11 ABR 11
11 de abril de 2011 | Geral
BLOG DO ROMULO – 11 ABRIL 2011
RESUMO DAS MATÉRIAS
Textos completos logo após o resumo
AGONIA DE AGNELLI NA VALE: UM DRAMA DE OPERETA BUFA
Romulo F. Federici
rfederici@rfederici.com.br
Baixaram as cortinas e a estrela do espetáculo de opereta termina abatida no último ato, depois de muito espernear.
(…)
O governo vinha sinalizando, há muito tempo, que queria ver a VALE sofisticando seu trabalho, desenvolvendo produtos mais elaborados, pois entendia que cavar barranco e embarcar minério bruto em navios para o exterior não agregava valor algum, gerava pouco emprego, lucro bom, mas sazonal e mantinha a pauta de exportação em níveis terceiro-mundista.
(…)
No último ato dessa opereta bufa, AGNELLI desceu do pedestal e passou a fazer uma longa peregrinação pedindo socorro a “Deus e todo o mundo”, na área corporativa, na área de governo, no Congresso Nacional, na imprensa, em todo lugar e a todos “jurava” que estava havendo um engano, pois era “parceiro do governo”.
(…)
A revista EXAME, edição de 6 de abril, previu todos perderiam com a saída de AGNELLI, ele próprio, o governo, mais de 4 milhões de acionistas e sobretudo o país.
Não foi bem assim: Não houve convulsão alguma e só AGNELLI perdeu!
(…)
“Roger Agnelli foi destituído do cargo na Vale mas já teria sido sondado por representantes do governo de Minas Gerais, liderado atualmente por Antonio Anastasia, para assumir a presidência da estatal Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) “– controladora da LIGHT do Rio de Janeiro (EXAME.COM e Folha de São Paulo).
Em suma: AGNELLI deixa de lado as explosões das minas de minério para cuidar das explosões dos bueiros da Light no Rio de Janeiro.
É a vida…
(…)
(texto completo abaixo)
DILMA – PONTE PARA A CLASSE MÉDIA
É cada vez mais robusta a observação corrente nos bastidores de que DILMA está construindo, com aparente eficiência, uma ponte para a chamada “CLASSE MÉDIA”, leia-se “CLASSE MÉDIA GENTE FINA” que nunca tolerou o perfil do LULA.
(texto completo abaixo)
OPOSIÇÃO: HÁ LUZ NO FINAL DO TÚNEL
Com seu discurso de malabarista no Senado, Aécio Neves ratificou sua essência política e pegou o bastão de comando do PSDB.
Isto pode significar uma oposição mais inteligente e competente, depois de longos, profundos e ruidosos ajustes.
Será bom para o Brasil e, dada a importância do tema, falaremos sobre isso no próximo BLOG.
GEOPOLÍTICA BRASILEIRA
Um magnífico artigo de OTAVIO FRIAS FILHO, no caderno ILUSTRÍSSIMA da FOLHA DE S.PAULO do último domingo dia 10, vez uma análise geopolítica rara e competente sobre o Brasil e sua inclusão mundial nos próximos anos.
Abaixo alguns trechos do trabalho, cujo inteiro teor está no nosso SITE, opção MIDIA INSTITUCIONAL:
O perfil do Brasil em torno de 2050 deve se delinear a partir de sua tradição diplomática de crescente autonomia em relação às potências hegemônicas, ora deslocadas para o Oriente, projetando-se num cenário geopolítico de consumo exacerbado, alta tecnologia e explosão demográfica que atualiza as teorias de Thomas Malthus.
(…)
A posição do Brasil nesse cenário, com todas as correções que o curso do tempo impuser, será singular. Quarta ou quinta economia do mundo, com um PIB estimado para 2050 em US$ 12 trilhões (seis vezes o atual) e uma população estabilizada em redor de 215 milhões, estará talvez isolado num patamar intermediário entre os gigantes e seus satélites. Será a única potência tropical, a única situada no hemisfério Sul, a única composta por população de maioria miscigenada – e a única, tudo indica, a ter renunciado a armamento nuclear.
