PRESIDENTE DILMA: APERTE O CINTO PORQUE VEM CHUMBO GROSSO.

 

Romulo F. Federici

rfederici@rfederici.com.br

 

A PRESIDENTE DILMA tem de se conscientizar que para os conservadores mais radicais pouco importa se as coisas estarão evoluindo bem e de forma tranqüila, pois estão absolutamente focados na recuperação do poder para voltarem a conduzir os destinos do país.

Quando a briga é o poder pelo poder, não tem acordo.

Enfrentar e conviver com oposição não é drama algum para qualquer governo democrático que se preze… ou melhor, depende dos fundamentos dessa oposição.

No Brasil temos um quadro oposicionista muito específico, que passa despercebido ou é deliberadamente ignorado pela grande maioria dos analistas.

Para melhor contextualizar precisamos retroceder no tempo e voltar à eleição do Presidente Lula, quando participei de entendimentos entre núcleos empresariais e representantes do novo governo eleito.

Naquela oportunidade, ficou evidente que a elite social e do capital, hoje mais consciente e aberta, começava a se dividir entre grupos mais “progressistas” e os mais “conservadores”, isso numa colocação mais simplista, apenas para facilitar a análise.

Os primeiros anotavam cuidadosamente todos os detalhes dos entendimentos com os futuros governantes e viam pontos favoráveis e oportunidades que poderiam viabilizar o relacionamento entre o capital e o poder, sem grandes traumas.

Já os mais “conservadores” entraram em verdadeiro estado de catalepsia, endurecendo a postura sem vislumbrar qualquer esperança de interação com os novos detentores do poder.

De maneira pessimista, viam no novo governo o momento em que perdiam o poder e, conseqüentemente, o controle do país em prejuízo de interesses enormes e históricos.

A oposição política, essencialmente representante do capital menos flexível, já era vigorosamente apoiada pela grande imprensa, esta controlada por poucos grupos. Era uma oposição mais estruturada, mais forte e mais radical.

Esse núcleo de oposição, constituído pela banda dura do capital, imprensa e partidos políticos (PSDB, DEM e arredores), concluiu que a única estratégia viável, para mudar o estado de coisas trazido pelo governo LULA, seria inviabilizá-lo definitivamente, de preferência através de um processo de “impeachment”. Tudo passou a ser tratado de maneira fechadíssima e se aguardava apenas a construção de um pretexto suficientemente vistoso para diminuir as resistências.

Não foi fácil: o governo LULA começou podando excessos das áreas mais à esquerda e passou a produzir um governo “progressista”, com foco social sem afrontar interesses fundamentais do capital. O governo ficava cada vez mais bem absorvido por grande parte do “establishment”, dificultando os planos dos opositores mais radicais.

A oportunidade surgiu quando JOSÉ DIRCEU errou na condução do relacionamento com o CONGRESSO NACIONAL, reeditando, em parte, os erros de COLLOR que, por seu turno, acabou apeado do poder num processo de “impeachment”.

Aos parlamentares oposicionistas “duros” juntaram-se os oportunistas que foram maltratados por DIRCEU, foram buscar o pretexto e acharam: ressuscitaram o tema do MENSALÃO com base na prática secular de se manter votos parlamentares em troca de favores.

DIRCEU caiu o LULA quase foi de roldão.

O PRESIDENTE só não foi defenestrado porque, segundo análise de caciques do DEM, na época um partido relevante, não havia o menor apoio popular à medida, deixando-os sem poder concluir o projeto. “Se “impeacharmos” o Presidente agora, quem será “impeachado” seremos nós” disseram-me.

Não houve a saída do Presidente, mas os danos ao governo foram muito graves e sentidos até hoje.

E o que isto tem a ver com a PRESIDENTE DILMA?

Tudo, simplesmente tudo.

Subsistem, ainda, alguns dos pressupostos que motivaram o “quase-impeachment” de Lula, de maneira atenuada, mas ainda perigosa.

Convenhamos, em primeiro lugar, que grande parte da elite social e produtiva do Brasil já percebeu e se conscientizou de que o governo que está terminando promoveu um grande resgate das prioridades sociais, secularmente negligenciadas, mantendo, ao mesmo tempo, um bom nível de relacionamento com o capital, como, aliás, deveria ser mesmo. E isto está sendo conveniente para todos.

Mas, mesmo um tanto debilitados, boa parte os “falcões” ainda sobrevivem e não abriram mão do seu projeto maior, recuperar o poder o que, ao fim e ao cabo, é o alvo final da política. Na realidade convenhamos que é difícil de assimilar a possibilidade de ficar mais 4, 8 ou até 12 anos fora do poder o que significaria toda uma geração de políticos passando a vida como meros coadjuvantes sem nunca haver comandado.

Os recursos disponíveis para esse projeto de recuperação de poder são, hoje, menores porque a maior parte do capital está interagindo bem com o “establishment” governamental, estão todos, comércio, indústria e serviços, faturando bem e, além disso,  80% da sociedade apóia o governo e os projetos macro atendem à nova realidade em que o país foi inserido.

Em contrapartida o moribundo DEM foi substituído por um PSDB mais radical e muito mais à direita, a grande imprensa agrupou-se numa oposição sistemática e grande parte da classe média ainda vê “fantasmas” no governo que termina e no que vai começar. Mal pude conter o riso quanto alguém me perguntou por estes dias se no novo governo “não haveria o risco de uma revolução bolchevique” (!!!)

Na falta de grandes erros do governo, os oposicionista continuarão, no dia a dia, com as criticas a temas pontuais e, ao mesmo tempo, manterão ativa a costura de algo que em momento oportuno possa regatar a idéia e os movimentos para uma mudança de poder.

Portanto, a PRESIDENTE DILMA tem de se conscientizar que para os conservadores mais radicais pouco importa se as coisas estarão evoluindo bem e de forma tranqüila, pois estão absolutamente focados na recuperação do poder para voltarem a conduzir os destinos do país. É questão de sobrevivência política.

