fatores principais de decisão.  São países que buscam diminuir a dependência de países estrangeiros, absorvendo tecnologia e para se tornarem, o mais possível independentes.</p>
<p>Os países relevantes são profundamente exigentes em termos da qualidade na fabricação, no pós venda, na garantia de assistência e peças de reposição de acordo com o que ficar acordado. Se um fornecedor faz aviões fantásticos mas não preenche essas exigências não terá chance.</p>
<p>As especificações dos aviões também são sob medida com painéis especiais no “cockpit”, dispositivos sofisticados de navegação militar, autodefesa, radares e armamento dentro dos parâmetros estabelecidos pelo o comprador e passíveis de “link” com o sistema de defesa aérea existente no país.</p>
<p>Ademais, os compradores de peso exigem a possibilidade de abertura do CÓDIGO FONTE para fazerem as modificações que julgarem necessárias. Só os compradores muitíssimo importantes conseguem isso. É outro departamento.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">A transferência de tecnologia e as condições de “off set”,</span> inexistentes nas compras de “prateleira” representam que o país VENDEDOR das aeronaves transferirá ao país COMPRADOR, a tecnologia de construção de grande parte dos componentes da aeronave e mais, fica obrigado a comprar no país cliente partes e produtos equivalentes a grande parte do valor da venda, senão o valor total.</p>
<p>A transferência de tecnologia significa a transferência pelo VENDEDOR ao COMPRADOR, de “know-how”, patentes e processos que custaram muito caro para serem desenvolvidos através dos anos e valem uma fortuna. Portanto têm de receber algum valor em troca.</p>
<p>Transferência de tecnologia custa dinheiro, mas é condição básica, essencial imposta pelo BRASIL em compras militares, já que o país quer, gradativamente, se tornar auto-suficiente na area.</p>
<p>Existe uma infinidade de outros fatores mas não há tempo nem espaço para que eu entre mais a fundo na matéria. Mas, se você se interessa pelo tema, não se limites a ler revistas, blogs ou notícias na imprensa porque lá só aparecem dados mais superficiais.</p>
<p>A análise de cada avião, suas características táticas e/ou estratégicas e sua compatibilidade com os objetivos desejados é outra etapa extremamente complexa mas isso ficara para uma outra oportunidade.</p>
<p>Para se sair do nível de palpites e entrar na esfera de opiniões consistente, há necessidade não só de estudos mais profundos, mas, também e PRINCIPALMENTE, VIVÊNCIA E CONVIVÊNCIA PESSOAL NA ÁREA MILITAR E POLÍTICA, pois os políticos, hoje em dia, detêm poder no encaminhamento de decisões militares.</p>
<p>Para simplificar: pense num automóvel básico, “pelado” e nesse mesmo automóvel na versão TOP, “completíssimo”, com tudo que tem direito e até “tunado” &#8230; É isso.</p>
<p>Há décadas venho cumprindo essa liturgia pois, sem isso, nada feito. Vá em frente. Abraço</p>
<p><strong>VALE A LEITURA (texto longo mas vale a pena)</strong></p>
<p><strong>Roberto Amaral</strong></p>
<p><strong>21.12.2011 10:00</strong></p>
<p><strong>O complexo de vira-latas, ontem e hoje</strong></p>
<p><em>“A ponte Rio-Niterói é, portanto, uma linda obra turística, cuja prioridade não se justifica em um país de escassos recursos que se defronta com necessidades berrantes que aí estão nesta mesma região do País, clamando pela ação do Governo”.</em></p>
<p><strong>Eugênio Gudin, O Globo, 2/3/1974</strong></p>
<p>Foi Nelson Rodrigues, em crônica às vésperas da Copa do Mundo de 1958 (Manchete esportiva, 31/5/1958), quando a seleção brasileira partia desacreditada para a disputa na Suécia, quem grafou o conceito de “complexo de vira-latas”, resumo de um colonizado e colonizador sentimento de inferioridade em face do estrangeiro e do que vem de fora, seres e coisas, ideias e fatos.</p>
<p>Impecável a definição, cujas raízes nos levam à empresa colonial e ao escravismo, à dependência cultural às diversas Cortes que sobre nós reinaram e ainda reinam.</p>
<p>Peca, porém, o teatrólogo genial e reacionário militante ao atribuir tal “complexo” a um fenômeno nacional, como se fosse ele um sentimento de nosso povo, de nossa gente, pois nada é mais povo brasileiro do que o torcedor de futebol.</p>
<p>Esse sentimento existe, mas regado pela classe dominante brasileira, desde a Colônia, que sempre viveu de costas para o país e com os sonhos, as vistas e as aspirações voltadas para a Europa. Terra de “índios desafeitos ao trabalho”, de “negros manimolentes e banzos” e “europeus de segunda classe”, nosso destino, traçado pelos deuses, era a de eternos coadjuvantes. História própria, industrialização, destino de potência… ah, isso jamais!</p>
<p>Nem no futebol, pois havíamos perdido as copas de 1950 e 1954 justamente porque éramos (eram nossos jogadores) um povo mestiço.</p>
<p>Pensar grande, pensar na frente, projetar-se no mundo e na História, isso é coisa de visionários ou políticos “populistas”.</p>
<p>Tal cantochão reacionário foi construído pelos pensadores dos interesses dominantes (desde os que no Império advogavam o “embranquecimento da raça” e por isso, só por isso, chegaram a admitir a abolição da escravatura), e ainda hoje é o refrão da direita impressa.</p>
<p>Para essa gente, o destino de nosso país era o de exportador de café e importador de manufaturas (“porque produzir aqui se podemos importar o produto estrangeiro, melhor e mais barato?”), e agora é o de exportador de soja e minério in natura. Amanhã, que os fados nos protejam, o destino que nos devotam é de exportadores de óleo bruto, como o Iraque, o Irã, a Venezuela, a Arábia Saudita…</p>
<p>O único engenho concedido ao nosso povo é o carnaval, comercializado pela tevê monopolizada. Mas dizem ao nosso povo os jornalões que não temos capacidade de construir meia dúzia de estádios.</p>
<p>Mesmo o futebol entrou em questionamento, depois que o Santos caiu de quatro nos gramados japoneses. A grande imprensa agora prescreve que o futebol brasileiro precisa reaprender com o catalão, repleto de atletas estrangeiros, inclusive, brasileiros…</p>
<p>Um bom representante desse pensamento conservador – que no Império ceifou pioneiros como Mauá – é Eugênio Gudin, criador (ao lado de Octavio Gouvêa de Bulhões) do ensino da economia em nosso país, e fundador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas. Monetarista e anti-desenvolvimentista, anti-varguista e anti-juscelinista, iluminador do moderno neoliberalismo brasileiro, combatia a intervenção do Estado na economia, o apoio (com incentivos ou o que fosse) à industrialização, e defendia com unhas e dentes, desconsiderando a realidade objetiva, o equilíbrio financeiro e a austeridade fiscal.</p>
<p>Gudin, como a maioria dos economistas, gostava de falar em “custo de oportunidade”, que procura medir o que poderia ter sido feito em saúde, educação e mais isso e mais aquilo, com os gastos de determinada obra ou melhoramento. Por exemplo, quanto poderíamos ter investido em saúde se não investíssemos na transposição do São Francisco, em que pese ao preço de deixar à míngua milhões de brasileiros do semi-árido nordestino…</p>
<p>Por isso, Gudin, como a classe dominante e a direita impressa, foram contra Brasília e mesmo contra a ponte Rio-Niterói, e são, agora, contra o trem-bala que ligará Campinas-São Paulo ao Rio de Janeiro.</p>
<p>Ainda na ditadura, um falecido jornalão carioca insurgiu-se contra as obras do metrô em nossa cidade, sob o tacanho argumento de “que ainda não haviam sido esgotadas as possibilidades do trânsito de superfície”.</p>
<p>Chateaubriand, nosso Cidadão Kane, mobilizou sua cadeia de jornais e rádios para combater os investimentos da União na triticultura gaúcha “porque era muito mais barato importar trigo dos EUA’”, que então renovavam seus estoques de guerra.</p>
<p>Agora mesmo há os que julgam desperdício os investimentos em hidroelétricas e em Angra III.</p>
<p>Ora, em país que de tudo carece, tudo é urgente e igualmente tudo é adiável. Mais importante do que o “custo de oportunidade” é a oportunidade do investimento, ainda que signifique o atraso de obras e serviços “inadiáveis”.</p>
<p>Assim foram os investimentos dos anos 50 na Petrobras (que Gudin e outros consideravam um desperdício, até por que “o Brasil não possuía petróleo”) e a seguir os investimentos da estatal em pesquisa, de que a prospecção em águas profundas é apenas um dos frutos. Aos míopes daquele então, pergunto: que seria o Brasil de hoje dependente da importação de petróleo? Que será o Brasil de amanhã sem energia elétrica?</p>
<p>Aí então é que não podemos pensar em saúde e educação universais. Mas, para os áulicos do conservadorismo, tudo o que significa investimento com vistas ao futuro deve ser adiado, como supérfluo. Daí o desmantelamento tecnológico de nossas forças armadas, daí o atraso da indústria nuclear, daí o atraso na indústria espacial, daí o atraso na produção de fármacos, na recuperação das ferrovias.</p>
<p>Paremos aqui, pois o rol é interminável.</p>
<p>O Brasil de hoje mostra a relevância dos “injustificáveis investimentos” na construção de Brasília (incorporando à economia mais da metade do território nacional) e da ponte Rio-Niterói, a qual, aliás, já dá sinais de saturação.</p>
<p>Todo mundo pode construir seu trem-bala. Podem o Japão, a China, a Itália, a França, a Espanha… mas o Brasil, não, pois aqui “há outras necessidades exigindo recursos”. E na China e na Espanha por acaso já não há mais nada pedindo investimentos? Seus críticos de boa e de má-fé reduzem o projeto à ligação entre as duas maiores metrópoles do país, ou seja, a um simples sistema de transporte, o que, convenhamos, já o justificaria.</p>
<p>Mas aos esquecidos lembremos o processo de urbanização que essa nova via proporcionará, criando em torno de seu trajeto e de suas estações novas condições de vida e moradia, desafogando os grandes centros, atraindo serviços e indústrias, ou seja, promovendo o desenvolvimento que ensejará investimentos em saúde, educação, saneamento etc.</p>
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		<title>OBAMA: A AGONIA DE UM PRESIDENTE</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 22:28:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[OBAMA: MARCADO PARA MORRER! Romulo F. Federici www.rfederici.com.br rfederici@rfederici.com.br É impossível entender o fenômeno da eleição do Presidente OBAMA e, em contrapartida, sua atual trajetória de queda, sem uma análise das características básicas do Estado americano, sua história política mais recente e das tendências prevalentes. . Vamos tentar fazer isso da maneira mais sucinta possível. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/09/OBAMAFOTO10.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-582" title="OBAMAFOTO" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/09/OBAMAFOTO10.jpg" alt="" width="168" height="154" /></a></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">OBAMA: MARCADO PARA MORRER!</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong><strong> </strong></p>
<p>Romulo F. Federici</p>
<p><a href="http://www.rfederici.com.br/">www.rfederici.com.br</a></p>
<p>rfederici@rfederici.com.br</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>É impossível entender o fenômeno da eleição do Presidente OBAMA e, em contrapartida, sua atual trajetória de queda, sem uma análise das características básicas do Estado americano, sua história política mais recente e das tendências prevalentes.</p>
<p>.</p>
<p>Vamos tentar fazer isso da maneira mais sucinta possível.</p>
<p>.</p>
<p>Trocando idéias com um colega norte-americano sobre o processo de “emparedamento” do Presidente OBAMA pela ala radical do Partido Republicano, representada pelos membros do famigerado “TEA PARTY”, anotei algumas de suas considerações que julguei importantes.</p>
<p>.</p>
<p>Após fazer um amplo relato dos fundamentos que nortearam a formação do país a partir das colônias (objeto de um futuro comentário nosso), concluiu ele dizendo que “os Estados Unidos não são um país para pobres, mas um país com toda prioridade voltada para apoiar aqueles que tiveram sucesso na vida e fizeram fortuna ou, pelo menos, um bom dinheiro”.</p>
<p>.</p>
<p>Ressaltou os principais pontos abaixo, difíceis de serem contestados:</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">A “herança maldita” herdada por Obama:</span></strong></p>
<p>.</p>
<ul>
<li>A sociedade americana é “darwinista”, ou seja, adepta da “seleção natural” pela qual os fortes sobrevivem e os “fracos” morrem e/ou ficam pelo caminho.</li>
</ul>
<ul>
<li>Os pobres, segundo ele, têm de se conformar em sobreviver como puderem porque ninguém enfiará a mão no bolso para pagar serviços sociais mais abrangentes que os apóiem.</li>
</ul>
<ul>
<li>Aposentadoria, na prática, é para quem poupar durante a vida para gastar durante a velhice.</li>
</ul>
<ul>
<li>Assistência médica pública é praticamente inexistente: “miserável que adoecer está fadado a morrer”.</li>
</ul>
<ul>
<li>Educação superior é para quem pode pagar. Quem não tem dinheiro é obrigado a parar no ensino médio.</li>
</ul>
<ul>
<li>A educação é <span style="text-decoration: underline;">funcional</span> ficando a parte <span style="text-decoration: underline;">cultural</span> restrita aos centros de excelência em pesquisas (aliás os melhores do mundo). Trata-se de uma forma de otimizar a produtividade dos profissionais sem criar uma massa de “intelectuais contestadores”.</li>
</ul>
<ul>
<li>Existe um chavão que diz: “O americano comum não sabe o que ocorre a mais de 100 milhas de sua casa”. É mais ou menos isso, falta cultura geral e visão de mundo.</li>
</ul>
<ul>
<li>Quem estiver em estado de miséria absoluta pode solicitar um “FOOD STAMP”, espécie de TICKET REFEIÇÃO que o governo dá para possibilitar a compra de alguma comida.</li>
</ul>
<ul>
<li>E ponto final!</li>
</ul>
<ul>
<li>Ademais, às classes produtoras e aos banqueiros, seria oferecida proteção e liberdade máxima de atuação, através de um ESTADO enxuto e o máximo possível desregulamentado para que o PODER PÚBLICO não ficasse se metendo nos NEGÓCIOS PRIVADOS.</li>
</ul>
<ul>
<li>Aos ricos, principalmente depois da administração RONALD REAGAN, foi oferecida uma baixa taxa de impostos, cujos ônus foram transferidos para os assalariados que, na realidade, financiam a máquina estatal.</li>
</ul>
<ul>
<li>Segundo meu interlocutor, enquanto um patrão rico paga aproximadamente 14% dos seus rendimentos de Imposto de Renda, seus empregados pagam 27% do seus salário.</li>
</ul>
<ul>
<li>Diante desse quadro institucional, a prevalência de Presidentes Republicanos sobre os Democratas é expressiva, principalmente depois da segunda guerra mundial, administrada até à vitória por dois democratas:FRANKLIN D. ROOSEVELT (1933 a 1945) e HARRY S. TRUMAN (1945 a 1953).</li>
</ul>
<ul>
<li>Depois deles, os democratas eleitos não tiveram vida fácil.</li>
</ul>
<ul>
<li>JOHN F. KENNEDY, eleito em meio a grandes esperanças pelas suas propostas de mudanças na estrutura sócio-política do país, foi assassinado em Dallas, Texas, com tiros na cabeça por membros de uma conspiração que reuniu políticos conservadores e a máfia, segundo informações disponíveis.</li>
</ul>
<ul>
<li>Seu irmão ROBERT KENNEDY, que se preparava para sucedê-lo com o mesmo projeto de mudanças, foi assassinado com um tiro na cabeça pelos mesmos grupos de conspiradores, pelo que se sabe.</li>
</ul>
<ul>
<li>Assumiu seu vice-presidente, LYNDON JOHNSON que não conseguiu fazer seu sucessor, sendo então eleito o desastroso republicano RICHARD NIXON que teve de renunciar em meio a escândalos de corrupção e conspiração.</li>
</ul>
<ul>
<li>Seu Vice, GERALD FORD assumiu, mas quem foi eleito para o mandato seguinte foi JIMMY CARTER, democrata. Mais um que tentou (timidamente) mudanças nas políticas internas e externas, não foi reeleito.</li>
</ul>
<ul>
<li>Seu sucessor, republicano, RONALD REGAN, foi o redentor das classes abastadas. Cuidou de aprofundar a desoneração dos ricos, aumentando os impostos das classes assalariadas e implantando uma desregulamentação drástica e geral da economia.</li>
</ul>
<ul>
<li>Foi reeleito e, depois, conseguiu eleger seu colega de partido, o primeiro BUSH, o pai, que começou um trabalho desastroso nas relações internacionais em dois mandatos e iniciou a primeira guerra contra o Iraque que ficou pela metade.</li>
</ul>
<ul>
<li>Não conseguiu reeleger seu sucessor. Foi substituído por BILL CLINTON, democrata habilidoso que não ousou grandes modificações na estrutura sócio-política dos Estados Unidos e não foi incômodo para os conservadores republicanos.</li>
</ul>
<ul>
<li>CLINTON foi reeleito, mas não conseguiu eleger seu sucessor, pois assumiu o posto GEORGE W. BUSH, republicano, provavelmente um dos maiores desastres políticos que assolou os Estados Unidos e uma das maiores nulidades políticas mundiais.</li>
</ul>
<ul>
<li>BUSH revelou-se um limitado em todos os aspectos, incapaz do exercício consciente do mandato e eleito e tutelado por um poderoso grupo ligado aos interesses petrolíferos e de grandes empreiteiras, o que ninguém contesta.</li>
</ul>
<ul>
<li>Como também não se contesta que ele, amasiado com esses interesses empresariais recomeçou uma nova guerra contra o Iraque movido pelos interesses empresariais dos que o mantinham no poder.</li>
</ul>
<ul>
<li>As justificativas de tal guerra, como todos sabem, revelaram-se grosseiramente mentirosas.</li>
</ul>
<ul>
<li>Sob o pretexto da necessidade de revidar o ataque terrorista contra as TORRES GÊMEAS em NOVA YORK, alastrou uma guerra do Iraque para o Afeganistão.</li>
</ul>
<ul>
<li>Conduzida de forma absolutamente incompetente, a guerra colocou os Estados Unidos num atoleiro militar, depois de produzir toda sorte de barbaridades contra a população civil (depoimento de militares americanos colocado no ar pela GLOBO NEWS), torturar e aviltar prisioneiros militares na prisão de ABU GRABI liberando uma matança indiscriminada em nome do combate ao terrorismo o que deixou um rastro de mais de 100.000 mortos segundo as estimativas vigentes.</li>
</ul>
<ul>
<li>Como disse esse meu colega, “perto de GEORGE BUSH, KADAFI é um pobre coitado&#8230;”</li>
</ul>
<ul>
<li>A guerra alastrou-se para o Afeganistão de onde os americanos, agora, se preparam para dar o fora, como fizeram no Iraque.</li>
</ul>
<ul>
<li>As despesas públicas dos ESTADOS UNIDOS dispararam, os déficits se tornaram cada vez mais gigantescos e inadministráveis.</li>
</ul>
<ul>
<li>Paralelamente, a política de desregulamentação que os republicanos implantaram e os democratas nunca conseguiram apoio para mudar, provocou uma mega-crise econômica e financeira em 2008, após a comprovação de que o mercado bancário e financeiro em geral, sem vigilância do estado, vinha operando de forma fraudulenta, criando uma mega-bolha que acabou explodindo.</li>
</ul>
<ul>
<li>Tal crise está ameaçando retornar em escala mundial neste exato momento ainda como rescaldo dos mesmos motivos.</li>
</ul>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Os efeitos da política Republicana:</span></strong></p>
<p>.</p>
<p>O objetivo dessa cultura política seria turbinar o potencial produtivo do país que, em conseqüência, geraria riquezas capazes de atenuar os níveis de pobreza sem que o governo e, conseqüentemente, os contribuintes, principalmente e elite rica, tivessem de ter despesas.</p>
<p>.</p>
<p>Até funcionou durante certo tempo. Mas depois, ano após ano, os resultados foram se mostrando negativos, pois todos os índices de aferição de <em>performance</em> econômica, financeira e social experimentaram degradação.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<ul>
<li>A economia americana desindustrializou-se sob o pretexto de que era barato e, portanto, interessante transferir as atividades fabris “menos nobres” para as maquiladoras mexicanas ou para países subdesenvolvidos ou emergentes, principalmente asiáticos.</li>
</ul>
<ul>
<li>Aos americanos caberia reter o “Know-How”, a inteligência dos processos enquanto os subdesenvolvidos ficariam “apertando parafusos e dobrando chapas”.</li>
</ul>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>O problema é que, gradativamente, os “apertadores de parafusos” foram aprendendo e copiando a “inteligência” dos processos de concepção dos produtos e passaram a independer, em muitos casos, do “Know-How” americano. Os chineses são o melhor exemplo disso.</p>
<p>.</p>
<p>Com a transferência das indústrias para o terceiro mundo, os empregos também migraram dos Estados Unidos para os outros países instalando-se altos níveis de desemprego e subemprego.</p>
<p>.</p>
<p>O fosso entre ricos e pobres vem aumentando dramaticamente assim como o número de pobres, num rumo perigosamente terceiro-mundista.</p>
<p>.</p>
<p>Apesar de tudo, o país continuou a gastar desbragadamente, muito mais do que arrecadava criando um rombo nas contas públicas que vem crescendo sem freios e, portanto, sem parar. Paralelamente, os americanos continuaram a gastar como nos bons tempos, criando níveis de inadimplência que alimentaram, entre outras coisas, a famigerada “bolha imobiliária”.</p>
<p>.</p>
<p><em>“Velhos hábitos modificam-se apenas lentamente. Uma família que foi nobre, rica e poderosa não vai se comportar como uma família pobre logo que perca riqueza e poder. Os americanos continuarão a se comportar como se estivessem no centro do mundo ainda por longo tempo”</em> (Vito Tanzi em “ESTADO CRÍTICO”- REVISTA EU&amp; &#8211; VALOR ECONOMICO n◦ 566)</p>
<p>.</p>
<p>A degradação econômica e financeira americana produziu o absolutamente inacreditável: fez o país perder a classificação do AAA (triple A) deixando de ser um devedor “absolutamente seguro e confiável”, despertando desconfiança do mundo todo.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">A eleição de OBAMA</span></strong><strong>:</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p>O presidente OBAMA foi eleito em mais um desses espasmos democrata que o eleitor americano pratica de tempos em tempos quando a conjetura fica mais complicada, na esperança de uma mudança do modelo político e social que, diga-se de passagem, dificilmente ocorrerá.</p>
<p>.</p>
<p>De fato, o festejado “YES WE CAN”, insinuando um pretensioso “sim podemos mudar”, tão aclamado durante sua campanha pela grande massa, esbarrou no poder do “establishment” sócio-político americano. Essa elite é quem manda no país e é constituído por um conservadorismo em alto grau sem contrapesos eficientes.</p>
<p>.</p>
<p>Essa elite, no entanto, ficou muito assustada com o brilhantismo (efêmero) da campanha do atual Presidente OBAMA, e colocou em marcha um contra-ataque fulminante que podou os seus poderes e diminuiu, dramaticamente, suas chances de mudar alguma coisa de forma relevante.</p>
<p>.</p>
<p>Acionou seus dispositivos na mídia que, com poucas exceções, submeteram o novo Presidente a um fogo cerrado.</p>
<p>.</p>
<p>Um exemplo, segundo analistas, é <strong>Rupert Murdoch</strong> empresário australiano, naturalizado americano, acusado de corrupção, escutas telefônicas ilegais e intrusão em mensagens privada no Reino Unido e em outros países onde opera. É dono da FOX NEWS, canal de TV de linha hiper conservadora e acusado de “comprar” analistas políticos e econômicos e de parcialidade nos noticiários.</p>
<p>.</p>
<p>A força da mídia americana, reprisada até fora dos Estados Unidos, está conseguindo corroer a imagem do Presidente OBAMA que, de robusto reformador está sendo transformado num ingênuo e despreparado Presidente.</p>
<p>.</p>
<p>Este conjunto de fatores produziu um força destrutiva localizada no ambiente político.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O susto dos conservadores e o crescimento do “TEA PARTY”</span></strong><strong>:</strong></p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>A vitória do OBAMA foi um susto aterrorizador para os mais conservadores, pois se viram diante da possibilidade de consolidarem-se no Governo, alguns fantasmas que lhes tiram o sono tais como:</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<ul>
<li>Maior controle do Estado sobre a economia, principalmente sobre as atividades financeiras em geral em virtude da hecatombe mundial que estas produziram após anos sem vigilância adequada.</li>
</ul>
<ul>
<li>Aumento de gastos sociais com a implementação de serviços de assistência e atendimento médico aos mais necessitados.</li>
</ul>
<ul>
<li>Aumento de impostos principalmente sobre os setores mais ricos da sociedade, como estão fazendo os Europeus e com o que concordaram, inclusive, importantes milionários americanos, conscientes da insustentabilidade da situação atual no longo prazo.</li>
</ul>
<ul>
<li>Mudança de uma linha eminentemente conservadora por uma linha mais social.</li>
</ul>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>Isto para os republicanos é pura heresia.</p>
<p>.</p>
<p>Em alguns estados com no TEXAS, espalharam-se “outdoors” com dizeres acusando OBAMA de ser SOCIALISTA sobre fundo vermelho.</p>
<p>.</p>
<p>Mas os reflexos dessa postura radical foram tão graves que acabaram racharam o próprio PARTIDO REPUBLICANO, dividindo-o em duas alas: Os republicanos tradicionais com os níveis conhecidos de conservadorismo, sem chegarem a ser grotescos e os tresloucados membros do “TEA PARTY”, conservadores histéricos.</p>
<p>.</p>
<p>Este fenômeno fez com que o “TEA PARTY”, até então considerado, apenas, um clubinho de gente excêntrica, hiper-conservadoras e inconseqüente, em força política real, capaz de tumultuar o ambiente político e a própria governança.</p>