(…)
Além disso, a um país sem enfrentamentos graves à vista basta manter-se em condições tecnológicas de vir a desenvolver armas nucleares num lapso de poucos anos, caso isso se mostre inevitável.
Ao irradiar sua presença econômica e influência política pelo mundo, porém, uma potência emergente amplia seus contenciosos e fica mais exposta ao risco de conflitos. Até por isso, deverão ser duas as decorrências prováveis da abstenção nuclear. O Brasil terá de desenvolver recursos militares convencionais a fim de compensar a renúncia e garantir uma capacidade mínima de intimidação.
VAMOS FAZER GUERRA A TODOS ELES?
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
|
A Líbia, por não se mostrar dócil ao colonialismo informal das potências, agora está sendo punida |
“O ESPETÁCULO de mísseis americanos, britânicos e franceses pulverizando países árabes e muçulmanos no meio da noite provoca um pressentimento. Tais aventuras geralmente começaram com boas intenções e um ingênuo excesso de confiança, mas…”
Com essas palavras a “The Economist” iniciou seu editorial de 26 de março. Analisava a nova “guerra humanitária” empreendida pelo Ocidente. E perguntava: “Como terminará ela?”
Eu também não sei, mas estou seguro que nessa aventura não há boas intenções. Não se busca “impedir o massacre de um povo insurgente”, como se alega, mas sim recuperar o domínio sobre um país rico em petróleo e governado por um ditador que é violento e desagradavelmente nacionalista.
(…)
(texto completo abaixo)
FOLHA DE S.PAULO
O despreparo dos pracinhas e do Brasil
JOÃO BARONE
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Ao desprezar a história da FEB na Segunda Guerra, o Brasil seguirá despreparado para assumir seu lugar, seja lá qual for, onde quer que seja |
(texto completo abaixo)
As duas faces do grande desafio
JOSÉ MUJICA
Presidente do Uruguai
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Até mesmo os maiores países de nossa região precisam do peso econômico e político do restante dos países; isso se aplica também ao Brasil |
(texto completo abaixo)
APÓS OS TEXTOS COMPLETOS, “FLASHES DO TWITTER.COM/RFEDERICI”
TEXTOS COMPLETOS
AGONIA DE AGNELLI NA VALE: UM DRAMA DE OPERETA BUFA
Romulo F. Federici
rfederici@rfederici.com.br
As vitórias de Agnelli na Valle:
Baixaram as cortinas e a estrela do espetáculo de opereta termina abatida no último ato, depois de muito espernear.
ROGER AGNELLI, foi nomeado para o cargo de Presidente da VALE por um acordo ente o Conselho, a Mitsui e o governo na época e já estava há quase uma década no comando da VALE. “Adotado” como homem de confiança do BRADESCO, um grande acionista, teve uma excelente “performance” mas, pelo simples “andar da carruagem”, já estava chegando a hora de um rodízio no poder, algo necessário e normal na vida corporativa.
Durante sua gestão, as ações da empresa subiram mais de 1.500% em 10 anos e superaram o desempenho das principais concorrentes, além de ter transformado a VALE numa empresa de nível global.
Fica a impressão de que Roger Agnelli, depois de tanto tempo e tanto sucesso, foi contagiado pelo que os americanos chamam de “SÍNDROME DO PRESIDENTE” que, freqüentemente, acomete os “heads” de grandes corporações. Por esse processo, os CEOs começam a desenvolver um processo psicológico muito complexo que gera uma sensação exacerbada de poder e de invulnerabilidade. Segundo alguns analista, é um verdadeiro processo de auto-deificação, ou seja, a pessoa pensa estar se transformando em um Deus.
O início do fim:
O governo vinha sinalizando, há muito tempo, que queria ver a VALE sofisticando seu trabalho, desenvolvendo produtos mais elaborados, pois entendia que cavar barranco e embarcar minério bruto em navios para o exterior não agregava valor algum, gerava pouco emprego, lucro bom, mas sazonal e mantinha a pauta de exportação em níveis terceiro-mundista.