É aí que a composição do governo é relevante para se obter apoio parlamentar, o equilíbrio na condução das ações de governo essencial, principalmente na área econômica, o extremo cuidado com a gestão pública, afastando possibilidade de denúncias escandalosas, além da imperiosa necessidade de neutralização de eventuais recaídas espasmódicas das esquerdas mais empedernidas.

Sem isso o governo será muito vulnerável, pois, quando a briga é o poder pelo poder, não tem acordo.

DEIXE SEU COMENTÁRIO NO ESPAÇO PRÓPRIO DO BLOG OU ENVIE AO EMAIL rfederici@rfederici.com.br – publicaremos.

 

Quando a coisa aperta, o império capitalista é igualzinho ao império comunista. Tal como a CHINA, os USA bloqueiam o incômodo site do WIKILEAKES e ameaçam seu dono de processo que pode condená-lo à morte. É, todos os gatos são pardos…

COMO INTERAGIR COM O FUTURO GOVERNO DILMA ROUSSEFF?

Estamos observando e conversando com os movimentos de construção do próximo governo para identificar seu perfil detalhado e a maneira com que o setor privado deverá interagir com o novo CONGRESSO e GOVERNO, em todas suas áreas.

Oportunamente voltaremos a tratar do assunto de maneira conclusiva.

 

 

 

 

COMPLEXO DO ALEMÃO: SOMOS TODOS CULPADOS

A polícia do Rio de Janeiro, civil e militar, apoiada pela forças armadas, deu um exemplo sem precedentes de competência profissional, capacidade de planejamento e execução cuidadosa e eficiente.

Antes de tudo, tem de ser registrado que o Secretário de Segurança carioca, JOSÉ MARIANO BELTRAME é, destacadamente, o mais competente do país neste momento.

Oriundo da Polícia Federal, tem uma vida pautada em estudos e projetos de cunho estratégico e de alta inteligência, o que  transferiu à sua gestão um nível imprescindível de sofisticação e “up grade” de processos.

O Rio deixou para trás uma cultura tosca de polícia, baseada, apenas, em rádio-patrulha, policiais brincando de “gato e rato” com bandidos pelas ruas e incursões eventuais e destrambelhadas em favelas, com mais vítimas de balas perdidas do que facínoras neutralizados e presos.

A população do Rio percebe ações de estado-maior, planejadas, com resultados palpáveis e poucos danos colaterais. O mais extraordinário é que passou a ter mais confiança nas polícias, mesmo mantendo o inevitável estado de atenção.

O complexo do Alemão reúne um conjunto de favelas com cerca de 400 mil habitantes, maior, portanto, que boa parte das cidades brasileiras.

Pois bem, essa área que estava guardada por centenas de traficantes fortemente armados, foi invadida, ocupada, “soldados do tráfico” colocados em fuga frenética, mais de 50 toneladas de drogas apreendidas e ainda em processo de apreensão, centenas de suspeitos presos, busca em casa por casa e a comunidade já experimentando uma normalidade que não conhecia.

Tudo isso sem nenhum inocente vítima de bala perdida e poucas reclamações.

Dito isso, inevitável constatar que esta ação, assim como outras anteriores e as que virão, é conseqüência de mais de um século de total descaso com os temas e agendas sociais e que gerou, em nosso país, uma das piores distribuições de renda do mundo e, conseqüentemente, uma população predominantemente miserável ou pobre, a qual só nos últimos anos começou a ser resgatada.

Nós, sociedade brasileira, assistimos impávidos, o crescimento tentacular das favelas nas principais cidades sem que, em nenhum momento, isto nos incomodasse a ponto de nos despertar para o problema e suas soluções. O COMPLEXO DO ALEMÃO cresceu, a FAVELA DA ROCINHA subiu o morro e passou a ocupar a Gávea, bairro chique do Rio, a favela de HELIÓPOLIS transformou-se em uma cidade dentro da cidade de S. Paulo onde todas as áreas de suas represas, os mananciais da cidade, foram ocupadas por favelas paupérrimas.

Isso só para citar uma pequena fração do problema que alcança, escandalosamente, nível nacional.

Tudo isso sob o olhar indiferente de nós, a sociedade, que preferiu deixar o problema crescer a ter de investir em soluções decentes.

No Rio de Janeiro, especificamente, além desse descaso crônico, com raízes culturais, houve nos últimos 30 anos, uma sucessão de governos corruptos, incompetentes, alienados por utopias políticas que destroçaram a cidade e o estado. Bastou um governo como atual que, pelo menos, faz o dever de casa, dentro de padrões aceitáveis, para o vigor do estado e da cidade ressurgir rapidamente.

Teremos agora de lidar com a alienação de alguns, mas não poucos sociólogos, magistrados, membros do ministério público, professores e palpiteiros em geral que se dedicam a defender os direitos humanos dos bandidos, dando-lhes, inclusive, liberdade prematura. Já produziram muito mal para o Rio de Janeiro, estão no momento da defensiva, mas retornarão logo para exercer seu diletantismo com grande poder de destruição.

O Brasil precisa repensar sua legislação, sua cultura e sua política de segurança pública que precisa deixar de ser manancial de vaidades acadêmicas para se constituir em ferramenta de defesa do cidadão e da sociedade como um todo.

Vamos estar preparados para nos defendermos dessa fauna.

José Mariano Beltrame

Secretário de Segurança do Rio de Janeiro

Vida e Formação profissional

Beltrame nasceu em uma família de descendência italiana. Ele é Formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em Administração de Empresas e Administração Pública pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Especializou-se em Inteligência Estratégica na Universidade Salgado de Oliveira e na Escola Superior de Guerra. Fez curso de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública e de Análise de Dados de Inteligência Policial, Sistema Guardião.

Vida Pública

Ingressou no Departamento de Polícia Federal no ano de 1981 como agente, principalmente, na área de repressão a entorpecentes. Exerceu funções no setor de inteligência, combatendo o crime organizado em vários Estados brasileiros. Ministrou aulas e palestras no Curso de Pós-graduação em Inteligência e Segurança Pública da Universidade Federal do Mato Grosso. Na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, como delegado de Polícia Federal, foi coordenador da Missão Suporte, chefe do Serviço de Inteligência e da Interpol[1].