<p>.</p>
<p>O “clubinho” agora já está se organizando para lançar candidato a candidato à Presidência da República pelo PARTIDO REPUBLICANO.</p>
<p>.</p>
<p>MICHELLE BACHMANN, um dos candidatos, vem primando pela asneiras que vem dizendo, inclusive que o último furacão foi um castigo de Deus contra aqueles que governam os USA.</p>
<p>.</p>
<p>Já o texano RICK PERRY é bem mais esperto. Como diz o comentarista CAIO BLINDER em seu site, “agora que Rick Perry é candidato à presidência dos EUA, os liberais deverão abusar de uma piada decente: você sabe como diferenciar o atual governador do Texas do ex-presidente George W. Bush, seu antecessor no cargo? Resposta: Bush é o texano esperto. Mas Perry não tem nada de bobo. (&#8230;) Perry não se constrange do seu robusto conservadorismo e esbanja carisma. Apesar da ginga e sotaque do Texas, ele está mais para Sarah Palin (e o que ela fará agora? Mais passeio de ônibus pelo país?) do que para o desacreditado Bush”.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O balanço final</span></strong><strong>:</strong></p>
<p><strong>.</strong></p>
<p>A força da imprensa e a demora na implementação de mudanças, sempre dificílimas nos Estados Unidos, mexeu com o caráter volúvel do eleitorado americano. A primeira resultante disso tudo está na derrota de OBAMA nas eleições para a Câmara dos Deputados e a conseqüente perda da maioria para os Republicanos.</p>
<p>.</p>
<p>Isto significa que o Presidente ficou amarrado e submetido ao humor dos republicanos tendo como resultante o empobrecimento de seu governo que não terá condições de cumprir as promessas de campanha nem, muito menos, proceder às reformas que foram seu carro chefe.</p>
<p>.</p>
<p>Uma reeleição ainda é possível, mas, de tranqüila e certa, passou a preocupante e ainda incerta.</p>
<p>.</p>
<p>O crescimento espalhafatoso e ridículo do “TEA PARTY” pode chocar o eleitor e, eventualmente, atuar no sentido contrário, capitalizando votos para OBAMA.</p>
<p>.</p>
<p>Mas se os republicanos aparecerem com um candidato consistente, mais equilibrado, com propostas palatáveis, encontrará um adversário enfraquecido, um Presidente pouco convincente.</p>
<p>.</p>
<p>Neste caso, OBAMA estará marcado para morrer, provavelmente não com uma bala na cabeça como os KENENNEDY, mas derrotado e liquidado politicamente.</p>
<p>\</p>
]]></content:encoded>
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		<title></title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 21:42:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[OBAMA: MARCADO PARA MORRER! Romulo F. Federici www.rfederici.com.br rfederici@rfederici.com.br É impossível entender o fenômeno da eleição do Presidente OBAMA e, em contrapartida, sua atual trajetória de queda, sem uma análise das características básicas do Estado americano, sua história política mais recente e das tendências prevalentes. Vamos tentar fazer isso da maneira mais sucinta possível. Trocando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/09/OBAMAFOTO2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-550" title="OBAMAFOTO" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/09/OBAMAFOTO2.jpg" alt="" width="168" height="154" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>OBAMA: MARCADO PARA MORRER!</strong></p>
<p style="text-align: right;">Romulo F. Federici<br />
www.rfederici.com.br<br />
rfederici@rfederici.com.br</p>
<p>É impossível entender o fenômeno da eleição do Presidente OBAMA e, em contrapartida, sua atual trajetória de queda, sem uma análise das características básicas do Estado americano, sua história política mais recente e das tendências prevalentes.<br />
Vamos tentar fazer isso da maneira mais sucinta possível.<br />
Trocando idéias com um colega norte-americano sobre o processo de “emparedamento” do Presidente OBAMA pela ala radical do Partido Republicano, representada pelos membros do famigerado “TEA PARTY”, anotei algumas de suas considerações que julguei importantes.<br />
Após fazer um amplo relato dos fundamentos que nortearam a formação do país a partir das colônias (objeto de um futuro comentário nosso), concluiu ele dizendo que “os Estados Unidos não são um país para pobres, mas um país com toda prioridade voltada para apoiar aqueles que tiveram sucesso na vida e fizeram fortuna ou, pelo menos, um bom dinheiro”.<br />
Ressaltou os principais pontos abaixo, difíceis de serem contestados:</p>
<p>A “herança maldita” herdada por Obama:</p>
<ul>
<li> A sociedade americana é “darwinista”, ou seja, adepta da “seleção natural” pela qual os fortes sobrevivem e os “fracos” morrem e/ou ficam pelo caminho.</li>
</ul>
<ul>
<li>Os efeitos da política Republicana:O objetivo dessa cultura política seria turbinar o potencial produtivo do país que, em conseqüência, geraria riquezas capazes de atenuar os níveis de pobreza sem que o governo e, conseqüentemente, os contribuintes, principalmente e elite rica, tivessem de ter despesas.</li>
</ul>
<ul>
<li>Até funcionou durante certo tempo. Mas depois, ano após ano, os resultados foram se mostrando negativos, pois todos os índices de aferição de performance econômica, financeira e social experimentaram degradação.</li>
</ul>
<ul>
<li>A economia americana desindustrializou-se sob o pretexto de que era barato e, portanto, interessante transferir as atividades fabris “menos nobres” para as maquiladoras mexicanas ou para países subdesenvolvidos ou emergentes, principalmente asiáticos.</li>
<li>Aos americanos caberia reter o “Know-How”, a inteligência dos processos enquanto os subdesenvolvidos ficariam “apertando parafusos e dobrando chapas”.</li>
</ul>
<ul>
<li>O problema é que, gradativamente, os “apertadores de parafusos” foram aprendendo e copiando a “inteligência” dos processos de concepção dos produtos e passaram a independer, em muitos casos, do “Know-How” americano. Os chineses são o melhor exemplo disso.</li>
<li>Com a transferência das indústrias para o terceiro mundo, os empregos também migraram dos Estados Unidos para os outros países instalando-se altos níveis de desemprego e subemprego.</li>
</ul>
<ul>
<li>O fosso entre ricos e pobres vem aumentando dramaticamente assim como o número de pobres, num rumo perigosamente terceiro-mundista.</li>
</ul>
<ul>
<li>Apesar de tudo, o país continuou a gastar desbragadamente, muito mais do que arrecadava criando um rombo nas contas públicas que vem crescendo sem freios e, portanto, sem parar.</li>
</ul>
<ul>
<li>Paralelamente, os americanos continuaram a gastar como nos bons tempos, criando níveis de inadimplência que alimentaram, entre outras coisas, a famigerada “bolha imobiliária”.</li>
</ul>
<ul>
<li>“Velhos hábitos modificam-se apenas lentamente. Uma família que foi nobre, rica e poderosa não vai se comportar como uma família pobre logo que perca riqueza e poder. Os americanos continuarão a se comportar como se estivessem no centro do mundo ainda por longo tempo” (Vito Tanzi em “ESTADO CRÍTICO”- REVISTA EU&amp; &#8211; VALOR ECONOMICO n◦ 566).</li>
<li>A degradação econômica e financeira americana produziu o absolutamente inacreditável: fez o país perder a classificação do AAA (triple A) deixando de ser um devedor “absolutamente seguro e confiável”, despertando desconfiança do mundo todo.</li>
</ul>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">A eleição de OBAMA;</span></strong></p>
<p><strong> </strong><br />
O presidente OBAMA foi eleito em mais um desses espasmos democrata que o eleitor americano pratica de tempos em tempos quando a conjetura fica mais complicada, na esperança de uma mudança do modelo político e social que, diga-se de passagem, dificilmente ocorrerá.<br />
De fato, o festejado “YES WE CAN”, insinuando um pretensioso “sim podemos mudar”, tão aclamado durante sua campanha pela grande massa, esbarrou no poder do “establishment” sócio-político americano. Essa elite é quem manda no país e é constituído por um conservadorismo em alto grau sem contrapesos eficientes.<br />
Essa elite, no entanto, ficou muito assustada com o brilhantismo (efêmero) da campanha do atual Presidente OBAMA, e colocou em marcha um contra-ataque fulminante que podou os seus poderes e diminuiu, dramaticamente, suas chances de mudar alguma coisa de forma relevante.<br />
Acionou seus dispositivos na mídia que, com poucas exceções, submeteram o novo Presidente a um fogo cerrado.<br />
Um exemplo, segundo analistas, é Rupert Murdoch empresário australiano, naturalizado americano, acusado de corrupção, escutas telefônicas ilegais e intrusão em mensagens privada no Reino Unido e em outros países onde opera. É dono da FOX NEWS, canal de TV de linha hiper conservadora e acusado de “comprar” analistas políticos e econômicos e de parcialidade nos noticiários.<br />
A força da mídia americana, reprisada até fora dos Estados Unidos, está conseguindo corroer a imagem do Presidente OBAMA que, de robusto reformador está sendo transformado num ingênuo e despreparado Presidente.<br />
Este conjunto de fatores produziu um força destrutiva localizada no ambiente político.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O susto dos conservadores e o crescimento do “TEA PARTY”:</span></strong></p>
<p><strong> </strong><br />
A vitória do OBAMA foi um susto aterrorizador para os mais conservadores, pois se viram diante da possibilidade de consolidarem-se no Governo, alguns fantasmas que lhes tiram o sono tais como:</p>
<ul>
<li>Maior controle do Estado sobre a economia, principalmente sobre as atividades financeiras em geral em virtude da hecatombe mundial que estas produziram após anos sem vigilância adequada.</li>
</ul>
<ul>
<li>Aumento de gastos sociais com a implementação de serviços de assistência e atendimento médico aos mais necessitados.</li>
</ul>
<ul>
<li>Aumento de impostos principalmente sobre os setores mais ricos da sociedade, como estão fazendo os Europeus e com o que concordaram, inclusive, importantes milionários americanos, conscientes da insustentabilidade da situação atual no longo prazo.</li>
</ul>
<ul>
<li> Mudança de uma linha eminentemente conservadora por uma linha mais social.</li>
</ul>
<p>Isto para os republicanos é pura heresia.<br />
Em alguns estados com no TEXAS, espalharam-se “outdoors” com dizeres acusando OBAMA de ser SOCIALISTA sobre fundo vermelho.<br />
Mas os reflexos dessa postura radical foram tão graves que acabaram racharam o próprio PARTIDO REPUBLICANO, dividindo-o em duas alas: Os republicanos tradicionais com os níveis conhecidos de conservadorismo, sem chegarem a ser grotescos e os tresloucados membros do “TEA PARTY”, conservadores histéricos.<br />
Este fenômeno fez com que o “TEA PARTY”, até então considerado, apenas, um clubinho de gente excêntrica, hiper-conservadoras e inconseqüente, em força política real, capaz de tumultuar o ambiente político e a própria governança.<br />
O “clubinho” agora já está se organizando para lançar candidato a candidato à Presidência da República pelo PARTIDO REPUBLICANO.<br />
MICHELLE BACHMANN, um dos candidatos, vem primando pela asneiras que vem dizendo, inclusive que o último furacão foi um castigo de Deus contra aqueles que governam os USA.<br />
Já o texano RICK PERRY é bem mais esperto. Como diz o comentarista CAIO BLINDER em seu site, “agora que Rick Perry é candidato à presidência dos EUA, os liberais deverão abusar de uma piada decente: você sabe como diferenciar o atual governador do Texas do ex-presidente George W. Bush, seu antecessor no cargo? Resposta: Bush é o texano esperto. Mas Perry não tem nada de bobo. (&#8230;) Perry não se constrange do seu robusto conservadorismo e esbanja carisma.</p>
<p>Apesar da ginga e sotaque do Texas, ele está mais para Sarah Palin (e o que ela fará agora? Mais passeio de ônibus pelo país?) do que para o desacreditado Bush”.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O balanço final:</span></strong></p>
<p>A força da imprensa e a demora na implementação de mudanças, sempre dificílimas nos Estados Unidos, mexeu com o caráter volúvel do eleitorado americano. A primeira resultante disso tudo está na derrota de OBAMA nas eleições para a Câmara dos Deputados e a conseqüente perda da maioria para os Republicanos.<br />
Isto significa que o Presidente ficou amarrado e submetido ao humor dos republicanos tendo como resultante o empobrecimento de seu governo que não terá condições de cumprir as promessas de campanha nem, muito menos, proceder às reformas que foram seu carro chefe.<br />
Uma reeleição ainda é possível, mas, de tranqüila e certa, passou a preocupante e ainda incerta.<br />
O crescimento espalhafatoso e ridículo do “TEA PARTY” pode chocar o eleitor e, eventualmente, atuar no sentido contrário, capitalizando votos para OBAMA.<br />
Mas se os republicanos aparecerem com um candidato consistente, mais equilibrado, com propostas palatáveis, encontrará um adversário enfraquecido, um Presidente pouco convincente.<br />
Neste caso, OBAMA estará marcado para morrer, provavelmente não com uma bala na cabeça como os KENENNEDY, mas derrotado e liquidado politicamente.</p>
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		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 20:01:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PALOCCI CAVOU SUA PRÓPRIA SEPULTURA Romulo F. Federici rfederici@rfederici.com.br www.rfederici.com.br Uma morte anunciada A queda do ex-ministro ANTONIO PALOCCI Palocci começou a se cristalizar no momento de sua nomeação. Indicado enfática e insistentemente pelo ex-presidente LULA acabou sendo nomeado pela presidenta DILMA ROUSSEFF que, no fundo, gostaria de estudar outras opções. A presidenta, diga-se de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/06/Palocci-mao-na-cabe%C3%A7a2-150x150.jpg" alt="Palocci mao na cabeça" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>PALOCCI CAVOU SUA PRÓPRIA SEPULTURA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Romulo F. Federici</p>
<p style="text-align: right;"><a href="mailto:rfederici@rfederici.com.br">rfederici@rfederici.com.br</a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.rfederici.com.br/">www.rfederici.com.br</a></p>
<p style="text-align: right;">
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Uma morte anunciada</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>A queda do ex-ministro ANTONIO PALOCCI Palocci começou a se cristalizar no momento de sua nomeação. Indicado enfática e insistentemente pelo ex-presidente LULA acabou sendo nomeado pela presidenta DILMA ROUSSEFF que, no fundo, gostaria de estudar outras opções.</p>
<p>A presidenta, diga-se de passagem, aceitou várias “orientações” de LULA, no correr da campanha e nos primeiros momentos de seu governo porque não queria tumultuar o processo eleitoral nem fazer uma espécie de “ruptura” com seu criador já no início do governo.</p>
<p>Mas fica cada vez mais claro que a presidenta sempre detestou a hipótese de ser vista como mero fantoche e já tinha, desde o início, consolidado um plano para alçar vôo solo em momento oportuno, mesmo procurando manter, tanto quanto possível, o relacionamento com o ex-presidente.</p>
<p>PALOCCI, portanto, sem ser a nomeação preferida, já foi nomeado de certa forma com prazo de validade que, no entanto, venceu antes do tempo por inabilidade sua ao oferecer o flanco aos inimigos.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Mesmo já tendo comido melado, lambuzou-se outra vez</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Sem ter sensibilidade para perceber a relativa precariedade de sua posição neste retorno, o ex-ministro começou, açodadamente, a tentar reconstruir o super-ministério que teve no passado e a ser o super-ministro, com super-poderes que era naquela ocasião.</p>
<p>Mas, como dizer os sábios, “nada será como antes, não tente reviver o passado”.</p>
<p>“Tratorou” sem dó nem piedade o esquálido ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, invadindo seu território, usurpando suas atribuições e o deixando como mera “alma penada” arrastando-se sem rumo pelos corredores do Palácio do Planalto.</p>
<p>Atropelou regras básicas da política ao conduzir as relações com o Congresso cometendo um erro imperdoável: adotou a linha da truculência ao invés da linha do diálogo habilidoso. Nem PT nem PMDB nem demais partidos toleram isso.</p>
<p>Determinou o bloqueio das verbas destinadas a atender as emendas dos parlamentares, essenciais a sobrevivência deles em seus redutos, e engavetou as nomeações acertadas principalmente com o PMDB, a moeda de troca por apoio de qualquer governo.</p>
<p>Afrontou o Vice-Presidente Michel Temer em telefonemas inábeis e tratamento pouco reverente.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">A hora do destino ou o tiro no pé (ou na cabeça?) </span></strong></p>
<p>Mas não foi só isso:</p>
<p>Cometeu o desatino de imiscuir-se, sem cerimônia, na área econômica que, ao contrário das Relações Institucionais, é comandada por dois pesos-pesados: o Ministro da Fazenda, Guido Mantega e o Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, coadjuvados pela Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, pessoa próxima da Presidenta.</p>
<p>Tentou mudar o rumo da política econômica neo-heterodoxa, que vem funcionando satisfatoriamente, gerando resgate social, boa situação econômico-financeira e ampla aprovação, visando impor uma política mais ortodoxa com tudo de anti-social, recessivo e impopular que, em princípio, carrega. Com isso conseguiu horrorizar todo “establishment” no poder, ou seja, governo, políticos, grandes empresários e adjacências.</p>
<p>Nesses episódios muitos viram um maquiavélico olhar complacente da Presidenta como quem estaria dando corda para Palocci enforcar-se.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">A “herança maldita”</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Mas o seu pecado mortal foi cometido antes de sua posse quando não interrompeu em tempo hábil a desenvolta prestação de serviços de “consultoria” que, pelas suas características, sempre permitem serem interpretadas como tráfico de influência dependendo dos interesses políticos do intérprete.</p>
<p>Pior, às vésperas de encerrar suas atividades particulares para assumir o Ministério, fechou negócio de valor astronômico que lhe permitiu multiplicar exponencialmente seu patrimônio.</p>
<p>Além disso, manteve um relacionamento comercial com uma figura crucificada na imprensa, envolvendo, inclusive, um luxuoso apartamento.</p>
<p>Coisa de principiante! Nenhum consultor e/ou lobbista realmente profissional encaminha assuntos de forma tão afoita e vulnerável. Hoje em dia, como no caso da mulher de César, “não basta ser honesto, tem de parecer honesto”.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Absolvição não segura cargo’</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Já era tempo de Palocci saber que, ao contrário do que ocorre no judiciário, uma denúncia de cunho político e/ou formulada pela imprensa não precisa de qualquer prova para “colar”, ou seja, ser aceita como verdadeira pela opinião pública, essa eterna manipulada.</p>
<p>Já a defesa contra essas denúncias tem de ser rápida, alentada, abarrotada de provas inquestionáveis e exaustivamente elaborada e apresentada. Mesmo assim, via de regra, só surte efeito depois que o acusado já foi crucificado e perdeu seu cargo.</p>
<p>Collor foi absolvido de todas as acusações pela Justiça, lembram? Mas assistiu isso devidamente deposto num processo eminentemente político e quando a sentença pouca utilidade teve para ele.</p>
<p>Palocci deveria ter aprendido que, por mais poderoso que seja um homem público pode ser derrubado por um evento prosaico. Afinal, foi apeado do Ministério no Governo Lula pela suposta participação na  quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa que acabou testemunhando contra ele no <em>dossier “casa do lobby”</em>, mansão alugada pela chamada &#8220;República de Ribeirão Preto&#8221; para servir de sede para reuniões de lobistas e encontros com prostitutas, conforme investigações da <a title="CPI dos Bingos (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=CPI_dos_Bingos&amp;action=edit&amp;redlink=1">CPI dos Bingos</a>.</p>
<p>Nada foi provado contra ele, foi absolvido, mas o mal político já estava feito e o cargo perdido.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O ato final do melodrama</span></strong></p>
<p>Desta feita, uma oposição nanica e desdentada, quase sem assunto para trombetear, levantou suspeitas sobre sua atividade como consultor contando, como sempre, com a repercussão gerada por seus aliados na grande imprensa.</p>
<p>Os aspectos inusitados dos contratos firmados por Palocci foram habilmente explorados nas manchetes e ele, por seu turno demorou a responder às acusações e, quando o fez, foi pouco convincente.</p>
<p>O governo como um todo e a Presidenta DILMA de modo especial prestaram uma solidariedade meramente formal sem grande empenho porque, naquele ambiente, já tinha construído desafetos e se tornado um “incômodo”.</p>
<p>Ademais, quando procurou apoio político junto à base do governo no Congresso, que ele tanto havia maltratado, não encontrou. O PMDB fez ouvidos de mercador e grande parte do PT virou-lhe as costas. A então Senadora Gleisi Hoffmann do PT, que veio a ocupar seu lugar, simplesmente subiu na tribuna e pediu sua saída, com todas as letras.</p>
<p>Ela é esposa do Ministro Paulo Bernardo, das Comunicações que não morria de amores por Palocci.</p>
<p>O empresariado, com o qual sempre manteve boas relações políticas e comerciais no âmbito das consultorias, nessas horas simplesmente some, como reação de auto-preservação.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O campeão de “demissões por inocência”</span></strong></p>
<p>A denúncia da oposição foi levada ao Ministério Público que não encontrou elementos para processar o ex-ministro.</p>
<p>Mais uma vez ANTONIO PALOCCI foi denunciado, absolvido, mas defenestrado do cargo que ocupava.</p>
<p>Se considerarmos que, quando Prefeiro de Ribeirão Pretro, sofreu várias denúncias que acabaram não se sustentando, chega-se à conclusão que ele é um verdadeiro campeão de “demissões por inocência”.</p>
<p>Na verdade, desta última vez como nas anteriores, ele sofreu as conseqüências de equívocos sucessivos em sua postura frente às exigências do cargo ocupado.</p>
<p>Desta vez não há espaço visível para uma volta.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>11 ABR 11</title>
		<link>http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/2011/04/11-abr-11/</link>
		<comments>http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/2011/04/11-abr-11/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 20:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/?p=513</guid>
		<description><![CDATA[    BLOG DO ROMULO – 11 ABRIL 2011   RESUMO DAS MATÉRIAS Textos completos logo após o resumo       AGONIA DE AGNELLI NA VALE: UM DRAMA DE OPERETA BUFA Romulo F. Federici rfederici@rfederici.com.br Baixaram as cortinas e a estrela do espetáculo de opereta termina abatida no último ato, depois de muito espernear. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/04/Roger-Agnelli_Vale-2.jpg"><img title="Roger-Agnelli_Vale-2" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/04/Roger-Agnelli_Vale-2-300x187.jpg" alt="" width="191" height="121" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>BLOG DO ROMULO – 11 ABRIL 2011</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>RESUMO DAS MATÉRIAS</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Textos completos logo após o resumo</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong><br />
<hr size="2" /></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>AGONIA DE AGNELLI NA VALE: UM DRAMA DE OPERETA BUFA</strong></p>
<p style="text-align: right;">Romulo F. Federici</p>
<p style="text-align: right;">rfederici@rfederici.com.br</p>
<p>Baixaram as cortinas e a estrela do espetáculo de opereta termina abatida no último ato, depois de muito espernear.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>O governo vinha sinalizando, há muito tempo, que queria ver a VALE sofisticando seu trabalho, desenvolvendo produtos mais elaborados, pois entendia que cavar barranco e embarcar minério bruto em navios para o exterior não agregava valor algum, gerava pouco emprego, lucro bom, mas sazonal e mantinha a pauta de exportação em níveis terceiro-mundista.</p>
<p> (&#8230;)</p>
<p>No último ato dessa opereta bufa, AGNELLI desceu do pedestal e passou a fazer uma longa peregrinação pedindo socorro a “Deus e todo o mundo”, na área corporativa, na área de governo, no Congresso Nacional, na imprensa, em todo lugar e a todos “jurava” que estava havendo um engano, pois era “parceiro do governo”.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>A revista EXAME, edição de 6 de abril, previu todos perderiam com a saída de AGNELLI, ele próprio, o governo, mais de 4 milhões de acionistas e sobretudo o país.</p>
<p>Não foi bem assim: Não houve convulsão alguma e só AGNELLI perdeu!</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>“Roger Agnelli foi destituído do cargo na Vale mas já teria sido sondado por representantes do governo de Minas Gerais, liderado atualmente por Antonio Anastasia, para assumir a presidência da estatal Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) “– controladora da LIGHT do Rio de Janeiro (EXAME.COM e Folha de São Paulo).</p>
<p>Em suma: AGNELLI deixa de lado as explosões das minas de minério para cuidar das explosões dos bueiros da Light no Rio de Janeiro.</p>