Na realidade esse padrão gestão trazia alegrias para os chineses, grandes importadores de minérios em bruto, para eles próprios agregarem valor, e para os acionistas porque, com baixo custo de produção, vendia-se uma “commodity” no momento bem valorizada o que resultava em dividendos polpudos. Era uma visão tática, de curto/médio prazo, mas não tinha nada de estratégico.
A ficha custou a cair:
Aliás, o apoio de muitos acionistas alegres com os dividendos recebidos e um apoio cauteloso do BRADESCO parecia ser uma boa base de apoio de AGNELLI que, em função disso, mantinha uma formidável sensação de segurança, a ponto de desafiar, ostensivamente, sinais de descontentamento do governo.
Sentindo-se ignorado e afrontado por um simples executivo de uma empresa na qual tinha interesses estratégicos, o governo começou a apertar o cerco, a exibir seus músculos e a deixar claro que queria discutir com os demais sócios relevantes a substituição de AGNELLI.
O BRADESCO por seu turno, entre estar bem com o governo ou com AGNELLI, escolheu, obviamente o governo e pediu sabonete para começar a “lavar as mãos”…
Daí por diante Governo e BRADESCO começaram a conversar e buscar um consenso. O processo de “fritura” estava em marcha e seus odores já permeavam os ambientes do mundo político e corporativo.
Com a perspicácia anestesiada pela vertigem do poder, a ficha de AGNELLI começou a cair muito tarde e, quando caiu, gerou reações atabalhoadas, uma correria tresloucada para tapar os buracos por onde vazavam suas chances de continuidade à frente da empresa.
Para mostrar empenho em projetos de agregação de valor, reclamado pelo governo, começou a construção de empreendimentos que ficaram na terraplenagem e não foram adiante. Comprou participação minoritária em uma siderúrgica no Rio de Janeiro que já vinha enfrentando um sem número de problemas, além de outros movimentos que mais pareciam jogo de cena para impressionar.
Peregrinação humilhante e o ato final:
No último ato dessa opereta bufa, AGNELLI desceu do pedestal e passou a fazer uma longa peregrinação pedindo socorro a “Deus e todo o mundo”, na área corporativa, na área de governo, no Congresso Nacional, na imprensa, em todo lugar e a todos “jurava” que estava havendo um engano, pois era “parceiro do governo”.
Muito tarde, sua gestão, brilhante e vários aspectos e pífia no relacionamento com o governo, desmentia suas derradeiras “juras de amor” ao importante acionista.
AGNELLI contou com o apoio de certos segmentos da imprensa que passaram a divulgar previsões catastróficas para a VALE no caso da saída de AGNELLI de seu comando.
Aliás, por uma questão de justiça, deve ser lembrado que a imprensa em geral foi prestigiada por AGNELLI durante sua gestão com generosos e freqüentes anúncios.
A revista EXAME, edição de 6 de abril, previu todos perderiam com a saída de AGNELLI, ele próprio, o governo, mais de 4 milhões de acionistas e sobretudo o país.
Não foi bem assim: Não houve convulsão alguma e só AGNELLI perdeu!
AGNELLI foi defenestrado e assumiu seu lugar Murilo Ferreira, ex-presidente da subsidiária da empresa Inco no Canadá.
O processo de escolha foi “soft”, meticuloso e voltado para as características técnicas do novo eleito.
O mercado aceitou muito bem e prova disso foi a declaração de Rodrigo Barros, analista do Deustche Bank que, em manifestação recentemente publicada, viu “a escolha de um executivo com um histórico na indústria de mineração e forte conhecimento das operações da Vale como fator positivo para a companhia”.
As ações da VALE responderam bem na bolsa e tudo voltou ao normal rapidamente.
Perdas e danos:
Ao contrário do que foi previsto na revista EXAME e em diversas outras publicações e manifestações de “especialistas” (sempre eles …), só AGNELLI perdeu e todos os outros continuaram felizes como dissemos anteriormente.