Grandes Projetos

Foi um dos idealizadores do projeto Unidade de Polícia Pacificadora, as UPPs, aplicadas no estado do Rio de Janeiro e com possível expansão para o estado de Pernambuco, São Paulo e outros. Em novembro de 2010 foi um dos principais articuladores da operação de tomadas das favelas da vila cruzeiro e na sequência, da invasão do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro. Nesta operação foi realizado a apreensão de mais de 42 toneladas de maconha, 330 kg de cocaína, crack, armamentos pesados, grande quantidade de munições, carros e motos, além da desarticulação no tráfico de drogas com a prisão de diversos chefes do narcotráfico.

(Wikipédia)

DEIXE SEU COMENTÁRIO NO ESPAÇO PRÓPRIO DO BLOG OU ENVIE AO EMAIL rfederici@rfederici.com.br – publicaremos

 

 

.

LULA AVISA: VEM AÍ O DEBATE SOBRE MÍDIA.

 

Reproduzo matéria publicada no Blog do Planalto:

Os ativistas da comunicação no Brasil devem se preparar para um importante debate que vai ganhar corpo a partir do ano que vem: a mudança na regulação dos meios de comunicação do País. O alerta foi dado pelo presidente Lula nesta quinta-feira (2/12) no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) em entrevista coletiva a oito rádios comunitárias. Segundo informou, o Ministério das Comunicações do governo Dilma Rousseff vai priorizar esse debate, com ampla participação da sociedade, porque a legislação brasileira é ultrapassada e não reflete o mundo altamente tecnológico e conectado à internet que temos hoje. A discussão está na mesa:

NOSSO COMENTÁRIO:

A grande mídia no Brasil, escrita, televisada e falada, cometeu um erro estratégico embalado por décadas de conforto e afinação com governos e o “establishment” em geral.

Com os governos, sempre conseguiu um “modus operandi” interessante para ambas as partes até que, neste governo, a coisa não funcionou.

As facilidades encontradas até então provocaram o gigantismo de umas poucas organizações midiáticas que concentraram, fortemente, o poder da informação.

A concentração foi regional também porque tudo, hoje em dia, está concentrado no eixo RIO-S.PAULO que controla o fluxo de informações para todo o país, pasteurizando o processo e eliminando os esforços locais de dispor de mídias regionais.

Pior, sem conseguir um bom entrosamento com o atual governo, manteve-se inflexível e partiu para uma oposição radical, incessante, sem equilíbrio e sem trégua. O tiro saiu pela culatra!

Foi encorpada uma idéia de “regulação” da mídia que, felizmente, não se atreverá a interferir no CONTEÚDO, algo impensável e inaceitável.

Poderá haver, isto sim, uma regulamentação amplamente discutida, para corrigir as distorções hoje existentes na opinião das fontes governamentais e de vários analistas. Vai dar muito “pano para manga”, muitos debates, muitos encontros e desencontros tudo num processo que promete ser longo e difícil.

O foco principal deverá ser a “democratização” e “regionalização” das empresas de mídia, ampliando o mercado para outros “players” e desconcentrando o controle da informação.

De qualquer maneira será um processo a ser acompanhado com muita atenção e muito cuidado para não se transformar, simplesmente, em revide do governo à uma imprensa essencialmente oposicionista, algo inaceitável.

A eliminação de pontos oligopolizados da imprensa sim, controle dos conteúdos, jamais.

TEXTO COMPLETO ABAIXO

DEIXE SEU COMENTÁRIO NO ESPAÇO PRÓPRIO DO BLOG OU ENVIE AO EMAIL rfederici@rfederici.com.br publicaremos.

 

.

 

PT PAULISTA BUSCA CLASSE MÉDIA PARA SE REFUNDAR.

 

Ana Paula Grabois e Cristiane Agostine | De São Paulo

30/11/2010

(…)

Por meio da exploração da questão ambiental, o partido pretende se aproximar da classe média mais resistente ao PT e dos jovens. “Ambiente e juventude têm que ser bandeiras prioritárias para o nosso partido, têm que fazer parte da nossa formulação programática”, diz um trecho do texto obtido pelo Valor.

Parte da direção do PT argumenta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi “o que mais combateu o desmatamento e o que mais se preocupou com as questões ambientais”, embora o tema tenha sido identificado com a candidata do PV.

Para os petistas, a presidente eleita Dilma Rousseff terá “legitimidade” para defender o assunto. “Cabe ao PT construir uma agenda que insira como prioridade um modelo de desenvolvimento que busque a sustentabilidade. É prioridade quebrarmos o bloqueio que os setores médios têm em relação ao nosso projeto”, afirmam.

A agenda proposta para as próximas eleições inclui demandas da classe média, como segurança pública, criação de emprego de qualidade para quem completou o ensino superior, trânsito e transporte público.

TEXTO COMPLETO ABAIXO

NOSSO COMENTÁRIO:

A reaproximação do PT com a classe média não é tarefa tão fácil e vai requerer muita análise, pesquisa e ações bem calibradas e direcionadas.

Na verdade o PT fez um movimento de atuação abrangente de forte conteúdo social, procurando priorizar o atendimento à grande massa mais carente, aliás com um bom resultado.

Para garantir a estabilidade dessa sua política, procurou um bom entrosamento com o grande capital para livrar-se do estigma de “socialista” estatizante em detrimento da iniciativa privada. Também com bom resultado.

O mérito estratégico desses movimentos foi a ocupação de maiores espaços do leque social e do cenário político, o que vem lhe valendo grandes percentuais de votação em nível nacional e suporte político, principalmente no novo CONGRESSO NACIONAL recém eleito.

No entanto não houve uma dedicação à chamada “classe média” cujo espaço foi ocupado pelo PSDB, carregando na mochila os restos esfarelados do DEM. É bom que se diga que estamos falando da chamada “classe média clássica”, aquela oriunda da elite da geração anterior e que dela herdou uma cultura fortemente conservadora e elitista.