<p>É a vida&#8230;</p>
<p> (&#8230;)</p>
<p>(texto completo abaixo)</p>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong><br />
<hr size="2" /></strong></p>
<p><strong>DILMA – PONTE PARA A CLASSE MÉDIA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>É cada vez mais robusta a observação corrente nos bastidores de que DILMA está construindo, com aparente eficiência, uma ponte para a chamada “CLASSE MÉDIA”, leia-se “CLASSE MÉDIA GENTE FINA” que nunca tolerou o perfil do LULA.</p>
<p>(texto completo abaixo)</p>
<hr size="2" /> </p>
<p style="text-align: center;"><strong> <a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/04/aecio-neves-justica-hg-200912171.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-517" title="aecio-neves-justica-hg-20091217" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/04/aecio-neves-justica-hg-200912171-300x225.jpg" alt="" width="162" height="112" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>OPOSIÇÃO: HÁ LUZ NO FINAL DO TÚNEL</strong></p>
<p>Com seu discurso de malabarista no Senado, Aécio Neves ratificou sua essência política e pegou o bastão de comando do PSDB.</p>
<p>Isto pode significar uma oposição mais inteligente e competente, depois de longos, profundos e ruidosos ajustes.</p>
<p>Será bom para o Brasil e, dada a importância do tema, falaremos sobre isso no próximo BLOG.</p>
<hr size="2" /> </p>
<p><strong>GEOPOLÍTICA BRASILEIRA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><em>Um magnífico artigo de OTAVIO FRIAS FILHO, no caderno ILUSTRÍSSIMA da FOLHA DE S.PAULO do último domingo dia 10, vez uma análise geopolítica rara e competente sobre o Brasil e sua inclusão mundial nos próximos anos.</em></p>
<p><em>Abaixo alguns trechos do trabalho, cujo inteiro teor está no nosso SITE, opção MIDIA INSTITUCIONAL:</em></p>
<p>O perfil do Brasil em torno de 2050 deve se delinear a partir de sua tradição diplomática de crescente autonomia em relação às potências hegemônicas, ora deslocadas para o Oriente, projetando-se num cenário geopolítico de consumo exacerbado, alta tecnologia e explosão demográfica que atualiza as teorias de Thomas Malthus.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>A posição do Brasil nesse cenário, com todas as correções que o curso do tempo impuser, será singular. Quarta ou quinta economia do mundo, com um PIB estimado para 2050 em US$ 12 trilhões (seis vezes o atual) e uma população estabilizada em redor de 215 milhões, estará talvez isolado num patamar intermediário entre os gigantes e seus satélites. Será a única potência tropical, a única situada no hemisfério Sul, a única composta por população de maioria miscigenada &#8211; e a única, tudo indica, a ter renunciado a armamento nuclear.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Além disso, a um país sem enfrentamentos graves à vista basta manter-se em condições tecnológicas de vir a desenvolver armas nucleares num lapso de poucos anos, caso isso se mostre inevitável.<br />
Ao irradiar sua presença econômica e influência política pelo mundo, porém, uma potência emergente amplia seus contenciosos e fica mais exposta ao risco de conflitos. Até por isso, deverão ser duas as decorrências prováveis da abstenção nuclear. O Brasil terá de desenvolver recursos militares convencionais a fim de compensar a renúncia e garantir uma capacidade mínima de intimidação.</p>
<hr size="2" /> </p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>VAMOS FAZER GUERRA A TODOS ELES?</strong></p>
<p><strong> </strong><br />
<strong>LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA</strong></p>
<table border="0" cellpadding="0" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>A Líbia, por não se mostrar dócil ao colonialismo informal das potências, agora está sendo punida</em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&#8220;O ESPETÁCULO de mísseis americanos, britânicos e franceses pulverizando países árabes e muçulmanos no meio da noite provoca um pressentimento. Tais aventuras geralmente começaram com boas intenções e um ingênuo excesso de confiança, mas&#8230;&#8221;<br />
Com essas palavras a &#8220;The Economist&#8221; iniciou seu editorial de 26 de março. Analisava a nova &#8220;guerra humanitária&#8221; empreendida pelo Ocidente. E perguntava: &#8220;Como terminará ela?&#8221;<br />
Eu também não sei, mas estou seguro que nessa aventura não há boas intenções. Não se busca &#8220;impedir o massacre de um povo insurgente&#8221;, como se alega, mas sim recuperar o domínio sobre um país rico em petróleo e governado por um ditador que é violento e desagradavelmente nacionalista.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>(texto completo abaixo)</p>
<hr size="2" noshade="noshade" /> </p>
<p>FOLHA DE S.PAULO</p>
<p><strong>O despreparo dos pracinhas e do Brasil </strong></p>
<p><strong>JOÃO BARONE</strong></p>
<table border="0" cellpadding="0" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Ao desprezar a história da FEB na Segunda Guerra, o Brasil seguirá despreparado para assumir seu lugar, seja lá qual for, onde quer que seja </em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p>(texto completo abaixo)</p>
<hr size="2" noshade="noshade" /> </p>
<p><strong>As duas faces do grande desafio </strong></p>
<p><strong>JOSÉ MUJICA</strong></p>
<p><strong>Presidente do Uruguai</strong></p>
<table border="0" cellpadding="0" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Até mesmo os maiores países de nossa região precisam do peso econômico e político do restante dos países; isso se aplica também ao Brasil </em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p>(texto completo abaixo)</p>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong>APÓS OS TEXTOS COMPLETOS, “FLASHES DO TWITTER.COM/RFEDERICI”</strong></p>
<hr size="2" /> </p>
<p><strong>TEXTOS COMPLETOS</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>AGONIA DE AGNELLI NA VALE: UM DRAMA DE OPERETA BUFA</strong></p>
<p>Romulo F. Federici</p>
<p>rfederici@rfederici.com.br</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">As vitórias de Agnelli na Valle:</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Baixaram as cortinas e a estrela do espetáculo de opereta termina abatida no último ato, depois de muito espernear.</p>
<p>ROGER AGNELLI, foi nomeado para o cargo de Presidente da VALE por um acordo ente o Conselho, a Mitsui e o governo na época e já estava há quase uma década no comando da VALE. “Adotado” como homem de confiança do BRADESCO, um grande acionista, teve uma excelente “performance” mas, pelo simples “andar da carruagem”, já estava chegando a hora de um rodízio no poder, algo necessário e normal na vida corporativa.</p>
<p>Durante sua gestão, as ações da empresa subiram mais de 1.500% em 10 anos e superaram o desempenho das principais concorrentes, além de ter transformado a VALE numa empresa de nível global.</p>
<p>Fica a impressão de que Roger Agnelli, depois de tanto tempo e tanto sucesso, foi contagiado pelo que os americanos chamam de “SÍNDROME DO PRESIDENTE” que, freqüentemente, acomete os “heads” de grandes corporações.  Por esse processo, os CEOs começam a desenvolver um processo psicológico muito complexo que gera uma sensação exacerbada de poder e de invulnerabilidade. Segundo alguns analista, é um verdadeiro processo de auto-deificação, ou seja, a pessoa pensa estar se transformando em um Deus.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O início do fim</span></strong><strong>:</strong></p>
<p>O governo vinha sinalizando, há muito tempo, que queria ver a VALE sofisticando seu trabalho, desenvolvendo produtos mais elaborados, pois entendia que cavar barranco e embarcar minério bruto em navios para o exterior não agregava valor algum, gerava pouco emprego, lucro bom, mas sazonal e mantinha a pauta de exportação em níveis terceiro-mundista.</p>
<p>Na realidade esse padrão gestão trazia alegrias para os chineses, grandes importadores de minérios em bruto, para eles próprios agregarem valor, e para os acionistas porque, com baixo custo de produção, vendia-se uma “commodity” no momento bem valorizada o que resultava em dividendos polpudos. Era uma visão tática, de curto/médio prazo, mas não tinha nada de estratégico.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">A ficha custou a cair</span></strong><strong>:</strong></p>
<p>Aliás, o apoio de muitos acionistas alegres com os dividendos recebidos e um apoio cauteloso do BRADESCO parecia ser uma boa base de apoio de AGNELLI que, em função disso, mantinha uma formidável sensação de segurança, a ponto de desafiar, ostensivamente, sinais de descontentamento do governo.</p>
<p>Sentindo-se ignorado e afrontado por um simples executivo de uma empresa na qual tinha interesses estratégicos, o governo começou a apertar o cerco, a exibir seus músculos e a deixar claro que queria discutir com os demais sócios relevantes a substituição de AGNELLI.</p>
<p>O BRADESCO por seu turno, entre estar bem com o governo ou com AGNELLI, escolheu, obviamente o governo e pediu sabonete para começar a “lavar as mãos”&#8230;</p>
<p>Daí por diante Governo e BRADESCO começaram a conversar e buscar um consenso. O processo de “fritura” estava em marcha e seus odores já permeavam os ambientes do mundo político e corporativo.</p>
<p>Com a perspicácia anestesiada pela vertigem do poder, a ficha de AGNELLI começou a cair muito tarde e, quando caiu, gerou reações atabalhoadas, uma correria tresloucada para tapar os buracos por onde vazavam suas chances de continuidade à frente da empresa.</p>
<p>Para mostrar empenho em projetos de agregação de valor, reclamado pelo governo, começou a construção de empreendimentos que ficaram na terraplenagem e não foram adiante. Comprou participação minoritária em uma siderúrgica no Rio de Janeiro que já vinha enfrentando um sem número de problemas, além de outros movimentos que mais pareciam jogo de cena para impressionar.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Peregrinação humilhante e o ato final</span></strong><strong>:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>No último ato dessa opereta bufa, AGNELLI desceu do pedestal e passou a fazer uma longa peregrinação pedindo socorro a “Deus e todo o mundo”, na área corporativa, na área de governo, no Congresso Nacional, na imprensa, em todo lugar e a todos “jurava” que estava havendo um engano, pois era “parceiro do governo”.</p>
<p>Muito tarde, sua gestão, brilhante e vários aspectos e pífia no relacionamento com o governo, desmentia suas derradeiras “juras de amor” ao importante acionista.</p>
<p>AGNELLI contou com o apoio de certos segmentos da imprensa que passaram a divulgar previsões catastróficas para a VALE no caso da saída de AGNELLI de seu comando.</p>
<p>Aliás, por uma questão de justiça, deve ser lembrado que a imprensa em geral foi prestigiada por AGNELLI durante sua gestão com generosos e freqüentes anúncios.</p>
<p>A revista EXAME, edição de 6 de abril, previu todos perderiam com a saída de AGNELLI, ele próprio, o governo, mais de 4 milhões de acionistas e sobretudo o país.</p>
<p>Não foi bem assim: Não houve convulsão alguma e só AGNELLI perdeu!</p>
<p>AGNELLI foi defenestrado e assumiu seu lugar Murilo Ferreira, ex-presidente da subsidiária da empresa Inco no Canadá.</p>
<p>O processo de escolha foi “soft”, meticuloso e voltado para as características técnicas do novo eleito.</p>
<p>O mercado aceitou muito bem e prova disso foi a declaração de Rodrigo Barros, analista do Deustche Bank que, em manifestação recentemente publicada, viu “a escolha de um executivo com um histórico na indústria de mineração e forte conhecimento das operações da Vale como fator positivo  para a companhia”.</p>
<p>As ações da VALE responderam bem na bolsa e tudo voltou ao normal rapidamente.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Perdas e danos:</span></strong></p>
<p>Ao contrário do que foi previsto na revista EXAME e em diversas outras publicações e manifestações de “especialistas” (sempre eles &#8230;), só AGNELLI perdeu e todos os outros continuaram felizes como dissemos anteriormente.</p>
<p>“Roger Agnelli foi destituído do cargo na Vale na última quinta-feira mas já teria sido sondado por representantes do governo de Minas Gerais, liderado atualmente por Antonio Anastasia, para assumir a presidência da estatal Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) “– controladora da LIGHT do Rio de Janeiro (EXAME.COM e Folha de São Paulo).</p>
<p>É um movimento essencialmente político bem mineiro do Senador Aécio Neves devidamente articulado com o Governador Anastasia de Minas Gerais.</p>
<p>Mas indubitavelmente a empresa contará com um executivo muito experiente e gestor talentoso e, agora, depois de tudo o que passou, mais maduro e, principalmente, <span style="text-decoration: underline;">mais sábio</span>. Como disse um grande empresário, “saber a gente aprende na escola, na academia, é só decorar a liçao. Sabedoria é algo muito mais sofisticado mais complexo, só vivendo e prestando atenção no que a vida ensina”.</p>
<p>Em suma: AGNELLI deixa de lado as explosões das minas de minério para cuidar das explosões dos bueiros da Light no Rio de Janeiro.</p>
<p>É a vida&#8230;</p>
<hr size="2" /><strong> </strong></p>
<p><strong>DILMA – PONTE PARA A CLASSE MÉDIA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>É cada vez mais robusta a observação corrente nos bastidores de que DILMA está construindo, com aparente eficiência, uma ponte para a chamada “CLASSE MÉDIA”, leia-se “CLASSE MÉDIA GENTE FINA” que nunca tolerou o perfil do LULA.</p>
<p>LULA chegou numa sociedade com núcleos elitistas e até preconceituosos como um fenômeno político, com postura de sindicalista operário. Jeitão deselegante, verborrágico, não controlava muito suas palavras, discurso eficiente, mas com erros de concordância, popular e populista comprometia a liturgia do cargo e interagia de maneira desenvolta com as massas, até fisicamente, de igual para igual, pois, freqüentemente se abraçava com as multidões. Até sua despedida foi, literalmente, nos braços do povão.</p>
<p>Apesar disso ou, provavelmente, por causa disso, fez um governo com muitos acertos e alguns erros, mas com um saldo historicamente positivo deixando o país num patamar muito mais elevado do que encontrou.</p>
<p>Por tudo isso, tornou-se “O CARA” nacional e internacionalmente.</p>
<p>Os grandes empresários, nacionais e internacionais, passado o medo inicial que LULA inspirou nos primeiros momentos, passaram de interagir com toda desenvoltura com o governo “lulista” que manteve íntegra a economia de mercado, com intervenções sutis que nenhum dano maior causaram (VALE, por exemplo).</p>
<p>Nem assim grande parte das “madames” e dos “respeitáveis cavalheiros” desses núcleos mais intransigentes da “classe média chic” tolerou, em momento algum, a figura desleixada (mas popularíssima) do Presidente Lula que, para eles, saiu tão detestável quanto entrou.</p>
<p>Como diz um prócer DEMISTA, que muito prezo, “nenhum êxito administrativo é capaz de mudar uma posição política ou postura social”.</p>
<p>Parece que a Presidenta DILMA e/ou o PT entenderam isso e o que temos hoje é uma suprema mandatária mais recatada, com forte viés popular, mas dentro dos limites da  liturgia do cargo, com postura profissional e institucionalmente elegante apesar de indiscutível poder de comando.</p>
<p>Apesar de resguardar a essência da política anterior, com ajustes implantados com personalidade, DILMA ROUSSEFF é, em nível pessoal completamente diferente de LULA. Mas foi ele que, com sabedoria, identificou os valores de Presidenta no meio de dúzias de pretendentes ao cargo, pinçou-a e a preparou para assumir a Presidência.</p>
<p>Se fizer um bom governo (o desafio é enorme), a criatura poderá ser maior que o criador.</p>
<p>Assim é a vida.</p>
<p>PS: Sabedoria não se aprende na escola</p>
<hr size="2" /> </p>
<p><strong>OPOSIÇÃO: HÁ LUZ NO FINAL DO TÚNEL</strong></p>
<p>Com seu discurso de malabarista no Senado, Aécio Neves ratificou sua essência política e pegou o bastão de comando do PSDB.</p>
<p>Isto pode significar uma oposição mais inteligente e competente, depois de longos, profundos e ruidosos ajustes.</p>
<p>Será bom para o Brasil e, dada a importância do tema, falaremos sobre isso no próximo BLOG.</p>
<hr size="2" /><strong>GEOPOLÍTICA BRASILEIRA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><em>Um magnífico artigo de OTAVIO FRIAS FILHO, no caderno ILUSTRÍSSIMA da FOLHA DE S.PAULO do último domingo dia 10, vez uma análise geopolítica rara e competente sobre o Brasil e sua inclusão mundial nos próximos anos.</em></p>
<p><em>Abaixo alguns trechos do trabalho, cujo inteiro teor está no nosso SITE, opção MIDIA INSTITUCIONAL:</em></p>
<p>O perfil do Brasil em torno de 2050 deve se delinear a partir de sua tradição diplomática de crescente autonomia em relação às potências hegemônicas, ora deslocadas para o Oriente, projetando-se num cenário geopolítico de consumo exacerbado, alta tecnologia e explosão demográfica que atualiza as teorias de Thomas Malthus.</p>
<p>A POLÍTICA EXTERNA brasileira sempre esteve voltada para dois objetivos básicos. Preservar a integridade de um território imenso e mal ocupado. E alcançar algum grau de autonomia perante as potências dominantes em cada época, sucessivamente Grã-Bretanha e Estados Unidos.</p>
<p>Nas três vezes em que o Império do Brasil se afastou dessa orientação essencialmente defensiva e foi à guerra, o motivo foi o Uruguai. Esse brioso país sempre padeceu das ambivalências de território-tampão entre os domínios de Espanha e Portugal, tendo trocado de mãos mais de uma vez. Em 1825-28 e em 1852, o Brasil moveu guerra contra a Confederação que viria a ser a Argentina para impedir que ela se reapoderasse do Uruguai.</p>
<p>O barão do Rio Branco, responsável pela vantajosa delimitação de diversas pendências fronteiriças no longo período em que foi chanceler da República (1903-12). Mas Rio Branco foi também quem fixou a estratégia brasileira perante os Estados Unidos.</p>
<p>NACIONALISMO Na década de 1930, período de exacerbação nacionalista no mundo inteiro, o Brasil adotou uma política deliberadamente ambígua em suas relações com os Estados Unidos e a Alemanha, que rivalizavam pela supremacia econômica e militar. Getúlio Vargas tergiversou, procurando tirar proveito prático da conjuntura, indeciso diante dos pratos da balança, enquanto se precipitava o confronto que levaria à Segunda Guerra Mundial (1939-45).</p>
<p>Mesmo na época da ditadura militar (1964-85), que, por sua natureza anticomunista, acentuava a posição brasileira de aliança subalterna em relação aos Estados Unidos, ocorreram desavenças, sobretudo no governo Geisel (1974-79), a propósito das pressões americanas contra o acordo nuclear Brasil-Alemanha, acompanhadas de interpelações quanto a violações de direitos humanos no Brasil.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>A soberania do Estado decerto será mais limitada que hoje em relação a acordos e sanções internacionais. A opinião pública internacional será mais influente.</p>
<p>A tônica da política externa tem sido desde então pressionar por relações internacionais mais equitativas e pela ampliação do centro decisório mundial, de maneira mais discreta no período Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e mais desenvolta, com resquícios de nostalgia ideológica, na gestão Luiz Inácio Lula da Silva (2003-10).<br />
Em termos de evolução geopolítica, o processo decisivo será a transferência, que já teve início, do centro de gravidade mundial do Ocidente para o Oriente. Em meados do século, as duas maiores economias do mundo deverão ser China e Índia (cada uma delas detendo, então, segundo as projeções disponíveis, pelo menos o equivalente a todo o produto mundial de hoje, cerca de US$ 60 trilhões). Terão suplantado por larga margem os Estados Unidos e a União Europeia, cujas economias somadas atingiriam quando muito, por volta de 2050, a mesma cifra.</p>
<p>A posição do Brasil nesse cenário, com todas as correções que o curso do tempo impuser, será singular. Quarta ou quinta economia do mundo, com um PIB estimado para 2050 em US$ 12 trilhões (seis vezes o atual) e uma população estabilizada em redor de 215 milhões, estará talvez isolado num patamar intermediário entre os gigantes e seus satélites. Será a única potência tropical, a única situada no hemisfério Sul, a única composta por população de maioria miscigenada &#8211; e a única, tudo indica, a ter renunciado a armamento nuclear.</p>
<p>De um ponto de vista menos remoto, voltado aos próximos dez ou quinze anos, o mais provável é que convenha ao Brasil perseguir uma política de ativa equidistância diante da polarização entre China e Estados Unidos, a exemplo do que procurou fazer em situações análogas no passado, e, ao mesmo tempo, persistir nos esforços em prol de alguma democratização negociada do poder mundial.</p>
<p>PROBLEMAS Mas outros problemas começarão a surgir. A força gravitacional da economia brasileira deverá atrair, por exemplo, ondas maciças de imigrantes, agora originários de países africanos e latino-americanos.</p>
<p>Além disso, a um país sem enfrentamentos graves à vista basta manter-se em condições tecnológicas de vir a desenvolver armas nucleares num lapso de poucos anos, caso isso se mostre inevitável.<br />
Ao irradiar sua presença econômica e influência política pelo mundo, porém, uma potência emergente amplia seus contenciosos e fica mais exposta ao risco de conflitos. Até por isso, deverão ser duas as decorrências prováveis da abstenção nuclear. O Brasil terá de desenvolver recursos militares convencionais a fim de compensar a renúncia e garantir uma capacidade mínima de intimidação.</p>
<p>Ao irradiar sua presença econômica e influência política pelo mundo, porém, uma potência emergente amplia seus contenciosos e fica mais exposta ao risco de conflitos. Até por isso, deverão ser duas as decorrências prováveis da abstenção nuclear. O Brasil terá de desenvolver recursos militares convencionais a fim de compensar a renúncia e garantir uma capacidade mínima de intimidação.</p>
<p>(veja texto completo no SITE <a href="http://www.rfederici.com.br/">www.rfederici.com.br</a>, opção MIDIA INSTITUCIONAL)</p>
<hr size="2" />
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="570">
<tbody>
<tr>
<td> São Paulo, domingo, 10 de abril de 2011</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="600">
<tbody>
<tr>
<td width="100"> </td>
<td> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<table border="0" cellpadding="0" width="500">
<tbody>
<tr>
<td width="28"> </td>
<td width="466"><strong> </strong><strong> </strong><strong>VAMOS FAZER GUERRA A TODOS ELES?</strong><strong> </strong><br />
<strong>LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA</strong></p>
<table border="0" cellpadding="0" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>A Líbia, por não se mostrar dócil ao colonialismo informal das potências, agora está sendo punida</em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&#8220;O ESPETÁCULO de mísseis americanos, britânicos e franceses pulverizando países árabes e muçulmanos no meio da noite provoca um pressentimento. Tais aventuras geralmente começaram com boas intenções e um ingênuo excesso de confiança, mas&#8230;&#8221;<br />
Com essas palavras a &#8220;The Economist&#8221; iniciou seu editorial de 26 de março. Analisava a nova &#8220;guerra humanitária&#8221; empreendida pelo Ocidente. E perguntava: &#8220;Como terminará ela?&#8221;<br />
Eu também não sei, mas estou seguro que nessa aventura não há boas intenções. Não se busca &#8220;impedir o massacre de um povo insurgente&#8221;, como se alega, mas sim recuperar o domínio sobre um país rico em petróleo e governado por um ditador que é violento e desagradavelmente nacionalista.<br />
O problema é que esse governo soube usar a riqueza do petróleo para alcançar um razoável grau de desenvolvimento, de forma que não será tão fácil derrubá-lo.<br />
O Ocidente aproveitou a oportunidade criada pela rebelião na Tunísia e no Egito para iniciar a guerra, mas naqueles países havia dois povos em revolta lutando pela democracia. Na Líbia, porém, não há povo em revolta. Há luta de tribos, há guerra civil.<br />
A única manifestação &#8220;de massa&#8221; que os fotógrafos jornalísticos conseguiram flagrar foi a de uma massa de automóveis em Benghazi comemorando os bombardeios. Quanto ao massacre previsto, já estão morrendo mais líbios do que provavelmente morreriam se não houvesse a intervenção estrangeira.<br />
Esta guerra não terminará bem porque há muito desapareceu a legitimidade de aventuras imperialistas. No século 19, ser um império era uma glória para um país rico e industrial. Mas o imperialismo causou tantos males aos povos dominados que, depois da Segunda Guerra, eles se libertaram e o colonialismo aberto passou a ser condenado.<br />
Foi, entretanto, substituído pelo colonialismo informal: a associação das velhas metrópoles com elites corruptas dos países pobres.<br />
O Oriente Médio foi o objeto privilegiado desse tipo de associação, ao lado dos pobres países da América Latina e da África. Apenas os países asiáticos e alguns países como a Líbia não se mostraram dóceis a esta nova forma de dominação.<br />
Por isso, cresceram e melhoraram o padrão de vida de sua população. Seu índice de desenvolvimento humano está em 52º lugar, contra o 72º lugar do Brasil.<br />
Agora, as duas velhas potências imperiais, a França e o Reino Unido, seguidas pelos Estados Unidos, punem essa insubordinação.<br />