“Roger Agnelli foi destituído do cargo na Vale na última quinta-feira mas já teria sido sondado por representantes do governo de Minas Gerais, liderado atualmente por Antonio Anastasia, para assumir a presidência da estatal Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) “– controladora da LIGHT do Rio de Janeiro (EXAME.COM e Folha de São Paulo).
É um movimento essencialmente político bem mineiro do Senador Aécio Neves devidamente articulado com o Governador Anastasia de Minas Gerais.
Mas indubitavelmente a empresa contará com um executivo muito experiente e gestor talentoso e, agora, depois de tudo o que passou, mais maduro e, principalmente, mais sábio. Como disse um grande empresário, “saber a gente aprende na escola, na academia, é só decorar a liçao. Sabedoria é algo muito mais sofisticado mais complexo, só vivendo e prestando atenção no que a vida ensina”.
Em suma: AGNELLI deixa de lado as explosões das minas de minério para cuidar das explosões dos bueiros da Light no Rio de Janeiro.
É a vida…
DILMA – PONTE PARA A CLASSE MÉDIA
É cada vez mais robusta a observação corrente nos bastidores de que DILMA está construindo, com aparente eficiência, uma ponte para a chamada “CLASSE MÉDIA”, leia-se “CLASSE MÉDIA GENTE FINA” que nunca tolerou o perfil do LULA.
LULA chegou numa sociedade com núcleos elitistas e até preconceituosos como um fenômeno político, com postura de sindicalista operário. Jeitão deselegante, verborrágico, não controlava muito suas palavras, discurso eficiente, mas com erros de concordância, popular e populista comprometia a liturgia do cargo e interagia de maneira desenvolta com as massas, até fisicamente, de igual para igual, pois, freqüentemente se abraçava com as multidões. Até sua despedida foi, literalmente, nos braços do povão.
Apesar disso ou, provavelmente, por causa disso, fez um governo com muitos acertos e alguns erros, mas com um saldo historicamente positivo deixando o país num patamar muito mais elevado do que encontrou.
Por tudo isso, tornou-se “O CARA” nacional e internacionalmente.
Os grandes empresários, nacionais e internacionais, passado o medo inicial que LULA inspirou nos primeiros momentos, passaram de interagir com toda desenvoltura com o governo “lulista” que manteve íntegra a economia de mercado, com intervenções sutis que nenhum dano maior causaram (VALE, por exemplo).
Nem assim grande parte das “madames” e dos “respeitáveis cavalheiros” desses núcleos mais intransigentes da “classe média chic” tolerou, em momento algum, a figura desleixada (mas popularíssima) do Presidente Lula que, para eles, saiu tão detestável quanto entrou.
Como diz um prócer DEMISTA, que muito prezo, “nenhum êxito administrativo é capaz de mudar uma posição política ou postura social”.
Parece que a Presidenta DILMA e/ou o PT entenderam isso e o que temos hoje é uma suprema mandatária mais recatada, com forte viés popular, mas dentro dos limites da liturgia do cargo, com postura profissional e institucionalmente elegante apesar de indiscutível poder de comando.
Apesar de resguardar a essência da política anterior, com ajustes implantados com personalidade, DILMA ROUSSEFF é, em nível pessoal completamente diferente de LULA. Mas foi ele que, com sabedoria, identificou os valores de Presidenta no meio de dúzias de pretendentes ao cargo, pinçou-a e a preparou para assumir a Presidência.
Se fizer um bom governo (o desafio é enorme), a criatura poderá ser maior que o criador.
Assim é a vida.
PS: Sabedoria não se aprende na escola
OPOSIÇÃO: HÁ LUZ NO FINAL DO TÚNEL
Com seu discurso de malabarista no Senado, Aécio Neves ratificou sua essência política e pegou o bastão de comando do PSDB.
Isto pode significar uma oposição mais inteligente e competente, depois de longos, profundos e ruidosos ajustes.
Será bom para o Brasil e, dada a importância do tema, falaremos sobre isso no próximo BLOG.