Isto porque parte expressiva da “classe média emergente” já é mais amigável com o perfil do PT, pelo menos não mantém contra o partido os preconceitos cevados no ambiente mais clássico.

Ocorre que o reduto da “classe média”, quase a totalidade da banda “clássica” como parte da banda “emergente” foi ocupado pelo PSDB que ali identificou o último espaço disponível para ser ocupado num processo também de reorganização.  Aliás, próceres tucanos afirmam que “o partido se transformou em um partido de classe média e não sabe sair dessa armadilha”.

Bem, os velhos tucanos paulistas podem não saber sair da armadilha, mas as forças que vêm aí descendo das montanhas mineiras, comandadas por Aécio Neves e os mais jovens do partido prometem uma reviravolta.

Parece estar se aproximando a hora em que o PSDB mergulhará num processo de renovação de lideranças e de modernização ideológica, resgatando seu discurso social democrata e  seu passado, o que o tornará mais forte.

Resumo, o embate entre o PT que quer conquistar a classe média e o PSDB que quer manter seu último reduto promete grandes e ruidosas batalhas.

Não vai ser fácil para nenhum dos dois lados.

TEXTO COMPLETO ABAIXO

DEIXE SEU COMENTÁRIO NO ESPAÇO PRÓPRIO DO BLOG OU ENVIE AO EMAIL rfederici@rfederici.com.br publicaremos

 

 

Sara Palin, musa dos conservadores americanos

O MODERNO CONSERVADORISMO AMERICANO

Fred R. Conrad / The New York Times
Paul Krugman

O moderno conservadorismo americano é, em grande parte, um movimento formado por bilionários e suas contas bancárias, salários e seguros para fidelizar ideologicamente uma parte importante do sistema. Os cientistas dispostos a negar a existência da mudança climática causada pelo homem, os economistas dispostos a declarar que os cortes de impostos para os ricos são essenciais para o crescimento, pensadores estratégicos dispostos a fornecer razões para guerras de escolha, advogados dispostos a prestar as defesas de tortura, todos podem contar com o apoio de uma rede de organizações que podem parecer independentes sobre a superfície, mas são, em grande parte financiado por um punhado de famílias ultra-ricas. (imperdível o texto completo abaixo).

NOSSO COMENTÁRIO:

A desastrosa gestão de GEORGE BUSH deixou uma verdadeira “herança maldita”, constituída, em primeiro lugar pela figura ridícula do ex-presidente, uma marionete de grupos econômicos conhecidos e particularmente truculentos. Depois se seguiram as guerras provocadas através de interesses inconfessáveis, guerras já virtualmente perdidas e que foram seguidas por uma inacreditável esteira de corrupção. Além disso, e ao lado de outros fatos, ficou para trás uma política de descontrole dos agentes econômicos e financeiros que se transformou numa das maiores crises do mundo moderno.

A eleição de BARACK OBAMA veio após esse desastre americano como um movimento da opinião pública cansada dessa realidade e em busca de um período mais sério, com mais sensibilidade social e mais sintonia entre o poder e o povo.

O jargão “YES WE CAN”, ou seja, “ sim nós podemos” serviu para embalar um sonho que, na verdade, tinha muito de utopia.

Na verdade o governo democrata não contou com duas variáveis implacáveis: o apoio popular é volúvel e o poder do capital nos USA simplesmente irresistível.

O povo, sempre ingênuo, não teve paciência para esperar os resultados dessa nova era e recolocou no Congresso uma maioria republicada conservadora que bloqueará toda tentativa de implantação de novas políticas.

Os conservadores, com maior desenvoltura, passaram a utilizar seus recursos para acuar o Presidente, um processo já em marcha.

Uma das ações mais importantes é o processo de oligopolização da imprensa americana através do sistema FOX NEWS que, paralelamente, vem comprando consciências, desde a folclórica SARA PALIN até sociólogos, economistas, juristas e outros profissionais que se dispõem a dizer tudo o que RUPERT MURDOCH, dono desse império de mídia quer.

O artigo do NEW YORK TIMES,  sobre o tema e que reproduzimos abaixo é demolidor e merece ser lido.

A verdade é que os que queriam mudanças substanciais chegaram à seguinte lamentável conclusão: “NO WE CAN’T”.

TEXTO COMPLETO ABAIXO

DEIXE SEU COMENTÁRIO NO ESPAÇO PRÓPRIO DO BLOG OU ENVIE AO EMAIL rfederici@rfederici.com.br publicaremos.

VEJA OS TEXTOS COMPLETOS ABAIXO

 

LULA AVISA: VEM AÍ O DEBATE SOBRE MÍDIA.

Qui, 02 de Dezembro de 2010

Na opinião do presidente, é preciso mudar urgentemente o padrão da comunicação brasileira, que não reflete a pluralidade do País e não contribui para a difusão da diversidade cultural. Lula disse que não é mais possível que uma pessoa que mora na região Norte, por exemplo, só tenha acesso à programação de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Reproduzo matéria publicada no Blog do Planalto:

Os ativistas da comunicação no Brasil devem se preparar para um importante debate que vai ganhar corpo a partir do ano que vem: a mudança na regulação dos meios de comunicação do País. O alerta foi dado pelo presidente Lula nesta quinta-feira (2/12) no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) em entrevista coletiva a oito rádios comunitárias. Segundo informou, o Ministério das Comunicações do governo Dilma Rousseff vai priorizar esse debate, com ampla participação da sociedade, porque a legislação brasileira é ultrapassada e não reflete o mundo altamente tecnológico e conectado à internet que temos hoje. A discussão está na mesa:

“O novo Ministério está diante de um novo paradigma de comunicação. Quero alertar vocês porque esse debate vai ser envolvente, tem muita gente contra e muita gente a favor. Certamente, o governo não vai ganhar 100% e quem é contra não vai ganhar 100%. Eu peço que vocês se preparem para esse debate. Se a gente fizer um bom debate conseguiremos encontrar um caminho do meio. Esse será o papel do novo Ministério de Comunicações”.