O novo paladino do Ocidente é Nicolas Sarkozy, que imagina lograr ser reeleito desta maneira. Ele subestima os franceses. Como todos os povos, eles são também nacionalistas, mas os franceses sabem que essa guerra faz pouco sentido, e que não podem confiar em Sarkozy.<br />
Por isso, não obstante a guerra fosse aprovada por 61% da população, seu índice de popularidade desceu para níveis muito baixos: em 6 de abril, depois de iniciada a guerra, atingiu 30%. Como a esperança que a guerra seria vencida rapidamente mostrou-se equivocada, esse apoio localizado logo desaparecerá.<br />
O que restará é mais uma guerra sangrenta, nada humanitária, contra um ditador que pouca coisa tem a seu favor. Mas há tantos ditadores nas mesmas condições. Vamos fazer guerra a todos eles?</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<hr size="2" noshade="noshade" />
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="540">
<tbody>
<tr>
<td>São Paulo, domingo, 10 de abril de 2011</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="600">
<tbody>
<tr>
<td width="100"> </td>
<td> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<table border="0" cellpadding="0" width="500">
<tbody>
<tr>
<td width="28"> </td>
<td width="466"><strong>TENDÊNCIAS/DEBATES</strong><strong>O despreparo dos pracinhas e do Brasil </strong><strong>JOÃO BARONE</strong></p>
<table border="0" cellpadding="0" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Ao desprezar a história da FEB na Segunda Guerra, o Brasil seguirá despreparado para assumir seu lugar, seja lá qual for, onde quer que seja </em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre os conhecedores da incrível saga que foi a participação do Brasil na Segunda Guerra, existe uma história que é exemplo dos muitos paradoxos que envolvem o tema. Quando os ex-combatentes eram abordados por jornalistas ou documentaristas buscando algum fato sobre a participação do Brasil na guerra, começavam a entrevista com uma pergunta ao entrevistador: &#8220;Mas o senhor vai falar bem ou vai falar mal da FEB?&#8221;.<br />
Acredito que a maioria dos ex-combatentes que leram a matéria da <strong>Folha</strong> sobre o despreparo dos pracinhas (&#8220;Pracinhas foram à 2ª Guerra sem preparo&#8221;, <strong>Poder</strong>, 3/4) deve ter achado que ela era &#8220;uma matéria contra a FEB&#8221;.</p>
<p>Para o público em geral, o mesmo artigo deixou dúvidas se o esforço empreendido para essa façanha valeu ou não. Por outro lado, serviu para tirar da toca aqueles que, como eu, acreditam que esse esforço não foi em vão.<br />
Depois de sofrer com a guerra e de provar que o brasileiro tem fibra e coragem no campo de batalha, os ex-combatentes brasileiros, ao contrário dos ex-combatentes de outras nações, foram esquecidos e -pior- depreciados em seu próprio país. As desculpas para tal gafe são sempre as mesmas: fomos joguete nas mãos dos Estados Unidos e o brasileiro não tem memória.</p>
<p>Longe de qualquer tentativa ufanista de enaltecer a participação do Brasil na Segunda Guerra, é preciso entender aquela época, avaliar o que aconteceu, como a parceria Vargas-Roosevelt, os torpedeamentos dos navios brasileiros pelos nazistas e a tentativa de incluir o Brasil no bonde da modernidade, no momento em que se desenhava a ONU e uma nova ordem mundial.</p>
<p>Pano rápido. Durante seus oito anos de mandato, o ex-presidente Lula esteve por diversas vezes na Itália e não se preocupou em visitar uma única vez o solene Monumento Votivo na cidade de Pistoia, que foi erigido em honra aos 470 brasileiros que morreram em combate na guerra. Isso retrata bem o desconhecimento que o brasileiro comum tem dessa passagem importante da nossa história.</p>
<p>Meu pai, que foi um dos 25 mil pracinhas, pouco falava sobre seus dias no front. Os que lutaram preferiram esquecer. Nós é que não podemos nos esquecer, pois seria invalidar esse esforço. Se foram vítimas da política, dos interesses econômicos, se estavam despreparados, pouco importa. O Brasil lutou. Se foi preciso ou não, podemos discutir isso até hoje, à luz da democracia, que inclusive voltou ao Brasil depois da guerra.</p>
<p>O fato é que lutamos. Muitos países que lutaram contra a tirania nazista estavam despreparados. Mas o Brasil foi lá, cruzou o Atlântico, numa verdadeira epopeia, tentando entrar a fórceps na modernidade. Só isso já seria motivo para entender o que aconteceu e validar o sacrifício de quem esteve sob fogo de metralhas e canhões nazistas.<br />
Voltando um pouco no tempo, o presidente americano Roosevelt prometeu à Vargas um lugar de destaque para o Brasil na ONU, o que não aconteceu. Até hoje estamos esperando uma cadeira no Conselho de Segurança, depois de mandar tropas ao Suez, ao Timor Leste e ao Haiti. Ao desprezar a história da FEB na Segunda Guerra, o Brasil vai continuar despreparado para assumir seu lugar, seja lá qual for, onde quer que seja. Viva a FEB!</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><strong>JOÃO BARONE</strong> baterista da banda &#8220;Os Paralamas do Sucesso&#8221;, produziu o documentário &#8220;Um Brasileiro no Dia D&#8221; e prepara um documentário e um livro sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra.Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. <a href="mailto:debates@uol.com.br">debates@uol.com.br</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<hr size="1" noshade="noshade" />
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="540">
<tbody>
<tr>
<td>São Paulo, domingo, 10 de abril de 2011</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="600">
<tbody>
<tr>
<td width="100"> </td>
<td> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<table border="0" cellpadding="0" width="201">
<tbody>
<tr>
<td width="98"><strong> </strong><strong> </strong><strong> </strong><strong>TENDÊNCIAS/DEBATES</strong></p>
<p><strong>As duas faces do grande desafio </strong></p>
<p><strong>JOSÉ MUJICA</strong></p>
<table border="0" cellpadding="0" width="510">
<tbody>
<tr>
<td width="506">
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Até mesmo os maiores países de nossa região precisam do peso econômico e político do restante dos países; isso se aplica também ao Brasil</em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td width="98"> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
<hr size="2" />
<p style="text-align: center;"><strong>TWITTER</strong></p>
<hr size="2" /><strong> </strong></p>
<p><a href="http://a2.twimg.com/profile_images/1102967362/ROMULO_SUA_FOTO.jpg" target="_blank"></a></p>
<h2>Romulo F. Federici</h2>
<p>@rfederici BRAZIL-RIO/S.PAULO/BRASILIA</p>
<p>Public Business and Political advisor.Business to business advisor. Lawyer with administration and administrative specialization.</p>
<p><a href="http://www.rfederici.com.br/" target="_blank">http://www.rfederici.com.br</a></p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Vizinhos pedem paz e pintam de branco muro da casa da família de atirador em Realengo@UOLNoticias.MAIS UM EXEMPLO DIGNO DO POVO MAIS SIMPLES</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Fugindo da crise, portugueses engrossam onda migratória para o Brasil &#8216;aquecido&#8217; <a title="#UOL" href="http://twitter.com/#!/search?q=%23UOL">#UOL</a>. SERÃO MELHOR TRATADOS DO QUE OS BRASILEIROS FORAM LÁ</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>A Líbia, por não se mostrar dócil ao colonialismo informal das potências, agora está sendo punida (Bresser Pereira)-VALE LEITURA FOLHA DE SP</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Preço do álcool começa a cair nos postos de SP <a title="#folha" href="http://twitter.com/#!/search?q=%23folha">#folha</a>. Produção do alcool, desregulamentada prioriza interesse dos usineiros.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Governo do IEMEM, protegido dos USA, pode continuar matando à vontade &#8220;civis inocentes&#8221; porque é um lugar miserável, acossado por BIN LADEN</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Guerra Libia é tribal. Tribos do leste contra tribos do oeste. Kadaffi c/toda sua loucura controlava isso.Agora caminhamos p/um impasse/caos</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Ditadura Síria convém a ISRAEL,USA,establishment mundial em geral. Governo pode matar à vontade que ninguém vai socorrer &#8220;vitimas inocentes&#8221;</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Disparos das forças de segurança matam 10 durante protesto na Síria <a title="#UOL" href="http://twitter.com/#!/search?q=%23UOL">#UOL</a>: Lá nem a ONU nem os USA se metem. País forte mas sem petróleol</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>FINALMENTE PORTUGAL AJOELHOU-SE. Afogado em dívidas e com poucas possibilidades de produzir riquezas o país caiu na real, com sua realidade.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Tragédias mostradas em detalhes na televisão e imprensa em geral inspiram mentes doentes a repetirem os atos alucinados. Vale uma reflexão.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Tragédia em Escola no Rio é mostra dramática da importação de loucuras de outros países. Mostra a vulnerabilidade das mentes adolescentes.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Se Usina Belo Monte não sair chamem Pagés das tribos reclamantes para gerarem energia qdo vier o apagão !</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Kassab afirma que não se &#8216;sentiria à vontade&#8217; na base governista <a title="#folha" href="http://twitter.com/#!/search?q=%23folha">#folha</a>. CONVERSA, NÃO VAI BATER DE FRENTE COM GOVERNO. ACOMODA-SE NA &#8220;MOITA</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Dilma indica Wagner Bittencourt para a Aviação Civil http: <a title="#UOL" href="http://twitter.com/#!/search?q=%23UOL">#UOL</a>. O nome é bem conceituado mas vai ter da apresentar serviço e rápido.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Pedido de OEA sobre Belo Monte irrita diplomacia brasileira <a title="#folha" href="http://twitter.com/#!/search?q=%23folha">#folha</a>. Se moda pega, vamos ter de &#8220;pedir benção&#8221; p/ tudo. Mente ociosa é assim.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Ambientalistas procuram consenso na Câmara e organizam manifestação contra Código Florestal <a title="#UOL" href="http://twitter.com/#!/search?q=%23UOL">#UOL</a>.É briga de ruralistas contra ambientalistas</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>STJ anula provas obtidas pela PF na Operação Castelo de Areia- via @<a href="http://twitter.com/estadao">estadao</a>. Tem momentos que a lei parece conspirar, mas melhor com ela.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Em discurso a generais, Dilma diz que Brasil &#8216;corrigiu seus caminhos&#8217; <a title="#folha" href="http://twitter.com/#!/search?q=%23folha">#folha</a>.Foi um bom discurso. Falta, agora, dar meios às Forças Armadas.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>O processo do mensalão (que sempre existiu), tem muita coisa política mas também muita coisa a ser examinada cuidadosamente pela Justiça.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Máfia da merenda’ pagou propina em 57 prefeituras e 2 governos estaduais via @<a href="http://twitter.com/estadao">estadao</a> &#8211; ROUBO NA MERENDA ESCOLAR deveria ter pena em dobro</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Procon vai autuar TAM por &#8220;assento-conforto&#8221; Via @<a href="http://twitter.com/estadao">estadao</a>-MUITA CARA DE PAU COBRAR PELO QUE DEVERIA SER PADRÃO. CAPITALISMO VORAZ DEPLORÁVEL</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>A ELEVAÇÃO DO RATING FITCH DO BRASIL C/ PERSPECTIVA ESTÁVEL joga um balde de água fria na discussão sobre a estabilidade de nossa economia.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Fitch eleva ratings do Brasil p/ BBB, com perspectiva estável: via @<a href="http://twitter.com/estadao">estadao</a>. ESTÁ FICANDO CADA VEZ MAIS DIFÍCIL SER OPOSIÇÃO &#8230;</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Murilo Ferreira o substituto de Agnelli na Vale http: AGNELLI NÃO ENTENDEU O &#8220;ESPIRITO DA COISA&#8221;; ficar cavando barranco não agregava valor</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>OEA solicita suspensão imediata de Belo Monte-UOL:USINA BELO MONTE É ESSENCIAL p/ viabilizar futuro energético do país.OEA faz diletantismo.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Procuradoria quer devolução de passaportes de parentes de Lula <a title="#folha" href="http://twitter.com/#!/search?q=%23folha">#folha</a>. OK, mas os procuradores não têm coisa mais importantes p/ fazer?</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Fitch rebaixa em três degraus nota de crédito de Portugal //www.folha.com. PORTUGAL INDO DE LADEIRA ABAIXO; JÁ ESTÁ PEDINDO AJUDA AO BRASIL</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Presidente da CNI defende &#8220;medidas urgentes&#8221; para conter dólar <a title="#folha" href="http://twitter.com/#!/search?q=%23folha">#folha</a>. OK MEU SENHOR, O MUNDO BUSCA A SOLUÇÃO. DIGA-NOS COMO FAZER ISSO!!</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Gente da ONU morrendo no Afeganistão e eles ainda inventam guerra na LÍBIA via OTAN por puro interesse petrolífero. Vai morrer mais gente lá</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Pior coisa p/ operário contratado p/ trabalhar nos confins da amazônia é chegar ao canteiro de obras e ver várias promessas não cumpridas.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>BARRAGENS E MEGA CONSTRUÇÕES &#8211; Contratação de operários por &#8220;gatos&#8221;, preços extorsivos nas cantinas, ritimo alucinante de trabalho, isolamento = Nitroclicerina pura</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>As &#8220;revoluções&#8221; nos canteiros das grandes obras revelam que grandes empreiteira precisam entrar no século XXI em termos de RH.</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Dilma supera Lula e FHC em aprovação de início de governo,diz CNI/Ibope <a title="#UOL" href="http://twitter.com/#!/search?q=%23UOL">#UOL</a>.FICA CADA VEZ MAIS DIFÍCIL P/ A OPOSIÇÃO</p>
<p>»</p>
<p><a title="Romulo F. Federici" href="http://twitter.com/#!/rfederici">rfederici</a> Romulo F. Federici</p>
<p>Embraer disputa com Odebrecht a liderança no mercado de defesa &#8211; <a title="http://www.aereo.jor.br/2011/03/28/embraer-disputa-com-odebrecht-a-lideranca-no-mercado-de-defesa/" href="http://bit.ly/f1P52f" target="_blank">http://bit.ly/f1P52f</a>. MERCADO DE DEFESA passou a ser coisa de gente grande!</p>
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		<title>DILMA ROUSSEFF &#8211; UM GOVERNO KAMIKAZE</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Jan 2011 16:32:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[NOSSAS MATÉRIAS : DILMA, UM GOVERNO KAMIKAZE - TODA DEMOCRACIA NECESSITA DE UMA OPOSIÇÃO CONSISTENTE - LULA x IMPRENSA – AS CAUSAS DA BRIGA(?) - "A ECONOMIA TEM LIMITES E O PAÍS ESTÁ NO LIMITE" e outras mais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/01/AECIOI-ALKIMIN-SERRA.jpg"></a> </p>
<p style="text-align: center;"><strong> <a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/01/kamikaze-yoshinori-yamaguchi.jpg"><img class="size-medium wp-image-501  aligncenter" title="kamikaze-yoshinori-yamaguchi" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/01/kamikaze-yoshinori-yamaguchi-281x300.jpg" alt="" width="152" height="139" /></a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>DILMA ROUSSEFF – UM GOVERNO “KAMIKAZE”</strong></p>
<p>Romulo F. Federici</p>
<p><a href="mailto:rfederici@rfederici.com.br">rfederici@rfederici.com.br</a></p>
<p><a href="http://www.refederici.com.br/">www.refederici.com.br</a></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Uma história sem o lado social</span></strong><strong>:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Segundo a criatividade da história oficial, retratada, com retoques da imaginação do pintor Pedro Américo, no dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro I, aporrinhado com as futricas da corte portuguesa, às margens do riacho Ipiranga, sacou de sua espada e gritou “independência ou morte”, promovendo a independência do Brasil.</p>
<p>Pois bem, desde aquela data o <strong>Brasil só teve um governo focado nos problemas sociais, o de Getúlio Vargas, durante o chamado “Estado Novo” – contrapondo-se à conservadora “Velha República</strong>”. Foi um período ditatorial que implantou uma legislação trabalhista tida como de inspiração fascista que, apesar disso, foi o primeiro conjunto de normas a disciplinar as relações do trabalho os direitos e obrigações trabalhistas.</p>
<p><strong>Até então o sistema vigente era neo-escravagista </strong>com os trabalhadores submetidos a jornadas desumanas de trabalhos, sem nenhuma garantia e remuneração humilhante. A legislação trabalhista de Getúlio, por seu turno, com alterações ao longo dos anos, vem durando até os dias de hoje quando deverá ser atualizada a qualquer momento.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">A estabilização econômica e os efeitos sociais</span></strong><strong>:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Depois disso, o foco social só começou a ser retomado, e mesmo assim indiretamente, no governo de ITAMAR FRANCO que criou o PLANO REAL e chamou FERNANDO HENRIQUE CARDOSO para atuar como Ministro da Fazenda, um político forte e com a credibilidade que o momento requeria. </strong>A inflação começou a ceder isso trouxe, um efeito social, pois os salários começaram a se livrar, gradualmente, da corrosão da inflação.</p>
<p>Essa atuação valeu a FHC as condições políticas para ser eleito e reeleito Presidente da República e, ao mesmo tempo, <strong>gerou as bases necessárias aos avanços sociais </strong>em governos futuros, com maior foco social.</p>
<p>Apesar dos efeitos benéficos do controle da inflação <strong>havia necessidade de muito mais, com avanços mais audaciosos</strong>, profundos e de efeitos em prazos aceitáveis<strong>. </strong>Isto porque o Brasil continuava sendo uma monumental fábrica de pobres, com renda média indigente e vitimas de uma das piores distribuições de renda do mundo o que gerava, paralelamente, um processo de favelização tresloucado.</p>
<p>Ademais havia necessidade de medidas fortes e urgentes não só para se começar a reparar essa situação injusta mas, também, para frear as <strong>tensões sociais crescentes que corriam, em marcha batida, para uma convulsão.</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Um governo com absoluta prioridade social</span></strong><strong>:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A etapa seguinte desse processo, possível porque as etapas anteriores haviam sido vencidas</strong>, <strong>veio com a chegada de LULA ao poder, trazendo um governo com foco eminentemente social sem desmantelar a estrutura economico-financeira</strong> que havia sido montada. No entanto, afrouxando a ortodoxia gerencial, gerou um aumento de gastos públicos até o limite da responsabilidade fiscal e um aumento de inflação, procupante, mas tudo ainda em níveis bem controláveis e regressíveis.</p>
<p><strong>O grande mérito dessa política foi trazer efeitos em curto prazo, </strong>aplainar o caminho para efeitos de médio e longo prazos e, mais que tudo, abrir os olhos da sociedade para os problemas sociais.</p>
<p>E o momento foi oportuno:</p>
<p>Momento oportuno, em primeiro lugar, porque encontrou um <strong>cenário favorável em nível nacional</strong>, fruto de governos anteriores.</p>
<p>Momento oportuno porque encontrou o <strong>cenário internacional favorável para o Brasil,</strong> apesar da crise financeira monumental que, saindo dos Estados Unidos, desmantelou a economia mundial.</p>
<p>Momento oportuno, porque, apesar de resistências residuais de bolsões conservadores mais  radicais,  já havia, em formação, no senso comum, <strong>a idéia de que a solução da crise social brasiliera era inadiável </strong>e sòmente viável pelas vias de uma relativa hetorodoxia, aplicada tópica e <span style="text-decoration: underline;">temporáriamente</span>.</p>
<p>Momento oportuno porque já era visível, mesmo entre os mais conservadores, que o <strong>problema social era tão grave, explosivo e urgente que não poderia vir pelo modêlo ortodoxo</strong> de “primeiro gerar o desenvolvimento porque ele, num segundo momento, cuidaria,  automáticamente, do social”. Muito demorado.</p>
<p><strong>Momento oportuno porque o Brasil era como um paciente que necessitava do atendimento urgente dos paramédicos de uma ambulância,</strong> para que, devidamente estabilizado, que pudesse chegar vivo ao hospital onde teria os cuidados definitivos.</p>
<p>O preço pago pela estabilização social, portanto, não foi caro.</p>
<p><strong>Vencida essa etapa crucial, é hora de recalibar as políticas sociais em sintonia com políticas economico-financeiras mais convencionais,</strong> introduzindo-se entre as prioridades outros focos não convenientemente atendidos no governo LULA, como, por exemplo, a infra-estrutura do país.</p>
<p><strong>Esse papel caberá à DILMA ROUSSEFF, uma gestora reconhecida, de perfil prodominantemente técnico</strong> que terá de dar uma “frenagem de arrumação”, tomando as medidas impopulares que serão necessárias, deixando, ao final de seu governo, a “casa arrumada”.</p>
<p>Assim sendo, a Presidenta não deverá conseguir a popularidade de LULA nem seu incrível nível de sobrevivência política. <strong>Salvo <span style="text-decoration: underline;">fato novo imprevisível</span>, deverá se conformar com uma passagem curta pelo poder, </strong>consciente de que foi encarregada pelo “establishment” político atual de fazer a parte dura, antipática mas imprescindível do processo.</p>
<p><strong>Em suma, tal como os pilotos japoneses “KAMIKASES”, que se explodiam contra os navios americanos na Segunda Guerra Mundial, deverá caber à DILMA ROUSSEFF um trabalho políticamente suicida, pela presevação do “imperador”.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>BANZAI!</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="AECIOI ALKIMIN SERRA" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2011/01/AECIOI-ALKIMIN-SERRA.jpg" alt="" width="167" height="123" /></p>
<p> </p>
<p><strong>TODA DEMOCRACIA NECESSITA DE UMA OPOSIÇÃO CONSISTENTE</strong></p>
<p>Estamos vivendo o “day after” de uma eleição histórica que encerra o período de governo do Presidente mais popular que se tem notícia e sua projeção como mentor e principal eleitor de sua sucessora. (Matérias completas abaixo)</p>
<p>Isto caracteriza o desenvolvimento de um projeto de poder, que foi tentado, sem sucesso, pelo PSDB com FHC e que aparece, mais consistente, com o PT, LULA e sua sucessora DILMA ROUSSEFF.</p>
<p>Todo projeto de poder deve ser encarado e analisado com muito cuidado pois, se de um lado pode representar uma continuidade em projetos estratégicos, com bons resultados, por outro lado é uma tentação à luta por um continuísmo político exagerado, o que não é nada bom.</p>
<p>No entanto, essa dosagem e a consequente preservação da rotatividade no poder depende, essencialmente, de uma oposição organizada, ideológicamente atualizada, moderna, com amplos canais de comunicação com todas as camadas sociais, principalmente as mais populares, grandes eleitoras, ampla militância e democracia interna que conduza as grandes decisões partidárias através de amplos debates em processos abertos com irrestrita  participação.</p>
<p>Tudo que o PSDB poderia ter sido e tido e deixou de ser e ter.</p>
<p>Hoje o partido, o mais poderoso das oposições, é uma capitania hereditária paulista comandada por meia dúzia (se tanto &#8230;) de pessoas que se recusam a dividir o poder, mesmo vendo o partido definhando.</p>
<p>A democracia brasileira precisa que essa realidade seja revertida, restaurando-se a importância e a credibilidade do partido, tornando-o apto a disputar todos os níveis de eleições inclusive e com chances, as eleições Presidenciais.</p>
<p>MARIA INÊS NASSIF, em artigo publicado no VALOR ECONOMICO, abaixo trancrito na íntegra, faz uma análise sensata e equilibrada do tema.</p>
<p>Aposta ela numa rearrumação do quadro partidário e uma “refundação” do PSDB, depois de sucessivas derrotas.</p>
<p>A propósito deve ser lembrado que a eleição de governadores tucanos, frequentemente apresentada como “grande vitória” do PSDB foi, na verdade, decorrente do capital político pessoal e local dos eleitos que, diga-se de passagem, seriam vitoriosos independentemente do partido a que estivessem vinculados.</p>
<p>Tal como vimos sustentando, a articulista aponta a guinada do partido para à direita como uma manobra equivocada e fatal.</p>
<p>Visando atender ao núcleo da classe média clássica, conservadora mas em encolhimento, o PSDB não se deu conta do potencial da classe média emergente em franco desenvolvimento, não considerou a grande ascenção das classes menos favorecidas e a invevitável tendência das mesmas em reconhecer e apoiar as políticas sociais que lhes beneficiaram. Não é gente que abrace causas direitistas.</p>
<p>O partido não atentou, também, para o fato de que os grandes capitalistas perderam o medo da centro esquerda, deram-se muito bem nos últimos anos, quando faturaram como nunca, e deixaram meio  de lado a banda da direita. Basta ver o volume de doações feitas a DILMA e a SERRA nas últimas eleições.</p>