GEOPOLÍTICA BRASILEIRA
Um magnífico artigo de OTAVIO FRIAS FILHO, no caderno ILUSTRÍSSIMA da FOLHA DE S.PAULO do último domingo dia 10, vez uma análise geopolítica rara e competente sobre o Brasil e sua inclusão mundial nos próximos anos.
Abaixo alguns trechos do trabalho, cujo inteiro teor está no nosso SITE, opção MIDIA INSTITUCIONAL:
O perfil do Brasil em torno de 2050 deve se delinear a partir de sua tradição diplomática de crescente autonomia em relação às potências hegemônicas, ora deslocadas para o Oriente, projetando-se num cenário geopolítico de consumo exacerbado, alta tecnologia e explosão demográfica que atualiza as teorias de Thomas Malthus.
A POLÍTICA EXTERNA brasileira sempre esteve voltada para dois objetivos básicos. Preservar a integridade de um território imenso e mal ocupado. E alcançar algum grau de autonomia perante as potências dominantes em cada época, sucessivamente Grã-Bretanha e Estados Unidos.
Nas três vezes em que o Império do Brasil se afastou dessa orientação essencialmente defensiva e foi à guerra, o motivo foi o Uruguai. Esse brioso país sempre padeceu das ambivalências de território-tampão entre os domínios de Espanha e Portugal, tendo trocado de mãos mais de uma vez. Em 1825-28 e em 1852, o Brasil moveu guerra contra a Confederação que viria a ser a Argentina para impedir que ela se reapoderasse do Uruguai.
O barão do Rio Branco, responsável pela vantajosa delimitação de diversas pendências fronteiriças no longo período em que foi chanceler da República (1903-12). Mas Rio Branco foi também quem fixou a estratégia brasileira perante os Estados Unidos.
NACIONALISMO Na década de 1930, período de exacerbação nacionalista no mundo inteiro, o Brasil adotou uma política deliberadamente ambígua em suas relações com os Estados Unidos e a Alemanha, que rivalizavam pela supremacia econômica e militar. Getúlio Vargas tergiversou, procurando tirar proveito prático da conjuntura, indeciso diante dos pratos da balança, enquanto se precipitava o confronto que levaria à Segunda Guerra Mundial (1939-45).
Mesmo na época da ditadura militar (1964-85), que, por sua natureza anticomunista, acentuava a posição brasileira de aliança subalterna em relação aos Estados Unidos, ocorreram desavenças, sobretudo no governo Geisel (1974-79), a propósito das pressões americanas contra o acordo nuclear Brasil-Alemanha, acompanhadas de interpelações quanto a violações de direitos humanos no Brasil.
(…)
A soberania do Estado decerto será mais limitada que hoje em relação a acordos e sanções internacionais. A opinião pública internacional será mais influente.
A tônica da política externa tem sido desde então pressionar por relações internacionais mais equitativas e pela ampliação do centro decisório mundial, de maneira mais discreta no período Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e mais desenvolta, com resquícios de nostalgia ideológica, na gestão Luiz Inácio Lula da Silva (2003-10).
Em termos de evolução geopolítica, o processo decisivo será a transferência, que já teve início, do centro de gravidade mundial do Ocidente para o Oriente. Em meados do século, as duas maiores economias do mundo deverão ser China e Índia (cada uma delas detendo, então, segundo as projeções disponíveis, pelo menos o equivalente a todo o produto mundial de hoje, cerca de US$ 60 trilhões). Terão suplantado por larga margem os Estados Unidos e a União Europeia, cujas economias somadas atingiriam quando muito, por volta de 2050, a mesma cifra.
A posição do Brasil nesse cenário, com todas as correções que o curso do tempo impuser, será singular. Quarta ou quinta economia do mundo, com um PIB estimado para 2050 em US$ 12 trilhões (seis vezes o atual) e uma população estabilizada em redor de 215 milhões, estará talvez isolado num patamar intermediário entre os gigantes e seus satélites. Será a única potência tropical, a única situada no hemisfério Sul, a única composta por população de maioria miscigenada – e a única, tudo indica, a ter renunciado a armamento nuclear.