Lula expressou a vontade de se dedicar às discussões a respeito do marco regulatório das comunicações após o fim do mandato, já que, segundo disse, poderá ter um discurso que não podia ter na função de presidente da República. Ele disse que como militante político exercerá um papel centralizador dos debates da sociedade brasileira para politizar a questão do marco regulatório e “resolver a história das telecomunicações de uma vez”. Para isso, “é preciso ter força política” e embasamento, para vencer “o monopólio” que existe atualmente nas comunicações.

Na opinião do presidente, é preciso mudar urgentemente o padrão da comunicação brasileira, que não reflete a pluralidade do País e não contribui para a difusão da diversidade cultural. Lula disse que não é mais possível que uma pessoa que mora na região Norte, por exemplo, só tenha acesso à programação de São Paulo e do Rio de Janeiro. Na opinião dele, “sem querer tirar nada de ningúem”, é preciso que se dê a oportunidade para que moradores do Sudeste tenham acesso às informações de todo o País e para que todas as regiões estejam em contato com sua própria cultura.

“A democracia tem uma mão para ir e uma para voltar. Por isso é que nós trabalhamos a necessidade que você tenha uma programação regional para uma interação mais forte. Acho que poderemos avançar”.

Durante a entrevista, que durou pouco mais de uma hora, o presidente falou sobre o preconceito que existe na política brasileira que o vitimou “a vida inteira” e que o assustou durante a campanha presidencial. Lula ressaltou, entretanto, que acredita que prevalecerá o bom senso e que está certo de que Dilma Rousseff fará mais e melhor, porque encontrou um País muito mais desenvolvido e com a economia em amplo crescimento.

“O que eu vi nessa campanha me assustou. Eu sempre fui vítima de preconceito, carreguei a vida inteira, e o preconceito deixa marcas profundas, quase que incuráveis. Eu não tinha noção de que eles seriam capazes de fazer uma campanha tao preconceituosa quanto fizeram com a Dilma… apenas porque era uma mulher candidata. Mas podem ficar certos de que a Dilma não veio de onde eu vim, mas ela vai para onde eu fui”.

Participaram da entrevista com o presidente Lula as rádios Maria Rosa, de Curitibanos (SC); Heliópolis, de São Paulo (SP); Líder Recanto, do Recanto das Emas (DF); Oito de Dezembro, de Vargem Grande Paulista (SP); Santa Luzia, de Santa Luzia (MG); Cidade, de Ouvidor (GO), Fercal, de Sobradinho (DF) e Comunitária Integração, de Santa Cruz do Sul (RS). A entrevista foi transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto e também por diversos outros blogs do País.

DEIXE SEU COMENTÁRIO NO ESPAÇO PRÓPRIO DO BLOG OU ENVIE AO EMAIL rfederici@rfederici.com.br publicaremos.

NOTAS DO FACEBOOK

 O Secretário BELTRAME da Segurança Pública do Rio de Janeiro é, destacadamente, o mais competente do país. Estudioso, honesto, com nível elevadíssimo de “expertise” e, o que é melhor, um estrategista autêntico que age após planejamento nunca por impulso ou por manchete em jornal.

POLICIA APREENDE MAIS TRES TONELADA MACONHA NO COMPLEXO ALEMÃO: Polícia do Rio, apoiada por forças armadas, fez uma megaoperação sem precedentes, ocupando área com cerca de 400 mil habitantes, sem balas perdidas, poucas reclamações e mais de 50 toneladasde drogas já apreendidas. Demonstrou muita competência, coisa que a opinião pública não acreditava. Memorável.

IBSEN e PEDRO SIMON encerram vida pública com projeto tresloucado de distribuição de “royalties” do Petróleo, tentando assaltar os estados produtores e se transformam em “tiriricas” rancorosas. Tudo para se vingarem do PMDB.

A classe D já passou a classe A no número total de estudantes nas universidades brasileiras públicas e privadas. Em 2002, 180 mil alunos da classe D no ensino superior. Sete anos depois, em 2009, eles eram quase cinco vezes mais e somavam 887,4 mil. OBS: Um sensacional sinal da ascensão social no Brasil. Vale a leitura. parte de um estudo do instituto Data Popular.

Classe D já é o dobro da A nas universidades | brasil.americaeconomia.com

brasil.americaeconomia.com

O estoque de “munição” do valente Vice-Presidente José Alencar está diminuindo. Mas ele continua combatendo com toda tenacidade. Admirável! Boa sorte, todos estão torcendo.

José Alencar passa pela terceira sessão de hemodiálise – O Globo Online

oglobo.globo.com

SÃO PAULO – O vice-presidente da República, José Alencar, passou no começo da tarde desta quinta-feira pela terceira sessão de hemodiálise após ter se submetido a uma cirurgia de desobstrução do intestino, no último sábado.

Quando a coisa aperta, o império capitalista é igualzinho ao império comunista. Tal como a CHINA, os USA bloqueiam o incômodo site do WIKILEAKES e ameaçam seu dono de processo que pode condená-lo à morte. É, todos gatos são pardos …

Governo americano pode processar fundador do WikiLeaks – Internacional – Notícia – VEJA.com

GERDAU PARTICIPARÁ DO “NUCLEO DE GESTÃO” DE DILMA: Excelente escolha. Vitorioso, tem experiência acumulada, maturidade, refinado senso empresarial com visão estratégica, agregará valor ao próximo governo dando-lhe confiabilidade junto ao “establishment”, sempre nervoso e inquieto.

Gerdau integrará “núcleo de gestão” de Dilma. noticias.r7.com

A formação de uma FORÇA DE PAZ pelo exército para ocupar grandes e perigosas comunidades no Rio ou em outras cidades é uma solução inteligente porque coloca em ação tropas que estavam aquarteladas, ociosas, em benefício da sociedade. PARABÉNS.

Exército vai implantar no Rio uma Força de Paz nos moldes do Haiti – O Globo Online

oglobo.globo.com

RIO – Pela primeira vez na história, o Exército vai montar no país uma Força de Paz nos moldes das operações realizadas no Haiti.