<p>Nesse contexto, o abraço do PSDB com o DEM, um partido “demodé” e em processo de definhamento,  foi um abraço de afogados pois ambos acabaram “afundando”. Mas há tempo para uma recomposição tucana.</p>
<p>AÉCIO NEVES, mesmo sendo filho de uma conservadora família mineira, percebeu o perigo dessa tendência de guinar à direita e, em recente entrevista na TV CULTURA esquivou-se hábilmente desse “estigma”. Defendeu o resgate da bandeira SOCIAL DEMOCRATA defendida pelo PSDB em seus primeiros momentos. Demonstrou sabedoria política.</p>
<p>Como ressalta NASSIF, “<em>nesse debate, pode se depreender também uma crítica à hegemonia paulista do partido &#8211; mas, mais do que isso, uma crítica ao grupo hegemônico do PSDB paulista até as eleições deste ano”. </em></p>
<p>Mas o pior é que desalojar esse grupo incrustrado no controle do partido vai requer, inevitávelmente, uma guerra interna, provávelmente longa e de resultados imprevisíveis, entre os três grupos principais já formados: SERRA (FHC ?) – ALIKIMIN – AÉCIO NEVES.</p>
<p>No entanto, um dos pontos principais do texto de MARIA INÊS NASSIF foi a <strong>terceirização da ofensiva política para a mídia tradicional </strong>que, subsitituindo o partido, desempenhou o papel oposicionista que, na realidade, era responsabilidade central do partido.</p>
<p>“<em>Nos últimos 20 anos, o partido tem terceirizado a ofensiva política para a mídia tradicional, que desempenhou um papel importante não só de ação oposicionista, mas até de estruturação ideológica. </em></p>
<p><em>A guinada do PSDB para a direita foi uma opção de suas lideranças internas que tinham nas mãos as regras do jogo, mas foi também uma estratégia de tentativa de sensibilização da opinião pública via mídia tradicional, ou seja, &#8220;terceirizada&#8221; a outro intelectual orgânico. </em></p>
<p><em>A mídia supriu as deficiências de organicidade do partido durante os dois governos de Fernando Henrique Cardoso e nos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva. É certo que essa tática terá fôlego mais curto no governo Dilma Rousseff, pelos desgastes acumulados ao longo das últimas duas décadas e pela concorrência com novas mídias, que cumpriram também um papel político nessas eleições”.</em></p>
<p>A persistência na transferência das ações partidárias para a grande mídia, aliada incondicional dos tucanos, atuando como apoio durante a era FHC e como oposição na era LULA, tende a produzir um efeito nefasto que é a perda gradual da credibilidade deixando o PSDB sem a atuação eficiente terceirizada e sem organicidade interna capaz de organizar o processo próprio de ação oposicionista.</p>
<p>O PSDB tem quatro anos para fazer sua revolução interna, estruturar-se como partido de oposição moderno, orgânico e estratégico, social democrata e se apresentar como opção competitiva nas próximas eleições Presidenciais.</p>
<p>É um prazo curto que demanda, decisões e ações rápidas visão abrangente e grandeza política.</p>
<p>O Brasil precisa disso.</p>
<h2>LULA x IMPRENSA – AS CAUSAS DA BRIGA(?)</h2>
<p>As turbulentas relações da imprensa com o Governo Lula sempre foram objeto de conjeturas entre o público mais observador e alvo de análises mais acuradas entres os “insiders”, frequentadores dos bastidores que tinhas dados mais concretos a respeito.</p>
<p>Mas sempre foi uma matéria considerada “sensível” e nunca abertamente abordada por nenhum dos dois lados, GOVERNO e GRANDE IMPRENSA.</p>
<p>Surpreendentemente, no último dia 28, a FOLHA DE SÃO PAULO publicou um artigo de FERNANDO RODRIGUES, bem informado jornalista da Sucursal de BRASÍLIA que expõe para o grande público não frequentador dos bastidores, dados até então reservados e que permitem toda sorte de deduções sobre os reais motivos que levaram a grande imprensa a fechar um círculo oposicionista ao redor do governo LULA, o que poderá ser mantido no governo DILMA, de acordo com as circunstâncias.</p>
<p>Ora, até os paralelepipedos sabem que as relações dos governos com a grande imprensa sempre foram estreitas e com grandes trocas de interesses, isto até o governo petista que ora se encerra. Nas agendas sobre a mesa sempre estiveram pautadas as distribuições das verbas de publicidade dos governos, sempre a “jóia” mais cobiçada do mercabo publicitário.</p>
<p>Fernando Rodrigues, no artigo citado, pinça com precisão os principais pontos do tema.</p>
<p><em>“<strong>Quando Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2003, apenas 499 veículos de comunicação recebiam verbas de publicidade do governo federal. Agora o número foi para 8.094. </strong></em></p>
<p><strong><em>Esses jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e &#8220;outros&#8221; estão espalhados por 2.733 cidades. Em 2003, eram só 182 municípios. </em></strong></p>
<p><em>Lula da Silva avançou na transparência em relação ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. </em></p>
<p><em>Nunca existiu esse tipo de estatística até 2003. Ainda assim, há buracos negros no processo. Não se sabe quais são os veículos que recebem verba de publicidade estatal nem quanto cada um ganha”. </em></p>
<p><strong><em>A diferença do petista para o tucano foi a dispersão do dinheiro entre os 8.094 jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e sites. Um espetáculo de 1.522% de crescimento de veículos atendidos. </em></strong></p>
<p><em>O valor total gasto nos dois mandatos, até outubro deste ano, foi R$ 9,325 bilhões. Dá média anual de R$ 1,2 bilhão. </em></p>
<p>Se tomarmos por base a verba atualmente gasta, similar a de anos anteriores, e num cálculo aritimético simples chegamos, grosso modo, às seguintes conclusões.</p>
<p>Até o governo FHC eram eleitos 499 órgãos de imprensa, em 182 municípios, aos quais eram distribuidas uma verba anual de publicidade no valor médio de R$ 2.404.809,61 (dois milhões, quatrocentos e quatro mil oitocentos e nove reais e sessenta e hum centavos) para cada um em números atuais. Na verdade, é óbvio, uns recebiam muito mais que outros.</p>
<p>No governo LULA, houve uma mudança drástica: Ao invés de 499 orgãos de imprensa beneficiados, foram eleitos 8.094 órgãos de imprensa, espalhados por 2.733 municipios, cabendo a cada beneficiado o valor médio de R$ 148.257.96 (cento e quarenta e nove mil duzentos e cinquenta e sete reais e noventa e seis centavos) e não mais de dois bilhões como anteriormente.</p>
<p>LULA, evidentemte, não perdeu a chance e chutou a bola levantada pela FOLHA:</p>
<p><strong><em>“Resolvemos socializar o dinheiro do governo, levando condições para que a rádio menor, do interior, pudesse receber dez centavos daquilo que as rádios nacionais recebiam antes de eu chegar no governo&#8221;,</em></strong><em> discursou ele no complexo industrial e portuário de Suape (a 60 km de Recife).</em></p>
<p><em><br />
Lula disse que a reportagem de ontem da <strong>Folha</strong> sobre o assunto o &#8220;encheu de orgulho&#8221;, apesar de não saber se &#8220;queriam fazer uma crítica ou apenas constatar&#8221;.</em></p>
<p><em><br />
<strong>Segundo o presidente, a sua política de distribuição das verbas descentralizou recursos que, “antigamente”, eram distribuídos “entre meia dúzia que se autointitulavam a imprensa nacional”.</strong></em></p>
<p>Franklin Martins, Secretário da Comunicação Social do Governo Lula fez de tudo para desconcentrar o poder da grande mídia, nas mãos de poucos grupos, oferecento recursos a jornais e revistas alternativas, blogs e outros canais da internet.</p>
<p>Os resultados foram pífios já que o poder da imprensa continua concentrado e os grandes grupos de mídia poderosos como, aliás em práticamente todos os países do mundo.</p>
<p>Estarão aí as razões dessa “guerra” entre imprensa e governo?</p>
<p>Cada um tire suas conclusões. Nós da área institucional já tiramos as nossas há tempos.<em></em><em> </em></p>
<h1> </h1>
<p> </p>
<h1>OS TRAVESTIS POLÍTICOS</h1>
<p>Na política portuguesa, quando se está no Governo faz-se o contrário do que se promete na oposição. Quando se trata de pedir esclarecimentos aos camaradas políticos, está-se calado; quando são adversários, exige-se tudo. É o travestismo político.</p>
<p>João Lemos Esteves (<a href="http://www.expresso.pt/">www.expresso.pt</a>)</p>
<p>NOSSO COMENTÁRIO: Como se vê é tudo igual em todo mundo. Portanto, nada de caírmos na armadilha do “espírito de vira latas” e acharmos que somos os piores do planeta &#8230; em tudo &#8230;</p>
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<h1>&#8220;A ECONOMIA TEM LIMITES E O PAÍS ESTÁ NO LIMITE&#8221;, diz Bacha</h1>
<p>João Villaverde | Do Rio</p>
<p>22/12/2010</p>
<p> (Leo Pinheiro/Valor &#8211; Para Edmar Bacha, formulador do Plano Real, ainda falta poupança para o Brasil crescer de forma mais consistente.</p>
<p><em>Aumentamos as importações não porque a indústria não tem capacidade instalada, mas porque a mão de obra está cara&#8221;</em> . <em>Temos um problema com essa emergência da classe média, que todo mundo está achando uma maravilha&#8221;</em></p>
<p>Em 1974, quando Edmar Bacha criou o termo &#8220;Belíndia&#8221; para designar o modelo econômico brasileiro &#8211; que unia a riqueza da Bélgica, um país pequeno, com a pobreza da Índia, um país continental &#8211; o Produto Interno Bruto (PIB) havia crescido 8,1%, mas a inflação dobrara, passando de 15,5% para 34,5% de 1973 a 1974. Era o fim do &#8220;milagre&#8221; produzido pela ditadura militar a partir de 1967, e início de um período que mesclaria crescimento acelerado com endividamento externo e inflação crescente. Vinte anos mais tarde, Bacha, doutor em economia por Yale (EUA) em 1968, integrava o grupo de economistas formado por Persio Arida, Gustavo Franco e André Lara Resende na formulação e implementação do Plano Real, que trouxe a inflação dos 2.477,1% registrados em 1993 para menos de dois dígitos a partir de 1996. Hoje, com a economia caminhando para repetir a alta de 8% registrada pelo PIB nos anos 1970, Bacha avalia que o Brasil está no limite.</p>
<p>&#8220;O Brasil está mais complexo que nos anos 1970 e 90. Superamos os grandes problemas da ditadura, da hiperinflação e da perspectiva para um governo de esquerda. Não há mais um grande problema, mas uma série de questões para serem atacadas&#8221;, avalia Bacha, para quem o país conta &#8220;com uma produtividade ainda fraca, o setor público ainda abocanha uma parcela muito grande do PIB e não entrega de volta no mesmo nível, o sistema político brasileiro é um horror, o sistema tributário é uma vergonha, e a Previdência, se não for reformada, vai quebrar o país em 2050&#8243;.</p>
<p>Na entrevista que deu no prédio projetado por Oscar Niemeyer, com jardins de Roberto Burle Marx ao fundo, onde funciona o Instituto de Estudos de Pesquisa Econômica Casa das Garças, Bacha, diretor do centro e até a semana que vem consultor sênior do Itaú BBA, fez um balanço dos oito anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e avaliou os principais desafios de Dilma Rousseff. E foi contundente em dizer que não vê risco de desindustrialização no país, mesmo com os indicadores de produção industrial andando de lado desde abril. &#8220;Como podemos falar em desindustrialização quando estamos com pleno emprego?&#8221;, pergunta, se referindo à demanda por mão de obra, que acaba por elevar os salários. A seguir os principais trechos de sua entrevista:</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Com o atual ritmo de crescimento do PIB, câmbio valorizado, inflação acima da meta do BC e financiamento externo elevado, como é possível se alterar esse modelo sem que se bata em um gargalo?</em></p>
<p><strong>Edmar Bacha:</strong> A economia tem limites, apesar do Antônio Delfim Netto achar que não existe produto potencial. Claramente estamos trabalhando nos limites. Como sair disso sem aumentar a poupança interna? Com produtividade. O que temos a oferecer para aumentar a produtividade? Os avanços tecnológicos não caem do céu, é preciso ir atrás deles e isso vai na contramão da tese de desindustrialização, afinal estamos importando mais tecnologia, justamente para ampliar a produtividade.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O sr. então refuta a ideia de que o Brasil está se desindustrializando?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Estamos em pleno emprego, que desindustrialização é essa? A verdade é que por estar em pleno emprego e a mão de obra em escassez, e por estarmos nos especializando em serviços, comércio e construção civil, a indústria não consegue concorrer na disputa pelo trabalhador.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Por isso os indicadores de produção industrial estão tão fracos desde abril?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> No Brasil, nunca olhamos direito para a questão do emprego, mas sempre para a utilização da capacidade produtiva. Acho que é uma novidade o que está ocorrendo. Nunca tivemos uma taxa de desemprego tão baixa. A indústria se anima porque a demanda está mais alta e tenta contratar mais mão de obra, e aí o preço sobe. O próprio <strong>Valor</strong>fez uma matéria chamando atenção para os acordos salariais recordes neste ano. Isso representa aumento do custo da mão de obra e consequentemente reduz a rentabilidade da indústria. Então a indústria não tem por quê produzir mais. Não há pressão sobre a capacidade instalada, mas sobre mão de obra. E não é só na indústria, o pessoal de construção civil também. Não tem engenheiro e também não tem pedreiro.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Essa dificuldade em produzir, então, facilita a entrada de importados?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Ao tentar produzir mais o salário sobe, e com isso diminui a rentabilidade, então ela não produz além de certo patamar. Aumentamos as importações não porque a indústria não tem condições de concorrência, mas porque ela está plenamente empregada.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Onde isso pode chegar?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Essa falta de mão de obra pode extravasar para aumento da inflação ou um déficit não financiável nas transações correntes. Esse é que é o problema, não é a desindustrialização.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Não estamos dependendo muito da demanda chinesa por commodities?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> A ideia de que os preços estão em alta e podem cair e gerar um problema é exagerada. Se daqui a cinco anos a China parar de consumir, a Índia assume a demanda. Vivemos uma mudança estrutural profunda, semelhante a que ocorreu na passagem do século XIX para o XX, quando o país líder era consumidor de commodities, a Inglaterra, e passou a ser os Estados Unidos, um país produtor de commodities. Passamos, então, cem anos com os preços das commodities no chão, o que deu caminho para a industrialização. Agora está saindo dos EUA e indo para China e Índia, que, como a Inglaterra antigamente, demandam commodities.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O Brasil, então, continuará sendo o país do futuro?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Não temos um terço da humanidade, como têm China e Índia. Mas temos diversos desafios vencidos, o que é ótimo, o que deixa o caminho aberto. Superamos a ideia de que o Brasil só crescia de maneira estável com ditadura, primeiro com a industrialização induzida por Vargas e depois com os militares. Superamos essa fase, podemos ser uma economia que não vai por saltos, mas cresce e com democracia. Depois a ideia de que a única maneira de crescer era com inflação. Eu me lembro do Celso Furtado dizendo que 17% de inflação é mais ou menos igual a zero nos países desenvolvidos. Superamos isso também. A terceira questão é a esquerda no Brasil, e essa é a importância do Lula.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Como assim?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Até dezembro de 2001, quando o PT teve o manifesto de Olinda e ignorou o fim da Guerra Fria, ninguém poderia saber como seria um governo de esquerda. Aí vem o Lula e joga com todos os velhos vícios da política brasileira. Nós passamos por esse teste.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O que falta, então?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Faltava demanda por recursos naturais, mas até isso superamos, com o surgimento da Ásia, com forte demanda pelos produtos que os latino-americanos têm à oferecer. Nossos problemas agora não têm a dramaticidade que tinham quando as questões eram hiperinflação, ditadura, a perspectiva de um governo de esquerda e a falta de demanda por nossas commodities. Isso é passado.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O Brasil está mais complexo. Mas ainda não superou todos os problemas do passado, como a desigualdade de renda&#8230;</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Concordo. Continuamos com um problema de distribuição de renda, que é coisa que precisa sempre ser priorizada. Mas não é só isso, temos outros problemas, antigos, que não foram resolvidos. Temos uma produtividade ainda fraca, o setor público ainda abocanha uma parcela muito grande do produto e não entrega no mesmo nível, o sistema político é um horror, o sistema tributário é uma vergonha e a Previdência, se não for reformada, vai quebrar o país em 2050. Uma quantidade enorme de problemas que precisam ser atacados, mas nós temos o know-how.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Este é o momento para discutir essas questões?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Nas épocas eleitorais claramente não é. Quando você vê o nível do debate que tivemos em 2010 dá vontade de correr. Especialmente quando o principal debate se deu em torno do aborto. Temos um problema aí com essa emergência da classe média, que todo mundo está achando uma maravilha, mas ela não necessariamente tem uma face bonita, basta ver nos EUA com o Tea Party. Acho que está fora de cogitação pensar que essa classe média pode pensar em ditadura, mas estará ela disposta a discutir a fundo esses diferentes problemas? Em alguns temas já formamos consensos, como na questão dos tributos, que foi levantada depois das eleições, quando falaram sobre o financiamento da saúde.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O sr. concorda com o retorno da CPMF?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> É claro que não concordo. Acho absurdo pensar em criar mais um imposto quando o governo está arrecadando barbaridades. É preciso arrumar os gastos, não a arrecadação.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O caso da Previdência é um exemplo?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Exatamente. Gastamos 11% do PIB com Previdência quando o normal seria 5%. Dentro da Previdência, o equivalente a 3,5 pontos percentuais são gastos com pensões, quando o normal seria 1% do PIB. Temos esses privilégios adquiridos que têm uma força enorme e representam uma parcela muito grande dos impostos.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Mas programas como o Bolsa Família são baratos, não?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Sim, o Bolsa Família atinge 12 milhões de famílias e custa apenas 0,4% do PIB. O Loas, que atinge quantidade enorme de idosos, custa só 0,6% do PIB. Então, quando o governo fala em financiar os programas sociais, não pode estar se referindo a esses, que são muito baratos. O que ocorre é uma usurpação dos gastos sociais, dando a todo tipo de gasto o nome de social.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Dê um exemplo, por favor.</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Na educação, o grosso dos gastos públicos vai para universidades gratuitas. Não tem a mínima razão para as universidades serem gratuitas no Brasil.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Nenhuma?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Não, nenhuma. Desde que se tenha uma política de bolsas, não precisamos ter universidades gratuitas.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Então seria possível privatizar as universidades públicas?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Eu não gosto dessa palavra &#8220;privatizar&#8221;, há mecanismos em que os beneficiários dos gastos públicos têm co-participação desde que tenham renda para tal, seja por bolsa, seja por empréstimos escolares. Os argumentos que estão por trás desses privilégios, tanto na Previdência quanto na educação superior, vêm da Constituição, que prevê que o ensino deve ser universal e gratuito. É gratuito, mas não pode ser universal e nem pode ser, e o dia que for o país arrebenta, porque não dá para atender todo mundo de graça. Essa é a dificuldade do PT para comandar o próximo passo.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>E esse passo seria qual? </em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> O processo que vêm pela frente está baseado na eficiência do setor público e na equidade nos gastos, porque eles não gostam de falar em privatização.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O país deixaria então de ser a &#8220;Belíndia&#8221;?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Se continuarmos no ritmo desses últimos dez anos, daqui a 15 anos estaremos perto dos Estados Unidos de hoje. O índice de Gini do Brasil passou de 0,65 para 0,56, mas o padrão americano é de 0,40, e o europeu é de 0,25, então ainda há muito a ser feito. Temos trilhado esse caminho, mas as coisas vão ficar mais difíceis. Os desafios que temos hoje na área social são mais caros e mais complexos. Uma coisa era resolver o problema da vacinação e da mortalidade infantil, algo razoavelmente simples, mas dar SUS para todos é muito mais complicado. Com educação, uma coisa era colocar todo mundo na escola, agora é preciso fazer as crianças aprender alguma coisa.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>E o Estado consegue dar conta de tudo?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Claro que não. Boa parte do desafio agora é encontrar formas de maior participação do setor privado nessa área social. E aí tem esse grande entrave do PT. A pior coisa do governo que termina foi ter demonizado a ideia de privatização. Nós não conseguimos resolver o problema dos aeroportos porque qualquer coisa que mexe com privatização é travado. Isso é terrível porque nessa nova fase o setor público não consegue dar conta, seja do ponto de vista administrativo, seja do lado financeiro. Talvez a Dilma nos surpreenda.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Você acha que ela vai surpreender?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Não sei. Até agora o ministério é muito velho, não? Não vejo uma cara de estar preparado para uma nova fase, parece quatro anos do mesmo.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>A inflação deve fechar o ano em torno de 6%, acima da meta de 4,5% do Banco Central. Em 2002, quando a inflação dobrou, o sr. defendeu uma meta mais branda. O que acha hoje?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Naquela época tivemos um choque de oferta, não era a economia trabalhando a mil, como hoje. Com choque de oferta se justifica um tratamento mais brando na hora de trazer inflação para a meta. Não é que o BC não tenha de atacar a inflação, mas atacar de forma compatível com o problema. Em 2010 é outra história, é basicamente demanda. Tem um ciclo de alimentos, que ajudou por três meses a inflação e agora está incomodando.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Isso quer dizer que a maior taxa de juros do mundo vai subir ainda mais?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Seria ótimo que o lado fiscal ajudasse, mas não acho que isso vai acontecer. Quem dera que o &#8220;neomanteguismo&#8221; me surpreenda com um ajuste fiscal forte, mas vai sobrar para o BC. O que é ruim, porque já temos a maior taxa de juros do mundo.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Mas o PIB deve crescer fortemente nos próximos anos, não? Não só pelo carry-over de 2010, mas também pela perspectiva de pré-sal, Copa do Mundo, Olimpíada etc.</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Não acho que o PIB vá crescer tudo isso que está sendo projetado pelo governo e pelo mercado.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Por quê?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Porque não temos poupança para isso.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Mas podemos continuar ampliando nosso déficit em transações correntes para sustentar o crescimento, não?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Podemos, claro, nessa hipótese o PIB crescerá mesmo, e imitaremos a Austrália, que cresce há muitos anos, mesmo com um endividamento externo elevado, de 5% a 7% do PIB. Mas se chegarmos nesse nível o mercado pode achar que somos mais Hungria que Austrália, e a confiança se esvai rapidamente.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Como tornar o crescimento sustentável, como incentivar poupança?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> É mais fácil ter um diagnóstico da poupança do setor público que do privado. O setor público já chegou a poupar 7% do PIB, hoje poupa 1,5%. Quando se controla o gasto corrente sobra mais para poupar e investir, não tem muito mistério nisso. A questão do setor privado é mais complexa. Pense na China. O problema deles não é como aumentar a poupança, mas diminuí-la. Sabe como?</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Como?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Dê a eles um sistema universal de saúde, educação e previdência. A poupança das famílias, das empresas e do Estado vai embora rapidinho. Precisamos pensar além da poupança, os EUA nunca pouparam muito. Precisamos pensar na inovação, essa foi a razão do sucesso dos americanos.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O que deve fazer o Estado?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Precisa fazer coisas básicas, como ocupar o Morro do Alemão (RJ). Esse é um caso quase patético de como o Estado deve agir. É como quando acabamos com a inflação, havia todo um nundo novo à nossa frente.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Que balanço o sr. faz do governo Lula?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Teve dois grandes méritos. O PT nasceu longe das bases comunistas e populistas, mais ligado à social-democracia, a um sindicalismo mais avançado, às bases da Igreja. O que vai ser quando chegar no poder? O discurso era péssimo, assustador. Mas chegou lá e demonstrou que é possível ter governo de esquerda no Brasil. Outra coisa é o pragmatismo do Lula. Começou a atacar a pobreza com o Fome Zero. Quando viu que o programa era ruim, foi para o Bolsa Família, que deu muito certo.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>E o que o sr. avalia mal?</em></p>