De um ponto de vista menos remoto, voltado aos próximos dez ou quinze anos, o mais provável é que convenha ao Brasil perseguir uma política de ativa equidistância diante da polarização entre China e Estados Unidos, a exemplo do que procurou fazer em situações análogas no passado, e, ao mesmo tempo, persistir nos esforços em prol de alguma democratização negociada do poder mundial.
PROBLEMAS Mas outros problemas começarão a surgir. A força gravitacional da economia brasileira deverá atrair, por exemplo, ondas maciças de imigrantes, agora originários de países africanos e latino-americanos.
Além disso, a um país sem enfrentamentos graves à vista basta manter-se em condições tecnológicas de vir a desenvolver armas nucleares num lapso de poucos anos, caso isso se mostre inevitável.
Ao irradiar sua presença econômica e influência política pelo mundo, porém, uma potência emergente amplia seus contenciosos e fica mais exposta ao risco de conflitos. Até por isso, deverão ser duas as decorrências prováveis da abstenção nuclear. O Brasil terá de desenvolver recursos militares convencionais a fim de compensar a renúncia e garantir uma capacidade mínima de intimidação.
Ao irradiar sua presença econômica e influência política pelo mundo, porém, uma potência emergente amplia seus contenciosos e fica mais exposta ao risco de conflitos. Até por isso, deverão ser duas as decorrências prováveis da abstenção nuclear. O Brasil terá de desenvolver recursos militares convencionais a fim de compensar a renúncia e garantir uma capacidade mínima de intimidação.
(veja texto completo no SITE www.rfederici.com.br, opção MIDIA INSTITUCIONAL)
| São Paulo, domingo, 10 de abril de 2011 |
| VAMOS FAZER GUERRA A TODOS ELES? LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
“O ESPETÁCULO de mísseis americanos, britânicos e franceses pulverizando países árabes e muçulmanos no meio da noite provoca um pressentimento. Tais aventuras geralmente começaram com boas intenções e um ingênuo excesso de confiança, mas…” |
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TENDÊNCIAS/DEBATESO despreparo dos pracinhas e do Brasil JOÃO BARONE
Entre os conhecedores da incrível saga que foi a participação do Brasil na Segunda Guerra, existe uma história que é exemplo dos muitos paradoxos que envolvem o tema. Quando os ex-combatentes eram abordados por jornalistas ou documentaristas buscando algum fato sobre a participação do Brasil na guerra, começavam a entrevista com uma pergunta ao entrevistador: “Mas o senhor vai falar bem ou vai falar mal da FEB?”. Para o público em geral, o mesmo artigo deixou dúvidas se o esforço empreendido para essa façanha valeu ou não. Por outro lado, serviu para tirar da toca aqueles que, como eu, acreditam que esse esforço não foi em vão. Longe de qualquer tentativa ufanista de enaltecer a participação do Brasil na Segunda Guerra, é preciso entender aquela época, avaliar o que aconteceu, como a parceria Vargas-Roosevelt, os torpedeamentos dos navios brasileiros pelos nazistas e a tentativa de incluir o Brasil no bonde da modernidade, no momento em que se desenhava a ONU e uma nova ordem mundial. Pano rápido. Durante seus oito anos de mandato, o ex-presidente Lula esteve por diversas vezes na Itália e não se preocupou em visitar uma única vez o solene Monumento Votivo na cidade de Pistoia, que foi erigido em honra aos 470 brasileiros que morreram em combate na guerra. Isso retrata bem o desconhecimento que o brasileiro comum tem dessa passagem importante da nossa história. Meu pai, que foi um dos 25 mil pracinhas, pouco falava sobre seus dias no front. Os que lutaram preferiram esquecer. Nós é que não podemos nos esquecer, pois seria invalidar esse esforço. Se foram vítimas da política, dos interesses econômicos, se estavam despreparados, pouco importa. O Brasil lutou. Se foi preciso ou não, podemos discutir isso até hoje, à luz da democracia, que inclusive voltou ao Brasil depois da guerra. O fato é que lutamos. Muitos países que lutaram contra a tirania nazista estavam despreparados. Mas o Brasil foi lá, cruzou o Atlântico, numa verdadeira epopeia, tentando entrar a fórceps na modernidade. Só isso já seria motivo para entender o que aconteceu e validar o sacrifício de quem esteve sob fogo de metralhas e canhões nazistas. JOÃO BARONE baterista da banda “Os Paralamas do Sucesso”, produziu o documentário “Um Brasileiro no Dia D” e prepara um documentário e um livro sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra.Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br |
| São Paulo, domingo, 10 de abril de 2011 |
| TENDÊNCIAS/DEBATES
As duas faces do grande desafio JOSÉ MUJICA
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Romulo F. Federici
@rfederici BRAZIL-RIO/S.PAULO/BRASILIA
Public Business and Political advisor.Business to business advisor. Lawyer with administration and administrative specialization.