O Brasil é, no grupo dos Bric (com Rússia, China e Índia), o que mais atraiu operações de fusões e aquisições internacionais este ano, refletindo o interesse de companhias globais em assegurar presença no seu mercado.

Brasil atrai metade de fusões nos Bric

www.valoronline.com.br

O Brasil é, no grupo dos Bric (com Rússia, China e Índia), o que mais atraiu operações de fusões e aquisições internacionais este ano, refletindo o interesse de companhias globais em assegurar presença no seu mercado. As operações que tiveram o Brasil como alvo envolveram US$ 61,1 bilhões

Transnordestina transforma o Nordeste que está dando um salto de desenvolvimento e deixando para trás os índices do “sul maravilha”. Uma grande transformação em marcha.

“Carcará do Sertão” chega à Série B do Brasileirão e vai ganhar espaço na TV

www.valoronline.com.br

Além da economia em ebulição, a população de Salgueiro teve outro motivo para celebrar 2010. O time de futebol da cidade, mais conhecido como “Carcará do Sertão”, conseguiu acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro do próximo ano, o que significa que terá suas partidas transmitidas para todo o país.

O vazamento de telegramas confidenciais do Departamento de Estado Americano é mais uma etapa patética de um império em crise. Não é bom para ninguém, mas cabe a eles deterem o rumo que a história está tomando.

O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya foi derrubado por um golpe de Estado ilegal e inconstitucional e sua substituição por Roberto Micheletti foi “ilegítima”, disse o embaixador dos Estados Unidos no país, Hugo Lloren. OBS até os postes de WALL STREET sabiam disso mas interessava muito ao donos de WALL STREET. Foi um iraquezinho centro americano.

Despacho americano relata ilegalidade do golpe em Honduras

www.valoronline.com.br

O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya foi derrubado por um golpe de Estado ilegal e inconstitucional e sua substituição por Roberto Micheletti foi “ilegítima”, disse o embaixador dos Estados Unidos no país, Hugo Llorens, em despacho enviado ao então subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental.

PT paulista busca classe média para se refundar: O PSDB se resume a classe média e não consegue romper o cerco. O PT atua de forma bem mais ampla mas não consegue atingir a classe média. Acho que vem briga boa por aí.

PT paulista busca classe média para se refundar

www.valoronline.com.br

Os 20 milhões de votos recebidos pela candidata do PV a presidente, Marina Silva, causaram uma mudança no discurso que o PT pretende adotar em São Paulo. Em busca de mais votos em 2012 e em 2014, o diretório paulista coloca como prioridade o tema do desenvolvimento sustentável.

Não pode haver compromisso mais forte com tais objetivos do que a primeira declaração da presidente Dilma Rousseff, logo após ter sido consagrada nas urnas: 1) o povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável; 2) a prioridade será a erradicação da miséria; e 3) zelarei pelo aperfeiçoamento… de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo

Há um ruído natural no sistema econômico-financeiro criado pelas incertezas que sempre acompanham as sucessões presidenciais. De qualquer forma, elas são menores do que as que nos afligiram nas últimas. Há um sentimento de continuidade sem continuísmo. Ele manterá o país na rota de uma sociedade de mercado

Difícil não haver disputa entre tucanos paulistas e mineiros. Já está voando pena e o Serra arvorando-se no que já não é mais.

Aécio descarta hipótese de disputa interna entre tucanos de SP e MG – O Globo Online

A promoção do juiz federal Fausto Martin De Sanctis ao cargo de desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região vai deixar uma lacuna no combate aos crimes financeiros, informa Flávio Ferreira, repórter de Poder da Folha. OBS: A polêmica sobe para a segunda instância.

A promoção do juiz federal Fausto Martin De Sanctis ao cargo de desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região vai deixar uma lacuna no combate aos crimes financeiros, informa Flávio Ferreira, repórter de Poder da Folha.

Existem dúvidas se o caça francês RAFALE seria a melhor opção mas o assunto já demorou demais e a nossa defesa aérea está em situação dramática. É melhor encerrar logo o assunto seja com qualquer das 3 opções e dar ao Brasil um mínimo de segurança.

Lula quer fechar compra de caças semana que vem

www1.folha.uol.com.br

O presidente Lula quer resolver a questão da compra dos caças da França na semana que vem. Ele já avisou ao ministro Nelson Jobim (Defesa) que o assunto será debatido entre eles e sua sucessora, Dilma Rousseff, na próxima segunda.

A venda de submarinos franceses para o PAQUISTÃO está envolvo em um mega-escândalo que os bastidores sabiam há anos mas que só agora está vindo a público.

Caso Karashi: ex-ministro francês confirma pagamento de propina | Poder Naval – Marinha de Guerra, T

www.naval.com.br

Venda de submarinos Agosta para o Paquistão está sob investigação desde 1995.  Mais um escândalo político bate às portas do Palácio do Eliseu.

Governo comprará novo avião Presidencial que desempenhará, também, outras funções na FORÇA AÉREA. A verdade, porém é que o AEROLULA, atualmente usado, foi uma compra desastrada. É um avião totalmente inadequado para as funções.

‘Não tem por que não comprar’, diz Lula sobre Aerodilma

www1.folha.uol.com.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (30) a compra do Aerodilma. A aquisição do novo avião presidencial, com mais autonomia de voo, já vem sendo estudado pelo Palácio do Planalto, conforme revelou a Folha.

Grande repercussão internacional na impecável operação da polícia do Rio e forças federais que ocuparam uma mega-comunidade com cerca de 400 mil habitantes sem uma única vítima civil, sem bala perdida, sem perda de tempo e com domínio total. Exemplo para todo o país.

Troops to occupy Brazilian slum

edition.cnn.com

The military operation to clear a Rio de Janeiro slum of drug traffickers will effectively turn into an occupation of the area at least through May of next year, according to a top official, the state-run Agencia Brasil news agency reported.