<p><strong>Bacha:</strong> Um dos erros nem foi propriamente do Lula, que foi o caso do mensalão, quando o governo resolveu fazer as reformas do começo de governo, reformas difíceis de fazer e de passar pelo Congresso e resolveram utilizar o método tradicional, mais fácil, de comprar os parlamentares. A partir daí [quando estouraram as denúncias], Lula resolveu desistir de passar reformas. Ter abandonado as reformas foi algo muito ruim. Outro problema foi a demonização da privatização. Como Lula ganhou em 2006 do Alckmin com essa plataforma, percebeu que esse ideário funciona, é eleitoralmente impotente. É uma coisa muito ruim isso, porque o Brasil não vai conseguir fazer a Copa do Mundo do jeito que os aeroportos estão. Quantas PPPs o governo fez? Não sei se a Dilma vai ter a capacidade de fazer as coisas de outra forma.</p>
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<h2>LEIAM ABAIXO OS TEXTOS COMPLETOS DOS ARTIGOS CITADOS</h2>
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<p><strong>O DEBATE SOBRE A REFUNDAÇÃO DO PSDB</strong></p>
<p>VALOR ECONÔMICO</p>
<p>Maria Inês Nassif</p>
<p>23/12/2010</p>
<p>Numa democracia, as crises políticas normalmente trazem o germe da renovação, sob pena de colocar em risco a própria democracia. A crise dos partidos oposicionistas, intensificada por mais uma eleição perdida, certamente resultará em uma rearrumação do quadro partidário ou &#8220;refundação&#8221; interna, conforme pregam setores do PSDB &#8211; até porque não existe democracia sem oposição.</p>
<p>Os partidários da &#8220;refundação&#8221; do PSDB, no debate que tentam travar internamente via imprensa, dão um diagnóstico preliminar das sucessivas derrotas. As críticas vão desde a guinada do PSDB à direita, num momento em que parte do eleitorado da classe média estava desesperançado do PT, mas uma massa maior ascendia à nova classe média graças ao governo petista, até a desvinculação histórica do partido com o movimento sindical e os movimentos sociais. Nesse debate, pode se depreender também uma crítica à hegemonia paulista do partido &#8211; mas, mais do que isso, uma crítica ao grupo hegemônico do PSDB paulista até as eleições deste ano.</p>
<p>Como o PSDB é um partido de quadros, no entanto, tende a individualizar culpas e transferir hegemonias não para grupos ideológicos internos, mas para líderes que, na opinião da maioria, possam substituir os anteriores com mais eficiência. Embora esteja claro o diagnóstico da pouca organicidade do partido, a falta de familiaridade com mecanismos internos de debate ideológico tende a valorizar mais as culpas individuais do que coletivas &#8211; embora a centralização de decisões nas mãos de determinados líderes, em especial paulistas, tenha sido efetivamente um dos problemas que levaram o partido a essa crise.</p>
<p><strong>Crises políticas trazem o germe da renovação</strong></p>
<p>A outra dificuldade de mudar uma estrutura inorgânica são os problemas de trânsito do debate na própria máquina partidária. O PSDB, ao que parece, tenta a &#8220;refundação&#8221; por linhas tortas, ao manter a discussão de fora para dentro. Nos últimos 20 anos, o partido tem terceirizado a ofensiva política para a mídia tradicional, que desempenhou um papel importante não só de ação oposicionista, mas até de estruturação ideológica. A guinada do PSDB para a direita foi uma opção de suas lideranças internas que tinham nas mãos as regras do jogo, mas foi também uma estratégia de tentativa de sensibilização da opinião pública via mídia tradicional, ou seja, &#8220;terceirizada&#8221; a outro intelectual orgânico. A mídia supriu as deficiências de organicidade do partido durante os dois governos de Fernando Henrique Cardoso e nos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva. É certo que essa tática terá fôlego mais curto no governo Dilma Rousseff, pelos desgastes acumulados ao longo das últimas duas décadas e pela concorrência com novas mídias, que cumpriram também um papel político nessas eleições.</p>
<p>Internalizar o debate e tirá-lo do jogo de mediação entre os dois aparelhos privados de ideologia &#8211; partido e mídia &#8211; é um dos passos obrigatórios para a refundação do PSDB. A sedimentação de uma massa orgânica tem que acontecer internamente. A mídia pode reportar esse debate, trazer elementos para ele, mas é incapaz, pela sua própria natureza, de suprir deficiências organizacionais da legenda, nem substituir as relações de um partido com os setores sociais que ele representa. Embora essas duas militâncias sejam complementares em períodos eleitorais ou nos momentos de grande ofensiva oposicionista, elas não se misturam quando a questão é a formulação de consensos internos e consolidação de unidade partidária.</p>
<p>A outra razão para o PSDB voltar-se para si mesmo, sem terceirizar ação política, é que o resultado da eleição exigirá muita elaboração intelectual e orgânica interna para superar as contradições que trazem os resultados eleitorais. O PSDB elegeu um grande número de governadores &#8211; pela natureza do federalismo brasileiro, pouco propensos à ação oposicionista &#8211; e uma bancada reduzida na Câmara e no Senado. A ação parlamentar da oposição, nos governos Lula, foi alimentada pela mídia, mas esteve fundada nos poderes que a bancada oposicionista tinha para criar fatos dentro do parlamento. Com número reduzido de parlamentares, a oposição tem também um espaço reduzido para produzir fatos políticos.</p>
<p>O PSDB tem que sair da ofensiva tática, que marca o partido desde 2003, para a formulação de estratégias de sobrevivência como partido. A ofensiva udenista pura e simples não resolverá isso. Até agora, ela tem substituído as discussões de conteúdo e suprido as indefinições ideológicas do partido. Depois da terceira derrota, a agremiação terá que resolver claramente o que é, quem representa e qual a sua proposta para o país. Apenas assim conseguirá se constituir uma alternativa de poder de fato.</p>
<p>28/12/2010 &#8211; 03h40</p>
<h2>Governo Lula põe publicidade em 8.094 veículos de comunicação</h2>
<p><strong>FERNANDO RODRIGUES</strong><br />
DE BRASÍLIA</p>
<p>Quando Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2003, apenas 499 veículos de comunicação recebiam verbas de publicidade do governo federal. Agora o número foi para 8.094.</p>
<p>Esses jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e &#8220;outros&#8221; estão espalhados por 2.733 cidades. Em 2003, eram só 182 municípios.</p>
<p>Só neste ano eleitoral de 2010, o dinheiro para publicidade de Lula passou a ser distribuído para 1.047 novos veículos de comunicação.</p>
<p>A categoria &#8220;outros&#8221; inclui portais de internet, blogs, comerciais em cinemas, carros de som, barcos e publicidade estática, como outdoors ou painéis em aeroportos.</p>
<p>Chama a atenção o aumento do número de &#8220;outros&#8221;. Em 2003, eram apenas 11. Agora, são 2.512. A informação do governo é que a maioria é de sites e blogs.</p>
<p>Lula e sua equipe de comunicação não escondem a simpatia pelo novo meio digital. O presidente foi o primeiro a conceder uma entrevista exclusiva dentro do Planalto para o que a administração petista chama de &#8220;blogs progressistas&#8221;.</p>
<p>Lula da Silva avançou na transparência em relação ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>Nunca existiu esse tipo de estatística até 2003. Ainda assim, há buracos negros no processo. Não se sabe quais são os veículos que recebem verba de publicidade estatal nem quanto cada um ganha.</p>
<p>O valor total gasto nos dois mandatos, até outubro deste ano, foi R$ 9,325 bilhões. Dá média anual de R$ 1,2 bilhão.</p>
<p>Essa cifra não inclui três itens: custo de produção dos comerciais, publicidade legal (os balanços de empresas estatais) e patrocínio.</p>
<p>Produção e publicidade legal consomem cerca de R$ 200 milhões por ano. No caso de patrocínio, o gasto médio anual foi de R$ 910 milhões de 2007 a 2009.</p>
<p>Tudo somado, Lula gasta R$ 2,310 bilhões por ano com propaganda. Os valores são semelhantes aos do governo FHC, embora inexistam estatísticas precisas à disposição.</p>
<p>A diferença do petista para o tucano foi a dispersão do dinheiro entre os 8.094 jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e sites. Um espetáculo de 1.522% de crescimento de veículos atendidos.</p>
<p>FOLHA DE S.PAULO, São Paulo, quarta-feira, 29 de dezembro de 2010</p>
<p><strong>Presidente elogia a distribuição de verba publicitária do governo</strong></p>
<p><strong>DO ENVIADO ESPECIAL A IPOJUCA (PE)</strong> &#8211; O presidente Lula defendeu ontem a política de distribuição das verbas publicitárias do seu governo, que elevou de 499 para 8.094 os órgãos de comunicação beneficiados com recursos federais.<br />
&#8220;Resolvemos socializar o dinheiro do governo, levando condições para que a rádio menor, do interior, pudesse receber dez centavos daquilo que as rádios nacionais recebiam antes de eu chegar no governo&#8221;, discursou ele no complexo industrial e portuário de Suape (a 60 km de Recife).<br />
Lula disse que a reportagem de ontem da <strong>Folha</strong> sobre o assunto o &#8220;encheu de orgulho&#8221;, apesar de não saber se &#8220;queriam fazer uma crítica ou apenas constatar&#8221;.<br />
Segundo o presidente, a sua política de distribuição das verbas descentralizou recursos que, &#8220;antigamente&#8221;, eram distribuídos &#8220;entre meia dúzia que se autointitulavam a imprensa nacional&#8221;.<br />
&#8220;E ainda dizem que nós seríamos uma ameaça à liberdade de imprensa&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>REPERCUSSÕES NA IMPRENSA: GOVERNO LULA E PERSPECTIVAS DE GOVERNO DILMA</strong></p>
<p>Folha, 22/12/10 </p>
<p><strong>Governo Dilma será melhor ou igual ao de Lula para 83%</strong></p>
<p><strong>Segundo Datafolha, 73% acreditam que gestão da petista será ótima ou boa</strong></p>
<p><strong>Na avaliação de 31% dos brasileiros, a presidente eleita vai cumprir suas promessas -mesmo índice de Lula em 2002 </strong></p>
<p><strong>SILVIO NAVARRO</strong><br />
DE SÃO PAULO</p>
<p>A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), fará um governo igual ou melhor que o do presidente Lula para 83% dos brasileiros, revela pesquisa Datafolha.<br />
De acordo com o instituto, a expectativa de 53% dos entrevistados é que a gestão da petista seja similar à do antecessor. Outros 30% avaliam que ela se sairá melhor.<br />
A estratificação do levantamento mostra que Dilma obtém seus melhores índices na fatia da população menos escolarizada, mais jovem e que declara renda mensal de até cinco salários mínimos.<br />
Foram ouvidas em todo o país 11.281 pessoas, de 17 a 19 do mês passado.<br />
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.<br />
Para 73%, o futuro governo de Dilma será ótimo ou bom. É o segundo percentual mais alto de expectativa sobre o mandato de um presidente eleito desde a redemocratização do país.<br />
Em dezembro de 2002, a expectativa positiva sobre Lula era de 76%.<br />
Os números de Dilma superam os do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) tanto no primeiro mandato (70%) como no segundo (41%). Fernando Collor (1990-92) obteve 71%. Não foi feita pesquisa em 2006.<br />
Os picos positivos foram demonstrados no Nordeste do país, especialmente em Pernambuco (78%), no Ceará (79%) e em Minas Gerais (80%). No Sul, o índice de otimismo cai para 68%.</p>
<p><strong>PROMESSAS</strong><br />
O instituto sondou o percentual de confiança dos eleitores sobre o cumprimento de promessas de campanha. Uma parcela de 31% disse acreditar que ela cumprirá a maioria das promessas, outros 59% esperam que cumpra parte delas, e 6% acham que não realizará nenhuma.<br />
Os números são similares ao que o brasileiro esperava de Lula em 2002. À época, 31% acreditavam que ele fosse cumprir suas promessas.<br />
A diferença entre a expectativa em relação a Dilma e a que se tinha sobre o Lula está nas áreas de atuação de governo. Para 18% dos entrevistados, a gestão dela se sairá melhor na saúde. Em seguida, aparecem economia (12%) e educação (12%).<br />
Quando se trata da expectativa sobre a área em o novo governo terá o pior desempenho, destacam-se saúde (13%), combate à violência e segurança pública (13%).<br />
Antes do primeiro mandato, 27% apostavam que a administração de Lula avançaria no combate ao desemprego, e 18%, na erradicação da fome e miséria. Para 10%, a economia declinaria.<br />
Tanto Lula como Dilma marcam seus índices mais altos de &#8220;ruim ou péssimo&#8221; quando a expectativa é sobre o combate à corrupção (10% para ele, e 20% para ela).<br />
A exemplo do que ocorreu em relação a Lula (43%), em 2002, agora os entrevistados acreditam que os &#8220;trabalhadores&#8221; serão os mais beneficiados pelo governo (33%).<br />
Nos demais setores a serem beneficiados, no entanto, não há semelhanças. Em 2002, 14% citavam a agricultura, e 11%, a indústria, como áreas que seriam privilegiadas. Neste ano, aparecem políticos (13%) e bancos (10%).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Brasileiro está mais otimista em relação à melhora econômica </strong></p>
<p><strong>Expectativas sobre o poder de compra e o desemprego são as mais altas do governo Lula </strong></p>
<p><strong>GUILHERME CHAMMAS</strong><br />
COLABORAÇÃO PARA A <strong>FOLHA </strong></p>
<p>Ao final dos oito anos de governo Lula, o brasileiro está mais otimista em relação à melhora da economia, de acordo com pesquisa feita pelo Datafolha. Expectativas em relação ao poder de compra e ao desemprego atingiram os melhores índices desde o início da gestão de Lula e superam os observados ao final do governo de FHC.<br />
Dos brasileiros, 46% acreditam que seu poder de compra vai aumentar. Há oito anos, eram 36%.<br />
Em relação ao desemprego, 41% acham que a taxa, que está no menor nível em oito anos, vai diminuir mais.<br />
&#8220;O otimismo tem uma correlação com os indicadores do país, mas existe um reflexo da propaganda eleitoral, que enfatizou os pontos positivos do governo Lula&#8221;, diz Alessandro Janoni, diretor de pesquisas do Datafolha.<br />
Outros indicadores também demonstram a confiança dos brasileiros. Um deles é a expectativa sobre a inflação, a qual a maior parte dos entrevistados (39%) acredita que se manterá estável.<br />
Esse otimismo pode aumentar a demanda por bens e serviços no país, conforme explica o economista Bernardo Wjuniski, da Tendências Consultoria. &#8220;Há quatro condicionantes de demanda: emprego, renda, crédito e confiança do consumidor.&#8221;</p>
<p><strong>PODER AQUISITIVO</strong><br />
O Datafolha também questionou a opinião dos entrevistados sobre sua situação econômica atual.<br />
O poder aquisitivo dos brasileiros alcançou o melhor resultado da série histórica, iniciada em 1994. Hoje, 19% dos entrevistados disseram que ganham muito pouco, e têm dificuldades financeiras. No final do governo FHC, esse índice alcançava 45%.<br />
&#8220;Os números explicam muito sobre o fato de Lula ter conseguido eleger sua sucessora e sobre sua popularidade&#8221;, diz Janoni.<br />
A pesquisa foi feita entre 17 e 19 de novembro, com 11.281 brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Assista vídeo com a entrevista em <a href="http://www.valor.com.br/">www.valor.com.br</a></strong></p>
<h1> </h1>
<h1> </h1>
<p><strong>Valorização do real supera 100% no governo Lula, diz Economática</strong></p>
<p>Valor</p>
<p>22/12/2010 16:40</p>
<p><strong>SÃO PAULO &#8211; </strong>A valorização da moeda brasileira durante o governo Lula supera os 100%, de acordo com cálculo da consultoria Economática. Do dia  31 de dezembro de 2002 &#8211; véspera da posse do presidente &#8211; até ontem, o real acumulava avanço de 108,16% sobre o dólar, segundo o levantamento.</p>
<p>A Economática comparou a taxa Ptax (média das cotações do dólar apurada pelo Banco Central e ponderada pelo volume de negócios) de 31 de dezembro de 2002 (R$ 3,533) e a de ontem (R$ 1,6974). Segundo a consultoria, foi o maior avanço entre um grupo de moedas formado pelo euro e sete divisas latino-americanas. Destas, houve desvalorização das moedas da Argentina, México e Venezuela.</p>
<p>De acordo com o estudo, durante o governo Lula, apenas em 2008 o real caiu perante o dólar, com recuo de 24,21%. A maior alta anual, de 34,22%, ocorreu em 2009.</p>
<p><em>(Valor)</em><br />
A zona do euro precisa de mais do que a disciplina de Berlim.</p>
<h1> </h1>
]]></content:encoded>
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		<title>PRESIDENTE DILMA: VEM CHUMBO GROSSO AÍ!</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 20:42:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[      PRESIDENTE DILMA: APERTE O CINTO PORQUE VEM CHUMBO GROSSO.   Romulo F. Federici rfederici@rfederici.com.br   A PRESIDENTE DILMA tem de se conscientizar que para os conservadores mais radicais pouco importa se as coisas estarão evoluindo bem e de forma tranqüila, pois estão absolutamente focados na recuperação do poder para voltarem a conduzir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> <a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/apertem-os-cintos.jpg"><img class="size-full wp-image-483  aligncenter" title="apertem os cintos" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/apertem-os-cintos.jpg" alt="" width="127" height="99" /></a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>PRESIDENTE DILMA: APERTE O CINTO PORQUE VEM CHUMBO GROSSO.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Romulo F. Federici</p>
<p><a href="mailto:rfederici@rfederici.com.br">rfederici@rfederici.com.br</a></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>A PRESIDENTE DILMA tem de se conscientizar que para os conservadores mais radicais pouco importa se as coisas estarão evoluindo bem e de forma tranqüila, pois estão absolutamente focados na recuperação do poder para voltarem a conduzir os destinos do país.</em></p>
<p><em>Quando a briga é o poder pelo poder, não tem acordo.</em></p>
<p>Enfrentar e conviver com oposição não é drama algum para qualquer governo democrático que se preze&#8230; ou melhor, depende dos fundamentos dessa oposição.</p>
<p>No Brasil temos um quadro oposicionista muito específico, que passa despercebido ou é deliberadamente ignorado pela grande maioria dos analistas.</p>
<p>Para melhor contextualizar precisamos retroceder no tempo e voltar à eleição do Presidente Lula, quando participei de entendimentos entre núcleos empresariais e representantes do novo governo eleito.</p>
<p>Naquela oportunidade, ficou evidente que a elite social e do capital, hoje mais consciente e aberta, começava a se dividir entre grupos mais “progressistas” e os mais “conservadores”, isso numa colocação mais simplista, apenas para facilitar a análise.</p>
<p>Os primeiros anotavam cuidadosamente todos os detalhes dos entendimentos com os futuros governantes e viam pontos favoráveis e oportunidades que poderiam viabilizar o relacionamento entre o capital e o poder, sem grandes traumas.</p>
<p>Já os mais “conservadores” entraram em verdadeiro estado de catalepsia, endurecendo a postura sem vislumbrar qualquer esperança de interação com os novos detentores do poder.</p>
<p>De maneira pessimista, viam no novo governo o momento em que perdiam o poder e, conseqüentemente, o controle do país em prejuízo de interesses enormes e históricos.</p>
<p>A oposição política, essencialmente representante do capital menos flexível, já era vigorosamente apoiada pela grande imprensa, esta controlada por poucos grupos. Era uma oposição mais estruturada, mais forte e mais radical.</p>
<p>Esse núcleo de oposição, constituído pela banda dura do capital, imprensa e partidos políticos (PSDB, DEM e arredores), concluiu que a única estratégia viável, para mudar o estado de coisas trazido pelo governo LULA, seria inviabilizá-lo definitivamente, de preferência através de um processo de “impeachment”. Tudo passou a ser tratado de maneira fechadíssima e se aguardava apenas a construção de um pretexto suficientemente vistoso para diminuir as resistências.</p>
<p>Não foi fácil: o governo LULA começou podando excessos das áreas mais à esquerda e passou a produzir um governo “progressista”, com foco social sem afrontar interesses fundamentais do capital. O governo ficava cada vez mais bem absorvido por grande parte do “establishment”, dificultando os planos dos opositores mais radicais.</p>
<p>A oportunidade surgiu quando JOSÉ DIRCEU errou na condução do relacionamento com o CONGRESSO NACIONAL, reeditando, em parte, os erros de COLLOR que, por seu turno, acabou apeado do poder num processo de “impeachment”.</p>
<p>Aos parlamentares oposicionistas “duros” juntaram-se os oportunistas que foram maltratados por DIRCEU, foram buscar o pretexto e acharam: ressuscitaram o tema do MENSALÃO com base na prática secular de se manter votos parlamentares em troca de favores.</p>
<p>DIRCEU caiu o LULA quase foi de roldão.</p>
<p>O PRESIDENTE só não foi defenestrado porque, segundo análise de caciques do DEM, na época um partido relevante, não havia o menor apoio popular à medida, deixando-os sem poder concluir o projeto. “Se “impeacharmos” o Presidente agora, quem será “impeachado” seremos nós” disseram-me.</p>
<p>Não houve a saída do Presidente, mas os danos ao governo foram muito graves e sentidos até hoje.</p>
<p>E o que isto tem a ver com a PRESIDENTE DILMA?</p>
<p>Tudo, simplesmente tudo.</p>
<p>Subsistem, ainda, alguns dos pressupostos que motivaram o “quase-impeachment” de Lula, de maneira atenuada, mas ainda perigosa.</p>
<p>Convenhamos, em primeiro lugar, que grande parte da elite social e produtiva do Brasil já percebeu e se conscientizou de que o governo que está terminando promoveu um grande resgate das prioridades sociais, secularmente negligenciadas, mantendo, ao mesmo tempo, um bom nível de relacionamento com o capital, como, aliás, deveria ser mesmo. E isto está sendo conveniente para todos.</p>
<p>Mas, mesmo um tanto debilitados, boa parte os “falcões” ainda sobrevivem e não abriram mão do seu projeto maior, recuperar o poder o que, ao fim e ao cabo, é o alvo final da política. Na realidade convenhamos que é difícil de assimilar a possibilidade de ficar mais 4, 8 ou até 12 anos fora do poder o que significaria toda uma geração de políticos passando a vida como meros coadjuvantes sem nunca haver comandado.</p>
<p>Os recursos disponíveis para esse projeto de recuperação de poder são, hoje, menores porque a maior parte do capital está interagindo bem com o “establishment” governamental, estão todos, comércio, indústria e serviços, faturando bem e, além disso,  80% da sociedade apóia o governo e os projetos macro atendem à nova realidade em que o país foi inserido.</p>
<p>Em contrapartida o moribundo DEM foi substituído por um PSDB mais radical e muito mais à direita, a grande imprensa agrupou-se numa oposição sistemática e grande parte da classe média ainda vê “fantasmas” no governo que termina e no que vai começar. Mal pude conter o riso quanto alguém me perguntou por estes dias se no novo governo “não haveria o risco de uma revolução bolchevique” (!!!)</p>
<p>Na falta de grandes erros do governo, os oposicionista continuarão, no dia a dia, com as criticas a temas pontuais e, ao mesmo tempo, manterão ativa a costura de algo que em momento oportuno possa regatar a idéia e os movimentos para uma mudança de poder.</p>
<p>Portanto, a PRESIDENTE DILMA tem de se conscientizar que para os conservadores mais radicais pouco importa se as coisas estarão evoluindo bem e de forma tranqüila, pois estão absolutamente focados na recuperação do poder para voltarem a conduzir os destinos do país. É questão de sobrevivência política.</p>
<p>É aí que a composição do governo é relevante para se obter apoio parlamentar, o equilíbrio na condução das ações de governo essencial, principalmente na área econômica, o extremo cuidado com a gestão pública, afastando possibilidade de denúncias escandalosas, além da imperiosa necessidade de neutralização de eventuais recaídas espasmódicas das esquerdas mais empedernidas.</p>