rfederici Romulo F. Federici
Vizinhos pedem paz e pintam de branco muro da casa da família de atirador em Realengo@UOLNoticias.MAIS UM EXEMPLO DIGNO DO POVO MAIS SIMPLES
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rfederici Romulo F. Federici
Fugindo da crise, portugueses engrossam onda migratória para o Brasil ‘aquecido’ #UOL. SERÃO MELHOR TRATADOS DO QUE OS BRASILEIROS FORAM LÁ
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rfederici Romulo F. Federici
A Líbia, por não se mostrar dócil ao colonialismo informal das potências, agora está sendo punida (Bresser Pereira)-VALE LEITURA FOLHA DE SP
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rfederici Romulo F. Federici
Preço do álcool começa a cair nos postos de SP #folha. Produção do alcool, desregulamentada prioriza interesse dos usineiros.
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rfederici Romulo F. Federici
Governo do IEMEM, protegido dos USA, pode continuar matando à vontade “civis inocentes” porque é um lugar miserável, acossado por BIN LADEN
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rfederici Romulo F. Federici
Guerra Libia é tribal. Tribos do leste contra tribos do oeste. Kadaffi c/toda sua loucura controlava isso.Agora caminhamos p/um impasse/caos
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rfederici Romulo F. Federici
Ditadura Síria convém a ISRAEL,USA,establishment mundial em geral. Governo pode matar à vontade que ninguém vai socorrer “vitimas inocentes”
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rfederici Romulo F. Federici
Disparos das forças de segurança matam 10 durante protesto na Síria #UOL: Lá nem a ONU nem os USA se metem. País forte mas sem petróleol
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rfederici Romulo F. Federici
FINALMENTE PORTUGAL AJOELHOU-SE. Afogado em dívidas e com poucas possibilidades de produzir riquezas o país caiu na real, com sua realidade.
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rfederici Romulo F. Federici
Tragédias mostradas em detalhes na televisão e imprensa em geral inspiram mentes doentes a repetirem os atos alucinados. Vale uma reflexão.
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rfederici Romulo F. Federici
Tragédia em Escola no Rio é mostra dramática da importação de loucuras de outros países. Mostra a vulnerabilidade das mentes adolescentes.
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rfederici Romulo F. Federici
Se Usina Belo Monte não sair chamem Pagés das tribos reclamantes para gerarem energia qdo vier o apagão !
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rfederici Romulo F. Federici
Kassab afirma que não se ‘sentiria à vontade’ na base governista #folha. CONVERSA, NÃO VAI BATER DE FRENTE COM GOVERNO. ACOMODA-SE NA “MOITA
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rfederici Romulo F. Federici
Dilma indica Wagner Bittencourt para a Aviação Civil http: #UOL. O nome é bem conceituado mas vai ter da apresentar serviço e rápido.
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rfederici Romulo F. Federici
Pedido de OEA sobre Belo Monte irrita diplomacia brasileira #folha. Se moda pega, vamos ter de “pedir benção” p/ tudo. Mente ociosa é assim.