Depois de 30 anos de incompetência, utopias ideológicas, devaneios intelectualóides e corrupção o Rio de Janeiro está se levantando. Chegou o ponto sem retorno. Demorou muito, o estrago foi grande mas ainda dá para ressuscitar!

Franklin Martins precisa ter mais cuidado na defesa de suas idéias para não alimentar as especulações de “censura à imprensa”, algo intolerável, o que só dificulta e até inviabiliza qualquer debate. Ele não está sendo suficientemente claro.

Em seminário, Franklin Martins defende “refundação” do Ministério das Comunicações

FHC diz que tucanos não devem pensar em disputas internas de poder OBS: só mudando e ampliando toda cúpula dirigente, sob pena de continuarem os movimentos alienados condenando-nos a não ter oposição minimamente eficiente.

Venda de submarinos franceses ao Paquistão gera mega escândalo envolvendo propinas confessadas por ex-ministro francës. Algo preocupante …

Caso Karashi: ex-ministro francês confirma pagamento de propina | Poder Naval – Marinha de Guerra, T

www.naval.com.br

Venda de submarinos Agosta para o Paquistão está sob investigação desde 1995 Mais um escândalo político bate às portas do Palácio do Eliseu. Após

A Economia vem sendo uma fonte  de boas notícias. Temos agora a menor taxa de desemprego da história. O número sem precedentes de gente empregada gera um quadro social auspicioso e produz uma tendência a ser preservada.

Taxa de desemprego de outubro é a menor da série do IBGE

www.valoronline.com.br

SÃO PAULO – A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas teve leve alteração na passagem de setembro para outubro, de 6,2% para 6,1%, a menor leitura já registrada em toda a série da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em março de 2002.

Atuação do Secretário Beltrame na Segurança do Rio de Janeiro é irrepreensível. Trabalho estratégico, com inteligência e planejamento. Depois de décadas de delírios politiqueiros, desfiles bobocas, protestos vazios e demonstrações meramente carnavalescas, soluções objetivas.

Na imprensa mais especializada e segmentada, a reação a equipe econômica nomeada por DILMA foi favorável e absorvida como indicativo de moderação nos gastos de custeio e aumento de investimentos, após um momento de crise mundial.

Equipe econômica de Dilma gerou sinal positivo, diz Tesouro

www.valoronline.com.br

BRASÍLIA – O anúncio do tripé da equipe econômica do governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, afetou as taxas dos títulos públicos federais de forma positiva. Segundo o Tesouro Nacional, embora pequeno, houve um movimento de queda dos preços ao fim do dia.

O record no nível de renda dos trabalhadores representa a reversão de uma tendência perversa que nos deixou sem políticas sociais desde a independência, fabricando miséria dia e noite, exceção feita ao perído ditatorial do Estado Novo.

Renda dos trabalhadores cresce 6,5% e atinge maior marca da série do IBGE

www1.folha.uol.com.br

Estimado em R$ 1.515,40, o rendimento médio dos trabalhadores das seis principais regiões metropolitanas do país atingiu em outubro a maior marca da série histórica do IBGE, iniciada em março de 2002, com crescimento de 6,5% na comparação com o mesmo mês de 2009.

Quando a coisa aperta, o império capitalista é igualzinho ao império comunista. Tal como a CHINA, os USA bloqueiam o incômodo site do WIKILEAKES e ameaçam seu dono de processo que pode condená-lo à morte. É, todos gatos são pardos …

DEIXE SEU COMENTÁRIO NO ESPAÇO PRÓPRIO DO BLOG OU ENVIE AO EMAIL rfederici@rfederici.com.br publicaremos.

OS TEXT0S COMPLETOS SEGUEM ABAIXO

 

PT PAULISTA BUSCA CLASSE MÉDIA PARA SE REFUNDAR.

Ana Paula Grabois e Cristiane Agostine | De São Paulo

Os 20 milhões de votos recebidos pela candidata do PV a presidente, Marina Silva, causaram uma mudança no discurso que o PT pretende adotar em São Paulo. Em busca de mais votos em 2012 e em 2014, o diretório paulista coloca como prioridade o tema do desenvolvimento sustentável, de acordo com documento debatido pelos dirigentes em reunião no sábado.

Por meio da exploração da questão ambiental, o partido pretende se aproximar da classe média mais resistente ao PT e dos jovens. “Ambiente e juventude têm que ser bandeiras prioritárias para o nosso partido, têm que fazer parte da nossa formulação programática”, diz um trecho do texto obtido pelo Valor.

Parte da direção do PT argumenta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi “o que mais combateu o desmatamento e o que mais se preocupou com as questões ambientais”, embora o tema tenha sido identificado com a candidata do PV.

Para os petistas, a presidente eleita Dilma Rousseff terá “legitimidade” para defender o assunto. “Cabe ao PT construir uma agenda que insira como prioridade um modelo de desenvolvimento que busque a sustentabilidade. É prioridade quebrarmos o bloqueio que os setores médios têm em relação ao nosso projeto”, afirmam.

Outra análise da direção do PT paulista diz respeito aos efeitos negativos do suposto envolvimento da ex-ministra da Civil Erenice Guerra em tráfico de influência. Já frustrada com o escândalo do mensalão, parte dos eleitores de classe média desistiu de Dilma por conta das denúncias e votou em Marina, nulo ou em branco.

“Os setores médios dialogam conosco, mas tendo as crises políticas de 2005 e 2006 debaixo dos braços. Quando surgiu o caso Erenice, todas as crises enfrentadas pelo nosso partido foram ressuscitadas e a oposição criou o grande fato da conjuntura política eleitoral, gerando o segundo turno da eleição nacional”, afirma o documento.

A agenda proposta para as próximas eleições inclui demandas da classe média, como segurança pública, criação de emprego de qualidade para quem completou o ensino superior, trânsito e transporte público.