<p>Sem isso o governo será muito vulnerável, pois, quando a briga é o poder pelo poder, não tem acordo.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/china-e-usa.jpg"><img class="size-full wp-image-485  aligncenter" title="china e usa" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/china-e-usa.jpg" alt="" width="142" height="89" /></a></p>
<p> </p>
<p>Quando a coisa aperta, o império capitalista é igualzinho ao império comunista. Tal como a CHINA, os USA bloqueiam o incômodo site do WIKILEAKES e ameaçam seu dono de processo que pode condená-lo à morte. É, todos os gatos são pardos&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/palacio-do-planalto.jpg"><img class="size-full wp-image-490    aligncenter" title="palacio do planalto" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/palacio-do-planalto.jpg" alt="" width="172" height="110" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>COMO INTERAGIR COM O FUTURO GOVERNO DILMA ROUSSEFF?</strong></p>
<p>Estamos observando e conversando com os movimentos de construção do próximo governo para identificar seu perfil detalhado e a maneira com que o setor privado deverá interagir com o novo CONGRESSO e GOVERNO, em todas suas áreas.</p>
<p>Oportunamente voltaremos a tratar do assunto de maneira conclusiva.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/BANDEIRAS.jpg"><img class="size-medium wp-image-486  aligncenter" title="BANDEIRAS" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/BANDEIRAS-300x199.jpg" alt="" width="176" height="138" /></a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>COMPLEXO DO ALEMÃO: SOMOS TODOS CULPADOS</strong></p>
<p>A polícia do Rio de Janeiro, civil e militar, apoiada pela forças armadas, deu um exemplo sem precedentes de competência profissional, capacidade de planejamento e execução cuidadosa e eficiente.</p>
<p>Antes de tudo, tem de ser registrado que o Secretário de Segurança carioca, JOSÉ MARIANO BELTRAME é, destacadamente, o mais competente do país neste momento.</p>
<p>Oriundo da Polícia Federal, tem uma vida pautada em estudos e projetos de cunho estratégico e de alta inteligência, o que  transferiu à sua gestão um nível imprescindível de sofisticação e “up grade” de processos.</p>
<p>O Rio deixou para trás uma cultura tosca de polícia, baseada, apenas, em rádio-patrulha, policiais brincando de “gato e rato” com bandidos pelas ruas e incursões eventuais e destrambelhadas em favelas, com mais vítimas de balas perdidas do que facínoras neutralizados e presos.</p>
<p>A população do Rio percebe ações de estado-maior, planejadas, com resultados palpáveis e poucos danos colaterais. O mais extraordinário é que passou a ter mais confiança nas polícias, mesmo mantendo o inevitável estado de atenção.</p>
<p>O complexo do Alemão reúne um conjunto de favelas com cerca de 400 mil habitantes, maior, portanto, que boa parte das cidades brasileiras.</p>
<p>Pois bem, essa área que estava guardada por centenas de traficantes fortemente armados, foi invadida, ocupada, “soldados do tráfico” colocados em fuga frenética, mais de 50 toneladas de drogas apreendidas e ainda em processo de apreensão, centenas de suspeitos presos, busca em casa por casa e a comunidade já experimentando uma normalidade que não conhecia.</p>
<p>Tudo isso sem nenhum inocente vítima de bala perdida e poucas reclamações.</p>
<p>Dito isso, inevitável constatar que esta ação, assim como outras anteriores e as que virão, é conseqüência de mais de um século de total descaso com os temas e agendas sociais e que gerou, em nosso país, uma das piores distribuições de renda do mundo e, conseqüentemente, uma população predominantemente miserável ou pobre, a qual só nos últimos anos começou a ser resgatada.</p>
<p>Nós, sociedade brasileira, assistimos impávidos, o crescimento tentacular das favelas nas principais cidades sem que, em nenhum momento, isto nos incomodasse a ponto de nos despertar para o problema e suas soluções. O COMPLEXO DO ALEMÃO cresceu, a FAVELA DA ROCINHA subiu o morro e passou a ocupar a Gávea, bairro chique do Rio, a favela de HELIÓPOLIS transformou-se em uma cidade dentro da cidade de S. Paulo onde todas as áreas de suas represas, os mananciais da cidade, foram ocupadas por favelas paupérrimas.</p>
<p>Isso só para citar uma pequena fração do problema que alcança, escandalosamente, nível nacional.</p>
<p>Tudo isso sob o olhar indiferente de nós, a sociedade, que preferiu deixar o problema crescer a ter de investir em soluções decentes.</p>
<p>No Rio de Janeiro, especificamente, além desse descaso crônico, com raízes culturais, houve nos últimos 30 anos, uma sucessão de governos corruptos, incompetentes, alienados por utopias políticas que destroçaram a cidade e o estado. Bastou um governo como atual que, pelo menos, faz o dever de casa, dentro de padrões aceitáveis, para o vigor do estado e da cidade ressurgir rapidamente.</p>
<p>Teremos agora de lidar com a alienação de alguns, mas não poucos sociólogos, magistrados, membros do ministério público, professores e palpiteiros em geral que se dedicam a defender os direitos humanos dos bandidos, dando-lhes, inclusive, liberdade prematura. Já produziram muito mal para o Rio de Janeiro, estão no momento da defensiva, mas retornarão logo para exercer seu diletantismo com grande poder de destruição.</p>
<p>O Brasil precisa repensar sua legislação, sua cultura e sua política de segurança pública que precisa deixar de ser manancial de vaidades acadêmicas para se constituir em ferramenta de defesa do cidadão e da sociedade como um todo.</p>
<p>Vamos estar preparados para nos defendermos dessa fauna.</p>
<h1>José Mariano Beltrame</h1>
<p>Secretário de Segurança do Rio de Janeiro</p>
<p><strong>Vida e Formação profissional</strong></p>
<p>Beltrame nasceu em uma família de descendência italiana. Ele é Formado em <a title="Direito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito">Direito</a> pela <a title="Universidade Federal de Santa Maria" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_de_Santa_Maria">Universidade Federal de Santa Maria</a>, no <a title="Rio Grande do Sul" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Grande_do_Sul">Rio Grande do Sul</a>, em <a title="Administração de Empresas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_de_Empresas">Administração de Empresas</a> e <a title="Administração Pública" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_P%C3%BAblica">Administração Pública</a> pela <a title="Universidade Federal do Rio Grande do Sul" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rio_Grande_do_Sul">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</a>. Especializou-se em Inteligência Estratégica na <a title="Universidade Salgado de Oliveira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Salgado_de_Oliveira">Universidade Salgado de Oliveira</a> e na <a title="Escola Superior de Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Superior_de_Guerra">Escola Superior de Guerra</a>. Fez curso de Inteligência da <a title="Secretaria Nacional de Segurança Pública" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Secretaria_Nacional_de_Seguran%C3%A7a_P%C3%BAblica">Secretaria Nacional de Segurança Pública</a> e de Análise de Dados de Inteligência Policial, Sistema Guardião.</p>
<p><strong>Vida Pública</strong></p>
<p>Ingressou no Departamento de <a title="Polícia Federal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia_Federal">Polícia Federal</a> no ano de <a title="1981" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1981">1981</a> como agente, principalmente, na área de repressão a entorpecentes. Exerceu funções no setor de inteligência, combatendo o <a title="Crime organizado" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crime_organizado">crime organizado</a> em vários <a title="Estados brasileiros" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_brasileiros">Estados brasileiros</a>. Ministrou aulas e palestras no Curso de <a title="Pós-graduação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3s-gradua%C3%A7%C3%A3o">Pós-graduação</a> em Inteligência e <a title="Segurança Pública" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Seguran%C3%A7a_P%C3%BAblica">Segurança Pública</a> da <a title="Universidade Federal do Mato Grosso" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Mato_Grosso">Universidade Federal do Mato Grosso</a>. Na Superintendência da Polícia Federal no <a title="Rio de Janeiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro">Rio de Janeiro</a>, como delegado de Polícia Federal, foi coordenador da Missão Suporte, chefe do Serviço de Inteligência e da <a title="Interpol" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Interpol">Interpol</a><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Mariano_Beltrame#cite_note-0"><sup>[1]</sup></a>.</p>
<p><strong>Grandes Projetos</strong></p>
<p>Foi um dos idealizadores do projeto <a title="Unidade de Polícia Pacificadora" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Unidade_de_Pol%C3%ADcia_Pacificadora">Unidade de Polícia Pacificadora</a>, as UPPs, aplicadas no estado do <a title="Rio de Janeiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro">Rio de Janeiro</a> e com possível expansão para o estado de <a title="Pernambuco" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pernambuco">Pernambuco</a>, <a title="São Paulo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo">São Paulo</a> e outros. Em novembro de 2010 foi um dos principais articuladores da <a title="Atos de violência organizada no Rio de Janeiro em 2010" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Atos_de_viol%C3%AAncia_organizada_no_Rio_de_Janeiro_em_2010">operação</a> de tomadas das favelas da vila cruzeiro e na sequência, da invasão do <a title="Complexo do Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_do_Alem%C3%A3o">Complexo do Alemão</a> no Rio de Janeiro. Nesta operação foi realizado a apreensão de mais de 42 toneladas de <a title="Maconha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maconha">maconha</a>, 330 kg de <a title="Cocaína" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coca%C3%ADna">cocaína</a>, <a title="Crack" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crack">crack</a>, armamentos pesados, grande quantidade de munições, carros e motos, além da desarticulação no tráfico de drogas com a prisão de diversos chefes do narcotráfico.</p>
<p>(Wikipédia)</p>
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<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/imprensa-reporter.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-487" title="imprensa reporter" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/imprensa-reporter.jpg" alt="" width="160" height="127" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>LULA AVISA: VEM AÍ O DEBATE SOBRE MÍDIA. </strong></p>
<p> </p>
<p><strong><em>Reproduzo matéria publicada no Blog do Planalto:</em></strong></p>
<p>Os ativistas da comunicação no Brasil devem se preparar para um importante debate que vai ganhar corpo a partir do ano que vem: a mudança na regulação dos meios de comunicação do País. O alerta foi dado pelo presidente Lula nesta quinta-feira (2/12) no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) em entrevista coletiva a oito rádios comunitárias. Segundo informou, o Ministério das Comunicações do governo Dilma Rousseff vai priorizar esse debate, com ampla participação da sociedade, porque a legislação brasileira é ultrapassada e não reflete o mundo altamente tecnológico e conectado à internet que temos hoje. A discussão está na mesa:</p>
<p>NOSSO COMENTÁRIO:</p>
<p>A grande mídia no Brasil, escrita, televisada e falada, cometeu um erro estratégico embalado por décadas de conforto e afinação com governos e o “establishment” em geral.</p>
<p>Com os governos, sempre conseguiu um “modus operandi” interessante para ambas as partes até que, neste governo, a coisa não funcionou.</p>
<p>As facilidades encontradas até então provocaram o gigantismo de umas poucas organizações midiáticas que concentraram, fortemente, o poder da informação.</p>
<p>A concentração foi regional também porque tudo, hoje em dia, está concentrado no eixo RIO-S.PAULO que controla o fluxo de informações para todo o país, pasteurizando o processo e eliminando os esforços locais de dispor de mídias regionais.</p>
<p>Pior, sem conseguir um bom entrosamento com o atual governo, manteve-se inflexível e partiu para uma oposição radical, incessante, sem equilíbrio e sem trégua. O tiro saiu pela culatra!</p>
<p>Foi encorpada uma idéia de “regulação” da mídia que, felizmente, não se atreverá a interferir no CONTEÚDO, algo impensável e inaceitável.</p>
<p>Poderá haver, isto sim, uma regulamentação amplamente discutida, para corrigir as distorções hoje existentes na opinião das fontes governamentais e de vários analistas. Vai dar muito “pano para manga”, muitos debates, muitos encontros e desencontros tudo num processo que promete ser longo e difícil.</p>
<p>O foco principal deverá ser a “democratização” e “regionalização” das empresas de mídia, ampliando o mercado para outros “players” e desconcentrando o controle da informação.</p>
<p>De qualquer maneira será um processo a ser acompanhado com muita atenção e muito cuidado para não se transformar, simplesmente, em revide do governo à uma imprensa essencialmente oposicionista, algo inaceitável.</p>
<p>A eliminação de pontos oligopolizados da imprensa sim, controle dos conteúdos, jamais.</p>
<p>TEXTO COMPLETO ABAIXO</p>
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<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>.<a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/classe-media.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-488" title="classe media" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/classe-media.jpg" alt="" width="200" height="136" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>PT PAULISTA BUSCA CLASSE MÉDIA PARA SE REFUNDAR.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Ana Paula Grabois e Cristiane Agostine | De São Paulo</p>
<p>30/11/2010</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Por meio da exploração da questão ambiental, o partido pretende se aproximar da classe média mais resistente ao PT e dos jovens. &#8220;Ambiente e juventude têm que ser bandeiras prioritárias para o nosso partido, têm que fazer parte da nossa formulação programática&#8221;, diz um trecho do texto obtido pelo <strong>Valor</strong>.</p>
<p>Parte da direção do PT argumenta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi &#8220;o que mais combateu o desmatamento e o que mais se preocupou com as questões ambientais&#8221;, embora o tema tenha sido identificado com a candidata do PV.</p>
<p>Para os petistas, a presidente eleita Dilma Rousseff terá &#8220;legitimidade&#8221; para defender o assunto. &#8220;Cabe ao PT construir uma agenda que insira como prioridade um modelo de desenvolvimento que busque a sustentabilidade. É prioridade quebrarmos o bloqueio que os setores médios têm em relação ao nosso projeto&#8221;, afirmam.</p>
<p>A agenda proposta para as próximas eleições inclui demandas da classe média, como segurança pública, criação de emprego de qualidade para quem completou o ensino superior, trânsito e transporte público.</p>
<p>TEXTO COMPLETO ABAIXO</p>
<p>NOSSO COMENTÁRIO:</p>
<p>A reaproximação do PT com a classe média não é tarefa tão fácil e vai requerer muita análise, pesquisa e ações bem calibradas e direcionadas.</p>
<p>Na verdade o PT fez um movimento de atuação abrangente de forte conteúdo social, procurando priorizar o atendimento à grande massa mais carente, aliás com um bom resultado.</p>
<p>Para garantir a estabilidade dessa sua política, procurou um bom entrosamento com o grande capital para livrar-se do estigma de “socialista” estatizante em detrimento da iniciativa privada. Também com bom resultado.</p>
<p>O mérito estratégico desses movimentos foi a ocupação de maiores espaços do leque social e do cenário político, o que vem lhe valendo grandes percentuais de votação em nível nacional e suporte político, principalmente no novo CONGRESSO NACIONAL recém eleito.</p>
<p>No entanto não houve uma dedicação à chamada “classe média” cujo espaço foi ocupado pelo PSDB, carregando na mochila os restos esfarelados do DEM. É bom que se diga que estamos falando da chamada “classe média clássica”, aquela oriunda da elite da geração anterior e que dela herdou uma cultura fortemente conservadora e elitista.</p>
<p>Isto porque parte expressiva da “classe média emergente” já é mais amigável com o perfil do PT, pelo menos não mantém contra o partido os preconceitos cevados no ambiente mais clássico.</p>
<p>Ocorre que o reduto da “classe média”, quase a totalidade da banda “clássica” como parte da banda “emergente” foi ocupado pelo PSDB que ali identificou o último espaço disponível para ser ocupado num processo também de reorganização.  Aliás, próceres tucanos afirmam que “o partido se transformou em um partido de classe média e não sabe sair dessa armadilha”.</p>
<p>Bem, os velhos tucanos paulistas podem não saber sair da armadilha, mas as forças que vêm aí descendo das montanhas mineiras, comandadas por Aécio Neves e os mais jovens do partido prometem uma reviravolta.</p>
<p>Parece estar se aproximando a hora em que o PSDB mergulhará num processo de renovação de lideranças e de modernização ideológica, resgatando seu discurso social democrata e  seu passado, o que o tornará mais forte.</p>
<p>Resumo, o embate entre o PT que quer conquistar a classe média e o PSDB que quer manter seu último reduto promete grandes e ruidosas batalhas.</p>
<p>Não vai ser fácil para nenhum dos dois lados.</p>
<p>TEXTO COMPLETO ABAIXO</p>
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<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/SARA-PALIN-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-489" title="SARA PALIN 2" src="http://www.rfederici.com.br/blogdoromulo/wp-content/uploads/2010/12/SARA-PALIN-2.jpg" alt="" width="250" height="202" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Sara Palin, musa dos conservadores americanos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O MODERNO CONSERVADORISMO AMERICANO</strong></p>
<p>Fred R. Conrad / The New York Times<br />
Paul Krugman</p>
<p>O moderno conservadorismo americano é, em grande parte, um movimento formado por bilionários e suas contas bancárias, salários e seguros para fidelizar ideologicamente uma parte importante do sistema. Os cientistas dispostos a negar a existência da mudança climática causada pelo homem, os economistas dispostos a declarar que os cortes de impostos para os ricos são essenciais para o crescimento, pensadores estratégicos dispostos a fornecer razões para guerras de escolha, advogados dispostos a prestar as defesas de tortura, todos podem contar com o apoio de uma rede de organizações que podem parecer independentes sobre a superfície, mas são, em grande parte financiado por um punhado de famílias ultra-ricas. (imperdível o texto completo abaixo).</p>
<p>NOSSO COMENTÁRIO:</p>
<p>A desastrosa gestão de GEORGE BUSH deixou uma verdadeira “herança maldita”, constituída, em primeiro lugar pela figura ridícula do ex-presidente, uma marionete de grupos econômicos conhecidos e particularmente truculentos. Depois se seguiram as guerras provocadas através de interesses inconfessáveis, guerras já virtualmente perdidas e que foram seguidas por uma inacreditável esteira de corrupção. Além disso, e ao lado de outros fatos, ficou para trás uma política de descontrole dos agentes econômicos e financeiros que se transformou numa das maiores crises do mundo moderno.</p>
<p>A eleição de BARACK OBAMA veio após esse desastre americano como um movimento da opinião pública cansada dessa realidade e em busca de um período mais sério, com mais sensibilidade social e mais sintonia entre o poder e o povo.</p>
<p>O jargão “YES WE CAN”, ou seja, “ sim nós podemos” serviu para embalar um sonho que, na verdade, tinha muito de utopia.</p>
<p>Na verdade o governo democrata não contou com duas variáveis implacáveis: o apoio popular é volúvel e o poder do capital nos USA simplesmente irresistível.</p>
<p>O povo, sempre ingênuo, não teve paciência para esperar os resultados dessa nova era e recolocou no Congresso uma maioria republicada conservadora que bloqueará toda tentativa de implantação de novas políticas.</p>
<p>Os conservadores, com maior desenvoltura, passaram a utilizar seus recursos para acuar o Presidente, um processo já em marcha.</p>
<p>Uma das ações mais importantes é o processo de oligopolização da imprensa americana através do sistema FOX NEWS que, paralelamente, vem comprando consciências, desde a folclórica SARA PALIN até sociólogos, economistas, juristas e outros profissionais que se dispõem a dizer tudo o que RUPERT MURDOCH, dono desse império de mídia quer.</p>
<p>O artigo do NEW YORK TIMES,  sobre o tema e que reproduzimos abaixo é demolidor e merece ser lido.</p>
<p>A verdade é que os que queriam mudanças substanciais chegaram à seguinte lamentável conclusão: “NO WE CAN’T”.</p>
<p>TEXTO COMPLETO ABAIXO</p>
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<p style="text-align: center;"><strong>VEJA OS TEXTOS COMPLETOS ABAIXO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>LULA AVISA: VEM AÍ O DEBATE SOBRE MÍDIA. </strong></p>
<p>Qui, 02 de Dezembro de 2010</p>
<p>Na opinião do presidente, é preciso mudar urgentemente o padrão da comunicação brasileira, que não reflete a pluralidade do País e não contribui para a difusão da diversidade cultural. Lula disse que não é mais possível que uma pessoa que mora na região Norte, por exemplo, só tenha acesso à programação de São Paulo e do Rio de Janeiro.</p>
<p><strong><em>Reproduzo matéria publicada no Blog do Planalto:</em></strong></p>
<p>Os ativistas da comunicação no Brasil devem se preparar para um importante debate que vai ganhar corpo a partir do ano que vem: a mudança na regulação dos meios de comunicação do País. O alerta foi dado pelo presidente Lula nesta quinta-feira (2/12) no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) em entrevista coletiva a oito rádios comunitárias. Segundo informou, o Ministério das Comunicações do governo Dilma Rousseff vai priorizar esse debate, com ampla participação da sociedade, porque a legislação brasileira é ultrapassada e não reflete o mundo altamente tecnológico e conectado à internet que temos hoje. A discussão está na mesa:</p>
<p>&#8220;O novo Ministério está diante de um novo paradigma de comunicação. Quero alertar vocês porque esse debate vai ser envolvente, tem muita gente contra e muita gente a favor. Certamente, o governo não vai ganhar 100% e quem é contra não vai ganhar 100%. Eu peço que vocês se preparem para esse debate. Se a gente fizer um bom debate conseguiremos encontrar um caminho do meio. Esse será o papel do novo Ministério de Comunicações&#8221;.</p>
<p>Lula expressou a vontade de se dedicar às discussões a respeito do marco regulatório das comunicações após o fim do mandato, já que, segundo disse, poderá ter um discurso que não podia ter na função de presidente da República. Ele disse que como militante político exercerá um papel centralizador dos debates da sociedade brasileira para politizar a questão do marco regulatório e “resolver a história das telecomunicações de uma vez”. Para isso, &#8220;é preciso ter força política” e embasamento, para vencer “o monopólio” que existe atualmente nas comunicações.</p>
<p>Na opinião do presidente, é preciso mudar urgentemente o padrão da comunicação brasileira, que não reflete a pluralidade do País e não contribui para a difusão da diversidade cultural. Lula disse que não é mais possível que uma pessoa que mora na região Norte, por exemplo, só tenha acesso à programação de São Paulo e do Rio de Janeiro. Na opinião dele, “sem querer tirar nada de ningúem”, é preciso que se dê a oportunidade para que moradores do Sudeste tenham acesso às informações de todo o País e para que todas as regiões estejam em contato com sua própria cultura.</p>
<p>&#8220;A democracia tem uma mão para ir e uma para voltar. Por isso é que nós trabalhamos a necessidade que você tenha uma programação regional para uma interação mais forte. Acho que poderemos avançar&#8221;.</p>
<p>Durante a entrevista, que durou pouco mais de uma hora, o presidente falou sobre o preconceito que existe na política brasileira que o vitimou “a vida inteira” e que o assustou durante a campanha presidencial. Lula ressaltou, entretanto, que acredita que prevalecerá o bom senso e que está certo de que Dilma Rousseff fará mais e melhor, porque encontrou um País muito mais desenvolvido e com a economia em amplo crescimento.</p>
<p>&#8220;O que eu vi nessa campanha me assustou. Eu sempre fui vítima de preconceito, carreguei a vida inteira, e o preconceito deixa marcas profundas, quase que incuráveis. Eu não tinha noção de que eles seriam capazes de fazer uma campanha tao preconceituosa quanto fizeram com a Dilma… apenas porque era uma mulher candidata. Mas podem ficar certos de que a Dilma não veio de onde eu vim, mas ela vai para onde eu fui&#8221;.</p>
<p>Participaram da entrevista com o presidente Lula as rádios Maria Rosa, de Curitibanos (SC); Heliópolis, de São Paulo (SP); Líder Recanto, do Recanto das Emas (DF); Oito de Dezembro, de Vargem Grande Paulista (SP); Santa Luzia, de Santa Luzia (MG); Cidade, de Ouvidor (GO), Fercal, de Sobradinho (DF) e Comunitária Integração, de Santa Cruz do Sul (RS). A entrevista foi transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto e também por diversos outros blogs do País.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong>NOTAS DO FACEBOOK</strong></p>