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rfederici Romulo F. Federici
Ambientalistas procuram consenso na Câmara e organizam manifestação contra Código Florestal #UOL.É briga de ruralistas contra ambientalistas
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rfederici Romulo F. Federici
STJ anula provas obtidas pela PF na Operação Castelo de Areia- via @estadao. Tem momentos que a lei parece conspirar, mas melhor com ela.
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rfederici Romulo F. Federici
Em discurso a generais, Dilma diz que Brasil ‘corrigiu seus caminhos’ #folha.Foi um bom discurso. Falta, agora, dar meios às Forças Armadas.
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rfederici Romulo F. Federici
O processo do mensalão (que sempre existiu), tem muita coisa política mas também muita coisa a ser examinada cuidadosamente pela Justiça.
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rfederici Romulo F. Federici
Máfia da merenda’ pagou propina em 57 prefeituras e 2 governos estaduais via @estadao – ROUBO NA MERENDA ESCOLAR deveria ter pena em dobro
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rfederici Romulo F. Federici
Procon vai autuar TAM por “assento-conforto” Via @estadao-MUITA CARA DE PAU COBRAR PELO QUE DEVERIA SER PADRÃO. CAPITALISMO VORAZ DEPLORÁVEL
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rfederici Romulo F. Federici
A ELEVAÇÃO DO RATING FITCH DO BRASIL C/ PERSPECTIVA ESTÁVEL joga um balde de água fria na discussão sobre a estabilidade de nossa economia.
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rfederici Romulo F. Federici
Fitch eleva ratings do Brasil p/ BBB, com perspectiva estável: via @estadao. ESTÁ FICANDO CADA VEZ MAIS DIFÍCIL SER OPOSIÇÃO …
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rfederici Romulo F. Federici
Murilo Ferreira o substituto de Agnelli na Vale http: AGNELLI NÃO ENTENDEU O “ESPIRITO DA COISA”; ficar cavando barranco não agregava valor
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rfederici Romulo F. Federici
OEA solicita suspensão imediata de Belo Monte-UOL:USINA BELO MONTE É ESSENCIAL p/ viabilizar futuro energético do país.OEA faz diletantismo.
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rfederici Romulo F. Federici
Procuradoria quer devolução de passaportes de parentes de Lula #folha. OK, mas os procuradores não têm coisa mais importantes p/ fazer?
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rfederici Romulo F. Federici
Fitch rebaixa em três degraus nota de crédito de Portugal //www.folha.com. PORTUGAL INDO DE LADEIRA ABAIXO; JÁ ESTÁ PEDINDO AJUDA AO BRASIL
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rfederici Romulo F. Federici
Presidente da CNI defende “medidas urgentes” para conter dólar #folha. OK MEU SENHOR, O MUNDO BUSCA A SOLUÇÃO. DIGA-NOS COMO FAZER ISSO!!
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rfederici Romulo F. Federici
Gente da ONU morrendo no Afeganistão e eles ainda inventam guerra na LÍBIA via OTAN por puro interesse petrolífero. Vai morrer mais gente lá
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rfederici Romulo F. Federici
Pior coisa p/ operário contratado p/ trabalhar nos confins da amazônia é chegar ao canteiro de obras e ver várias promessas não cumpridas.
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rfederici Romulo F. Federici
BARRAGENS E MEGA CONSTRUÇÕES – Contratação de operários por “gatos”, preços extorsivos nas cantinas, ritimo alucinante de trabalho, isolamento = Nitroclicerina pura
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rfederici Romulo F. Federici
As “revoluções” nos canteiros das grandes obras revelam que grandes empreiteira precisam entrar no século XXI em termos de RH.
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rfederici Romulo F. Federici
Dilma supera Lula e FHC em aprovação de início de governo,diz CNI/Ibope #UOL.FICA CADA VEZ MAIS DIFÍCIL P/ A OPOSIÇÃO
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rfederici Romulo F. Federici
Embraer disputa com Odebrecht a liderança no mercado de defesa – http://bit.ly/f1P52f. MERCADO DE DEFESA passou a ser coisa de gente grande!