Tanto Dilma quanto o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, perderam dos concorrentes tucanos no Estado. Antes do primeiro turno, Dilma chegou a ter vantagem de cerca de 10 pontos percentuais sobre o candidato do PSDB, José Serra. A presidente eleita chegou ao fim do primeiro turno no Estado com 3,3 pontos percentuais abaixo do tucano, o equivalente a 783 mil votos a menos. No segundo turno, a distância de Serra ampliou-se: o tucano recebeu parte dos votos dados a Marina Silva e ficou com 1,85 milhão de votos a mais que a petista.

O desempenho de Mercadante foi ainda pior. Perdeu já no primeiro turno para Geraldo Alckmin (PSDB), cuja votação superou o petista em 15,4 pontos percentuais, uma diferença de 3,5 milhões de votos.

A legenda defende até a participação dos movimentos populares e sindical na formulação de ações voltadas aos setores médios do eleitorado.

A estratégia do partido, segundo o documento, é preparar-se às eleições municipais de 2012 com esforços na expansão da base de apoio em cidades com mais de 100 mil habitantes. Nesse plano, os petistas consideram fundamental a aliança com o PMDB no Estado, presidido pelo ex-governador Orestes Quércia, opositor ao governo federal. Com apoio do PT, o vice-presidente eleito, Michel Temer, lidera movimento governista dentro do partido e tem negociado a entrada do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).

O PT faz um balanço crítico sobre a demora para a definição do nome que iria disputar o governo paulista em 2010. Mercadante preferia concorrer por mais um mandato no Senado e só foi lançado em meados deste ano, depois de sofrer pressão da direção do partido e do presidente Lula. Agora, a intenção do PT é lançar as pré-candidaturas das eleições de 2012 no fim do ano que vem. O texto vai circular entre os filiados. Em fevereiro, os dirigentes devem aprovar um documento final que irá traçar a estratégia para as próximas eleições.

DEIXE SEU COMENTÁRIO NO ESPAÇO PRÓPRIO DO BLOG OU ENVIE AO EMAIL rfederici@rfederici.com.br publicaremos.

MEDO E PAUL KRUGMAN

Uma nota para os ativistas Tea Party: Este não é o filme que você pensa que é. Você deve imaginar que você é protagonista em “O Nascimento de uma Nação”, mas na verdade você é apenas figurante em um “remake” de “Cidadão Kane”.
 
Fred R. Conrad / The New York Times
Paul Krugman

É verdade, houve algumas mudanças na trama. No original, Kane tentou comprar mais alto cargo político para si próprio. Na nova versão, ele só coloca os políticos em sua folha de pagamento.

Quero dizer que, literalmente. 

(…)

O moderno conservadorismo americano é, em grande parte, um movimento formado por bilionários e suas contas bancárias, salários e seguros para fidelizar ideologicamente uma parte importante do sistema. Os cientistas dispostos a negar a existência da mudança climática causada pelo homem, os economistas dispostos a declarar que os cortes de impostos para os ricos são essenciais para o crescimento, pensadores estratégicos dispostos a fornecer razões para guerras de escolha, advogados dispostos a prestar as defesas de tortura, todos podem contar com o apoio de uma rede de organizações que podem parecer independentes sobre a superfície, mas são, em grande parte financiado por um punhado de famílias ultra-ricas.

E essas organizações têm fornecido refúgio para figuras políticas conservadores atualmente sem cargos oficiais. Assim, quando o senador Rick Santorum foi derrotado em 2006, ele conseguiu um novo emprego como chefe do programa America’s Enemies no Comitê de Ética e Políticas Públicas Center, um think tank que tem recebido financiamento de as fontes habituais: os irmãos Koch, a família Coors, e assim por diante.

Agora o Sr. Santorum é um daqueles contribuintes pagos pela Fox contemplando uma corrida presidencial. Qual é a diferença?

Bem, por um lado, a Fox News parece ter decidido que já não precisa de manter qualquer pretensão de ser apartidária.

Ninguém que estava prestando atenção alguma vez duvidou que a Fox é, na realidade, uma parte da máquina política republicana, mas a rede – com seu slogan de Orwell, “justo e equilibrado” – sempre negou o óbvio. Oficialmente, ela ainda o faz. Mas, contrata os G.O.P. candidatos, enquanto ao mesmo tempo, faz milhões de dólares contribuições para os governadores republicanos na Associação  furiosamente anti-Obama “CAMARA DE COMÉRCIO ESTADOS UNIDOS”. Assim a  News Corporation de Rupert Murdoch, dono da Fox, está sinalizando que já não sente a necessidade de fazer qualquer esforço para manter as aparências.

Outra coisa também mudou: cada vez mais, a Fox News passou de apenas apoiar os candidatos republicanos a ungi-los. Christine O’Donnell, a vencedora da virada do GOP Senado primária em Delaware, é frequentemente descrita como a candidata do partido de chá (TEA PARTY). Mas dada a publicidade na rede deu a ela, ela poderia muito bem ser descrito como o candidato da Fox News. Enfim, não há muita diferença: o movimento Tea Party deve muito de sua ascensão à cobertura entusiasmada da Fox.

(…)

Talvez a coisa mais importante é perceber que, quando bilionários colocam seu poder por trás do da ação da direita, não é apenas sobre a ideologia: é também sobre o negócio. O que os irmãos Koch compraram com seus enormes gastos políticos foi, acima de tudo, a liberdade para poluir. O que o Sr. Murdoch vai adquirir com o seu papel político ampliado é o tipo de influência que permite que seu império de mídia faça as suas próprias regras.

Assim, na Grã-Bretanha, um repórter em um dos jornais de Murdoch, News of the World, foi pego invadindo o correio de voz dos cidadãos proeminentes, incluindo membros da família real. Mas a Scotland Yard mostrou pouco interesse em chegar ao fundo da história. Agora, o editor, que desempenhou esse papel é o chefe de comunicação do governo conservador que está falando de cortar o orçamento da BBC, que compete com a News Corp.

Então, acho que dos contracheques de Sarah Palin e outros são investimentos inteligentes. Afinal, se você é um magnata da mídia, é sempre bom ter amigos em lugares elevados. E os amigos mais confiáveis são os que sabem que devem tudo a você.