<p> O Secretário BELTRAME da Segurança Pública do Rio de Janeiro é, destacadamente, o mais competente do país. Estudioso, honesto, com nível elevadíssimo de &#8220;expertise&#8221; e, o que é melhor, um estrategista autêntico que age após planejamento nunca por impulso ou por manchete em jornal.</p>
<p>POLICIA APREENDE MAIS TRES TONELADA MACONHA NO COMPLEXO ALEMÃO: Polícia do Rio, apoiada por forças armadas, fez uma megaoperação sem precedentes, ocupando área com cerca de 400 mil habitantes, sem balas perdidas, poucas reclamações e mais de 50 toneladasde drogas já apreendidas. Demonstrou muita competência, coisa que a opinião pública não acreditava. Memorável.</p>
<p>IBSEN e PEDRO SIMON encerram vida pública com projeto tresloucado de distribuição de &#8220;royalties&#8221; do Petróleo, tentando assaltar os estados produtores e se transformam em &#8220;tiriricas&#8221; rancorosas. Tudo para se vingarem do PMDB.</p>
<p>A classe D já passou a classe A no número total de estudantes nas universidades brasileiras públicas e privadas. Em 2002, 180 mil alunos da classe D no ensino superior. Sete anos depois, em 2009, eles eram quase cinco vezes mais e somavam 887,4 mil. OBS: Um sensacional sinal da ascensão social no Brasil. Vale a leitura. parte de um estudo do instituto Data Popular.</p>
<p><a href="http://brasil.americaeconomia.com/notas/classe-d-ja-e-o-dobro-da-nas-universidades" target="_blank">Classe D já é o dobro da A nas universidades | brasil.americaeconomia.com</a></p>
<p>brasil.americaeconomia.com</p>
<p>O estoque de &#8220;munição&#8221; do valente Vice-Presidente José Alencar está diminuindo. Mas ele continua combatendo com toda tenacidade. Admirável! Boa sorte, todos estão torcendo.</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/12/02/jose-alencar-passa-pela-terceira-sessao-de-hemodialise-923169778.asp" target="_blank">José Alencar passa pela terceira sessão de hemodiálise &#8211; O Globo Online</a></p>
<p>oglobo.globo.com</p>
<p>SÃO PAULO &#8211; O vice-presidente da República, José Alencar, passou no começo da tarde desta quinta-feira pela terceira sessão de hemodiálise após ter se submetido a uma cirurgia de desobstrução do intestino, no último sábado.</p>
<p>Quando a coisa aperta, o império capitalista é igualzinho ao império comunista. Tal como a CHINA, os USA bloqueiam o incômodo site do WIKILEAKES e ameaçam seu dono de processo que pode condená-lo à morte. É, todos gatos são pardos &#8230;</p>
<p><a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/governo-americano-avalia-processar-fundador-do-wikileaks" target="_blank">Governo americano pode processar fundador do WikiLeaks &#8211; Internacional &#8211; Notícia &#8211; VEJA.com</a></p>
<p>GERDAU PARTICIPARÁ DO &#8220;NUCLEO DE GESTÃO&#8221; DE DILMA: Excelente escolha. Vitorioso, tem experiência acumulada, maturidade, refinado senso empresarial com visão estratégica, agregará valor ao próximo governo dando-lhe confiabilidade junto ao &#8220;establishment&#8221;, sempre nervoso e inquieto.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/brasil/noticias/gerdau-integrara-nucleo-de-gestao-de-dilma-20101202.html" target="_blank">Gerdau integrará “núcleo de gestão” de Dilma</a>. noticias.r7.com</p>
<p>A formação de uma FORÇA DE PAZ pelo exército para ocupar grandes e perigosas comunidades no Rio ou em outras cidades é uma solução inteligente porque coloca em ação tropas que estavam aquarteladas, ociosas, em benefício da sociedade. PARABÉNS.</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/12/02/exercito-vai-implantar-no-rio-uma-forca-de-paz-nos-moldes-do-haiti-923168817.asp" target="_blank">Exército vai implantar no Rio uma Força de Paz nos moldes do Haiti &#8211; O Globo Online</a></p>
<p>oglobo.globo.com</p>
<p>RIO &#8211; Pela primeira vez na história, o Exército vai montar no país uma Força de Paz nos moldes das operações realizadas no Haiti.</p>
<p>O Brasil é, no grupo dos Bric (com Rússia, China e Índia), o que mais atraiu operações de fusões e aquisições internacionais este ano, refletindo o interesse de companhias globais em assegurar presença no seu mercado.</p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/impresso/cosan/1886/344281/brasil-atrai-metade-de-fusoes-nos-bric" target="_blank">Brasil atrai metade de fusões nos Bric</a></p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/" target="_blank">www.valoronline.com.br</a></p>
<p>O Brasil é, no grupo dos Bric (com Rússia, China e Índia), o que mais atraiu operações de fusões e aquisições internacionais este ano, refletindo o interesse de companhias globais em assegurar presença no seu mercado. As operações que tiveram o Brasil como alvo envolveram US$ 61,1 bilhões</p>
<p>Transnordestina transforma o Nordeste que está dando um salto de desenvolvimento e deixando para trás os índices do &#8220;sul maravilha&#8221;. Uma grande transformação em marcha.</p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/impresso/especial/101/344447/carcara-do-sertao-chega-a-serie-b-do-brasileirao-e-vai-ganhar-espaco-na" target="_blank">&#8220;Carcará do Sertão&#8221; chega à Série B do Brasileirão e vai ganhar espaço na TV</a></p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/" target="_blank">www.valoronline.com.br</a></p>
<p>Além da economia em ebulição, a população de Salgueiro teve outro motivo para celebrar 2010. O time de futebol da cidade, mais conhecido como &#8220;Carcará do Sertão&#8221;, conseguiu acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro do próximo ano, o que significa que terá suas partidas transmitidas para todo o país.</p>
<p>O vazamento de telegramas confidenciais do Departamento de Estado Americano é mais uma etapa patética de um império em crise. Não é bom para ninguém, mas cabe a eles deterem o rumo que a história está tomando.</p>
<p>O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya foi derrubado por um golpe de Estado ilegal e inconstitucional e sua substituição por Roberto Micheletti foi &#8220;ilegítima&#8221;, disse o embaixador dos Estados Unidos no país, Hugo Lloren. OBS até os postes de WALL STREET sabiam disso mas interessava muito ao donos de WALL STREET. Foi um iraquezinho centro americano.</p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/impresso/internacional/99/344395/despacho-americano-relata-ilegalidade-do-golpe-em-honduras" target="_blank">Despacho americano relata ilegalidade do golpe em Honduras</a></p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/" target="_blank">www.valoronline.com.br</a></p>
<p>O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya foi derrubado por um golpe de Estado ilegal e inconstitucional e sua substituição por Roberto Micheletti foi &#8220;ilegítima&#8221;, disse o embaixador dos Estados Unidos no país, Hugo Llorens, em despacho enviado ao então subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental.</p>
<p>PT paulista busca classe média para se refundar: O PSDB se resume a classe média e não consegue romper o cerco. O PT atua de forma bem mais ampla mas não consegue atingir a classe média. Acho que vem briga boa por aí.</p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/impresso/politica/100/344413/pt-paulista-busca-classe-media-para-se-refundar" target="_blank">PT paulista busca classe média para se refundar</a></p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/" target="_blank">www.valoronline.com.br</a></p>
<p>Os 20 milhões de votos recebidos pela candidata do PV a presidente, Marina Silva, causaram uma mudança no discurso que o PT pretende adotar em São Paulo. Em busca de mais votos em 2012 e em 2014, o diretório paulista coloca como prioridade o tema do desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Não pode haver compromisso mais forte com tais objetivos do que a primeira declaração da presidente Dilma Rousseff, logo após ter sido consagrada nas urnas: 1) o povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável; 2) a prioridade será a erradicação da miséria; e 3) zelarei pelo aperfeiçoamento&#8230; de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo</p>
<p>Há um ruído natural no sistema econômico-financeiro criado pelas incertezas que sempre acompanham as sucessões presidenciais. De qualquer forma, elas são menores do que as que nos afligiram nas últimas. Há um sentimento de continuidade sem continuísmo. Ele manterá o país na rota de uma sociedade de mercado</p>
<p>Difícil não haver disputa entre tucanos paulistas e mineiros. Já está voando pena e o Serra arvorando-se no que já não é mais.</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/11/30/aecio-descarta-hipotese-de-disputa-interna-entre-tucanos-de-sp-mg-923153479.asp" target="_blank">Aécio descarta hipótese de disputa interna entre tucanos de SP e MG &#8211; O Globo Online</a></p>
<p>A promoção do juiz federal Fausto Martin De Sanctis ao cargo de desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região vai deixar uma lacuna no combate aos crimes financeiros, informa Flávio Ferreira, repórter de Poder da Folha. OBS: A polêmica sobe para a segunda instância.</p>
<p>A promoção do juiz federal Fausto Martin De Sanctis ao cargo de desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região vai deixar uma lacuna no combate aos crimes financeiros, informa Flávio Ferreira, repórter de Poder da Folha.</p>
<p>Existem dúvidas se o caça francês RAFALE seria a melhor opção mas o assunto já demorou demais e a nossa defesa aérea está em situação dramática. É melhor encerrar logo o assunto seja com qualquer das 3 opções e dar ao Brasil um mínimo de segurança.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/838312-lula-quer-fechar-compra-de-cacas-semana-que-vem.shtml" target="_blank">Lula quer fechar compra de caças semana que vem</a></p>
<p>www1.folha.uol.com.br</p>
<p>O presidente Lula quer resolver a questão da compra dos caças da França na semana que vem. Ele já avisou ao ministro Nelson Jobim (Defesa) que o assunto será debatido entre eles e sua sucessora, Dilma Rousseff, na próxima segunda.</p>
<p>A venda de submarinos franceses para o PAQUISTÃO está envolvo em um mega-escândalo que os bastidores sabiam há anos mas que só agora está vindo a público.</p>
<p><a href="http://www.naval.com.br/blog/2010/11/23/caso-karashi-ex-ministro-frances-confirma-pagamento-de-propina/" target="_blank">Caso Karashi: ex-ministro francês confirma pagamento de propina | Poder Naval &#8211; Marinha de Guerra, T</a></p>
<p><a href="http://www.naval.com.br/" target="_blank">www.naval.com.br</a></p>
<p>Venda de submarinos Agosta para o Paquistão está sob investigação desde 1995.  Mais um escândalo político bate às portas do Palácio do Eliseu.</p>
<p>Governo comprará novo avião Presidencial que desempenhará, também, outras funções na FORÇA AÉREA. A verdade, porém é que o AEROLULA, atualmente usado, foi uma compra desastrada. É um avião totalmente inadequado para as funções.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/838470-nao-tem-por-que-nao-comprar-diz-lula-sobre-aerodilma.shtml" target="_blank">&#8216;Não tem por que não comprar&#8217;, diz Lula sobre Aerodilma</a></p>
<p>www1.folha.uol.com.br</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (30) a compra do Aerodilma. A aquisição do novo avião presidencial, com mais autonomia de voo, já vem sendo estudado pelo Palácio do Planalto, conforme revelou a Folha.</p>
<p>Grande repercussão internacional na impecável operação da polícia do Rio e forças federais que ocuparam uma mega-comunidade com cerca de 400 mil habitantes sem uma única vítima civil, sem bala perdida, sem perda de tempo e com domínio total. Exemplo para todo o país.</p>
<p><a href="http://edition.cnn.com/2010/WORLD/americas/11/30/brazil.rio.violence/index.html" target="_blank">Troops to occupy Brazilian slum</a></p>
<p>edition.cnn.com</p>
<p>The military operation to clear a Rio de Janeiro slum of drug traffickers will effectively turn into an occupation of the area at least through May of next year, according to a top official, the state-run Agencia Brasil news agency reported.</p>
<p>Depois de 30 anos de incompetência, utopias ideológicas, devaneios intelectualóides e corrupção o Rio de Janeiro está se levantando. Chegou o ponto sem retorno. Demorou muito, o estrago foi grande mas ainda dá para ressuscitar!</p>
<p>Franklin Martins precisa ter mais cuidado na defesa de suas idéias para não alimentar as especulações de &#8220;censura à imprensa&#8221;, algo intolerável, o que só dificulta e até inviabiliza qualquer debate. Ele não está sendo suficientemente claro.</p>
<p><a href="http://noticias.uol.com.br/politica/2010/11/25/em-seminario-franklin-martins-defende-refundacao-do-ministerio-das-comunicacoes.jhtm" target="_blank">Em seminário, Franklin Martins defende &#8220;refundação&#8221; do Ministério das Comunicações</a></p>
<p>FHC diz que tucanos não devem pensar em disputas internas de poder OBS: só mudando e ampliando toda cúpula dirigente, sob pena de continuarem os movimentos alienados condenando-nos a não ter oposição minimamente eficiente.</p>
<p>Venda de submarinos franceses ao Paquistão gera mega escândalo envolvendo propinas confessadas por ex-ministro francës. Algo preocupante &#8230;</p>
<p><a href="http://www.naval.com.br/blog/2010/11/23/caso-karashi-ex-ministro-frances-confirma-pagamento-de-propina/" target="_blank">Caso Karashi: ex-ministro francês confirma pagamento de propina | Poder Naval &#8211; Marinha de Guerra, T</a></p>
<p><a href="http://www.naval.com.br/" target="_blank">www.naval.com.br</a></p>
<p>Venda de submarinos Agosta para o Paquistão está sob investigação desde 1995 Mais um escândalo político bate às portas do Palácio do Eliseu. Após</p>
<p>A Economia vem sendo uma fonte  de boas notícias. Temos agora a menor taxa de desemprego da história. O número sem precedentes de gente empregada gera um quadro social auspicioso e produz uma tendência a ser preservada.</p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/online/indicadores/10/341429/taxa-de-desemprego-de-outubro-e-a-menor-da-serie-do-ibge" target="_blank">Taxa de desemprego de outubro é a menor da série do IBGE</a></p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/" target="_blank">www.valoronline.com.br</a></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas teve leve alteração na passagem de setembro para outubro, de 6,2% para 6,1%, a menor leitura já registrada em toda a série da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em março de 2002.</p>
<p>Atuação do Secretário Beltrame na Segurança do Rio de Janeiro é irrepreensível. Trabalho estratégico, com inteligência e planejamento. Depois de décadas de delírios politiqueiros, desfiles bobocas, protestos vazios e demonstrações meramente carnavalescas, soluções objetivas.</p>
<p>Na imprensa mais especializada e segmentada, a reação a equipe econômica nomeada por DILMA foi favorável e absorvida como indicativo de moderação nos gastos de custeio e aumento de investimentos, após um momento de crise mundial.</p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/online/tesouro-nacional/5417/341497/equipe-economica-de-dilma-gerou-sinal-positivo-diz-tesouro" target="_blank">Equipe econômica de Dilma gerou sinal positivo, diz Tesouro</a></p>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/" target="_blank">www.valoronline.com.br</a></p>
<p>BRASÍLIA – O anúncio do tripé da equipe econômica do governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, afetou as taxas dos títulos públicos federais de forma positiva. Segundo o Tesouro Nacional, embora pequeno, houve um movimento de queda dos preços ao fim do dia.</p>
<p>O record no nível de renda dos trabalhadores representa a reversão de uma tendência perversa que nos deixou sem políticas sociais desde a independência, fabricando miséria dia e noite, exceção feita ao perído ditatorial do Estado Novo.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/835973-renda-dos-trabalhadores-cresce-65-e-atinge-maior-marca-da-serie-do-ibge.shtml" target="_blank">Renda dos trabalhadores cresce 6,5% e atinge maior marca da série do IBGE</a></p>
<p>www1.folha.uol.com.br</p>
<p>Estimado em R$ 1.515,40, o rendimento médio dos trabalhadores das seis principais regiões metropolitanas do país atingiu em outubro a maior marca da série histórica do IBGE, iniciada em março de 2002, com crescimento de 6,5% na comparação com o mesmo mês de 2009.</p>
<p>Quando a coisa aperta, o império capitalista é igualzinho ao império comunista. Tal como a CHINA, os USA bloqueiam o incômodo site do WIKILEAKES e ameaçam seu dono de processo que pode condená-lo à morte. É, todos gatos são pardos &#8230;</p>
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<p style="text-align: center;">OS TEXT0S COMPLETOS SEGUEM ABAIXO</p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>PT PAULISTA BUSCA CLASSE MÉDIA PARA SE REFUNDAR.</strong></p>
<p>Ana Paula Grabois e Cristiane Agostine | De São Paulo</p>
<p>Os 20 milhões de votos recebidos pela candidata do PV a presidente, Marina Silva, causaram uma mudança no discurso que o PT pretende adotar em São Paulo. Em busca de mais votos em 2012 e em 2014, o diretório paulista coloca como prioridade o tema do desenvolvimento sustentável, de acordo com documento debatido pelos dirigentes em reunião no sábado.</p>
<p>Por meio da exploração da questão ambiental, o partido pretende se aproximar da classe média mais resistente ao PT e dos jovens. &#8220;Ambiente e juventude têm que ser bandeiras prioritárias para o nosso partido, têm que fazer parte da nossa formulação programática&#8221;, diz um trecho do texto obtido pelo <strong>Valor</strong>.</p>
<p>Parte da direção do PT argumenta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi &#8220;o que mais combateu o desmatamento e o que mais se preocupou com as questões ambientais&#8221;, embora o tema tenha sido identificado com a candidata do PV.</p>
<p>Para os petistas, a presidente eleita Dilma Rousseff terá &#8220;legitimidade&#8221; para defender o assunto. &#8220;Cabe ao PT construir uma agenda que insira como prioridade um modelo de desenvolvimento que busque a sustentabilidade. É prioridade quebrarmos o bloqueio que os setores médios têm em relação ao nosso projeto&#8221;, afirmam.</p>
<p>Outra análise da direção do PT paulista diz respeito aos efeitos negativos do suposto envolvimento da ex-ministra da Civil Erenice Guerra em tráfico de influência. Já frustrada com o escândalo do mensalão, parte dos eleitores de classe média desistiu de Dilma por conta das denúncias e votou em Marina, nulo ou em branco.</p>
<p>&#8220;Os setores médios dialogam conosco, mas tendo as crises políticas de 2005 e 2006 debaixo dos braços. Quando surgiu o caso Erenice, todas as crises enfrentadas pelo nosso partido foram ressuscitadas e a oposição criou o grande fato da conjuntura política eleitoral, gerando o segundo turno da eleição nacional&#8221;, afirma o documento.</p>
<p>A agenda proposta para as próximas eleições inclui demandas da classe média, como segurança pública, criação de emprego de qualidade para quem completou o ensino superior, trânsito e transporte público.</p>
<p>Tanto Dilma quanto o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, perderam dos concorrentes tucanos no Estado. Antes do primeiro turno, Dilma chegou a ter vantagem de cerca de 10 pontos percentuais sobre o candidato do PSDB, José Serra. A presidente eleita chegou ao fim do primeiro turno no Estado com 3,3 pontos percentuais abaixo do tucano, o equivalente a 783 mil votos a menos. No segundo turno, a distância de Serra ampliou-se: o tucano recebeu parte dos votos dados a Marina Silva e ficou com 1,85 milhão de votos a mais que a petista.</p>
<p>O desempenho de Mercadante foi ainda pior. Perdeu já no primeiro turno para Geraldo Alckmin (PSDB), cuja votação superou o petista em 15,4 pontos percentuais, uma diferença de 3,5 milhões de votos.</p>
<p>A legenda defende até a participação dos movimentos populares e sindical na formulação de ações voltadas aos setores médios do eleitorado.</p>
<p>A estratégia do partido, segundo o documento, é preparar-se às eleições municipais de 2012 com esforços na expansão da base de apoio em cidades com mais de 100 mil habitantes. Nesse plano, os petistas consideram fundamental a aliança com o PMDB no Estado, presidido pelo ex-governador Orestes Quércia, opositor ao governo federal. Com apoio do PT, o vice-presidente eleito, Michel Temer, lidera movimento governista dentro do partido e tem negociado a entrada do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).</p>
<p>O PT faz um balanço crítico sobre a demora para a definição do nome que iria disputar o governo paulista em 2010. Mercadante preferia concorrer por mais um mandato no Senado e só foi lançado em meados deste ano, depois de sofrer pressão da direção do partido e do presidente Lula. Agora, a intenção do PT é lançar as pré-candidaturas das eleições de 2012 no fim do ano que vem. O texto vai circular entre os filiados. Em fevereiro, os dirigentes devem aprovar um documento final que irá traçar a estratégia para as próximas eleições.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong>MEDO E PAUL KRUGMAN</strong></p>
<p style="text-align: center;">Uma nota para os ativistas Tea Party: Este não é o filme que você pensa que é. Você deve imaginar que você é protagonista em &#8220;O Nascimento de uma Nação&#8221;, mas na verdade você é apenas figurante em um “remake” de &#8220;Cidadão Kane&#8221;.<br />
 <br />
Fred R. Conrad / The New York Times<br />
Paul Krugman</p>
<p>É verdade, houve algumas mudanças na trama. No original, Kane tentou comprar mais alto cargo político para si próprio. Na nova versão, ele só coloca os políticos em sua folha de pagamento.</p>
<p>Quero dizer que, literalmente. </p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>O moderno conservadorismo americano é, em grande parte, um movimento formado por bilionários e suas contas bancárias, salários e seguros para fidelizar ideologicamente uma parte importante do sistema. Os cientistas dispostos a negar a existência da mudança climática causada pelo homem, os economistas dispostos a declarar que os cortes de impostos para os ricos são essenciais para o crescimento, pensadores estratégicos dispostos a fornecer razões para guerras de escolha, advogados dispostos a prestar as defesas de tortura, todos podem contar com o apoio de uma rede de organizações que podem parecer independentes sobre a superfície, mas são, em grande parte financiado por um punhado de famílias ultra-ricas.</p>
<p>E essas organizações têm fornecido refúgio para figuras políticas conservadores atualmente sem cargos oficiais. Assim, quando o senador Rick Santorum foi derrotado em 2006, ele conseguiu um novo emprego como chefe do programa America&#8217;s Enemies no Comitê de Ética e Políticas Públicas Center, um think tank que tem recebido financiamento de as fontes habituais: os irmãos Koch, a família Coors, e assim por diante.</p>
<p>Agora o Sr. Santorum é um daqueles contribuintes pagos pela Fox contemplando uma corrida presidencial. Qual é a diferença?</p>
<p>Bem, por um lado, a Fox News parece ter decidido que já não precisa de manter qualquer pretensão de ser apartidária.</p>
<p>Ninguém que estava prestando atenção alguma vez duvidou que a Fox é, na realidade, uma parte da máquina política republicana, mas a rede &#8211; com seu slogan de Orwell, &#8220;justo e equilibrado&#8221; &#8211; sempre negou o óbvio. Oficialmente, ela ainda o faz. Mas, contrata os G.O.P. candidatos, enquanto ao mesmo tempo, faz milhões de dólares contribuições para os governadores republicanos na Associação  furiosamente anti-Obama “CAMARA DE COMÉRCIO ESTADOS UNIDOS”. Assim a  News Corporation de Rupert Murdoch, dono da Fox, está sinalizando que já não sente a necessidade de fazer qualquer esforço para manter as aparências.</p>
<p>Outra coisa também mudou: cada vez mais, a Fox News passou de apenas apoiar os candidatos republicanos a ungi-los. Christine O&#8217;Donnell, a vencedora da virada do GOP Senado primária em Delaware, é frequentemente descrita como a candidata do partido de chá (TEA PARTY). Mas dada a publicidade na rede deu a ela, ela poderia muito bem ser descrito como o candidato da Fox News. Enfim, não há muita diferença: o movimento Tea Party deve muito de sua ascensão à cobertura entusiasmada da Fox.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Talvez a coisa mais importante é perceber que, quando bilionários colocam seu poder por trás do da ação da direita, não é apenas sobre a ideologia: é também sobre o negócio. O que os irmãos Koch compraram com seus enormes gastos políticos foi, acima de tudo, a liberdade para poluir. O que o Sr. Murdoch vai adquirir com o seu papel político ampliado é o tipo de influência que permite que seu império de mídia faça as suas próprias regras.</p>
<p>Assim, na Grã-Bretanha, um repórter em um dos jornais de Murdoch, News of the World, foi pego invadindo o correio de voz dos cidadãos proeminentes, incluindo membros da família real. Mas a Scotland Yard mostrou pouco interesse em chegar ao fundo da história. Agora, o editor, que desempenhou esse papel é o chefe de comunicação do governo conservador que está falando de cortar o orçamento da BBC, que compete com a News Corp.</p>
<p>Então, acho que dos contracheques de Sarah Palin e outros são investimentos inteligentes. Afinal, se você é um magnata da mídia, é sempre bom ter amigos em lugares elevados. E os amigos mais confiáveis são os que sabem que devem tudo a você.</p>
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