DILMA GANHOU; SERRA PERDEU DEU A LÓGICA
5 de novembro de 2010 | Geral

DILMA GANHOU E SERRA PERDEU: DEU A LÓGICA
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Romulo Federici
rfederici@rfederici.com.br
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As previsões eram unânimes em favor da vitória de DILMA ROUSSEFF e só não eram mais alardeadas porque em política tudo pode acontecer, inclusive “viradas” imprevistas.
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DILMA veio ungida por um Presidente da República com o maior índice de aprovação já registrado na história, o que é um feito extraordinário e um apoio incomparável.
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Ela sucederá a um governo que resultados incontestáveis em todos os setores, desde a performance apenas razoável na infraestrutura até bom desempenho em práticamente tudo o mais, desde a a área financeira, econômica, comércio e relações exteriores, indústria, comércio, serviços, defesa, até a área social.
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Os resultados na área social, tirando da miséria dezenas de milhões de pessoas e inserindo na classe média consumidora outro tanto que vegetavam na classe pobre práticamente sem consumir demonstrou que é possível uma “revolução” pacífica, negociada com todos os segmentos sociais e sem roubar as conquistas das demais camadas sociais.
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Foi uma estratégia preciosa para enterrar de vez a tese de que só se acaba com a riqueza com um socialismo radical.
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Esses dados atenderam aos anseios da maioria dos brasileiros que viram o século XX passar com uma sucessão de governos conservadores, metade dos quais ditaduras, e um único governo mais popular, na década de 30, com Getúlio Vargas que, com seus erros e acertos, deu às relações capital-trabalho níveis mais civilizados de convivência.
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Evidentemente não estamos considerando a patética passagem pelo poder de JOÃO GOULART o fraco e inepto Presidente que, de forma inconsequente, provocou as reações do “establishment” civil e militar que mergulharam o país em 20 anos de ditadura.
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Esse século XX sombrio transformou o Brasil numa imensa fábrica de pobres e favelas que só após ITAMAR FRANCO começou a ser revertido, com o seu Plano Real consolidado por FHC, mantido e desenvolvido por LULA, que lhe deu a face social.
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Atendendo à demandas inadiáveis das massas sem agredir a elite, o governo de LULA deu demonstração de imensa habilidade e sabedoria, transferindo à candidatura DILMA o combustível indispensável para vencer um candidato muito forte como JOSÉ SERRA, político experiente mas que estava apoiado por um partido cheio de equívocos.
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O próximo governo será uma continuação do atual e poderá significar a consolidação de um projeto de poder.
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A perspectiva de um projeto de poder em andamento requer uma oposição organizada, lúcida, equilibrada e objetiva, tudo o que a coligação PSDB e DEM não é atualmente e precisa ser com urgência absoluta.
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O projeto social democrata de MARIO COVAS para o PSDB foi desmantelado por um pequeno grupo hiper-elitizado de São Paulo que está inviabilizando o partido.
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Por outro lado, o perfil histórico do DEM foi martirizado por uma gestão incompetente e sem perspectivas estratégicas “liderada” (??) por RODRIGO MAIA e seu papai CESAR MAIA.
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Hoje PSDB e DEM se confundem numa direita rancorosa e ultrapassada que ressuscitou o velho udenismo, radical e golpista, morto em meados do século passado.
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Sem propostas encorpadas, sem linhas estratégicas estruturadas e claras, a oposição no Brasil limita-se hoje a, de forma errática, “ganir como cachorro atropelado”, como dizia Nélson Rodrigues.
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O Brasil vai precisa de oposição. O PSDB e o DEM precisam livar-se, urgentemente, dos grupos incrustrados em suas cúpulas, sob pena de não termos oposição séria neste país, capaz de analisar, questionar e propor ajustes nas políticas que serão colocadas pelo governo DILMA e, principalmente, mostrar que existem opções ao projeto de poder em andamento.
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AÉCIO está de olho nisso …
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Aqueles que já ouviram falar do “mineirinho come quieto” saberão do que estamos falando.
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AÉCIO NEVES, desde que, na indicação do candidado a Presidência da República, foi atropelado pela máquina serrista do PSDB, passou a dar uma de mineiro sabido:
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Viu que a hora não era dele, que ele era moço o suficiente para aguardar mas que não poderia “encher a bola” do Serra transformando-o numa liderança imbatível dentro do partido.
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O plano foi bem bolado: fingiria um apoio a SERRA, dando-lhe o mínimo possível de respaldo, só para constar, e ficaria se resguardando para retornar em momento oportuno livre de desgastes. Não lhe interessava transferir a massa de votos de Minas dando vitória na corrida presidencial para um adversário interno que, certamente, prejudicaria seus planos futuros.
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Ademais, AÉCIO, com um brilhante mandato de Senador, precisava se resguardar como interlocutor confiável diante de um novo e forte governo liderado por DILMA até para estar sempre nas cogitações, inclusive para composições do curto/médio prazo já na divisão de poder.
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O plano foi posto em execução e funcionou. Alguém, por acaso, imaginaria que o PSDB perderia em Minas Gerais?
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Aécio foi excluído do evento final da campanha SERRA, o que não tem a menor importância, mas está, lépido e fagueiro, se preparando para a nova estapa de sua vida pública, com muitas dúvidas, dificuldades mas, também grandes oportunidades.
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O mineirinho comeu quieto.
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O DISCURSO INICIAL DE DILMA.
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O discurso inicial de DILMA ROUSSEFF atendeu às exigências do momento e mostrou a faceta gestora da nova Presidente.
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Elencou, didáticamente, todos os dados prioritários para atender ao CAPITAL e ao TRABALHO, às massas e ao “ESTABLISHMENT”, aos analistas internos e os estrangeiros.
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Fez bem, porque neste mundo globalizado há necessidade absoluta de conviver com todas essas forças, mesmo quando existem ênfases específicas a serem consideradas, não havendo espaço para tergiversações, delírios ideológicos ou irresponsabilidade no trato com o dinheiro.
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Ademais era imperativo um posicionamento claro em relação aos seu posicionamento político-ideológico para eliminar, de vez, os resquídicios de seu passado como combatente de esquerda numa ditadura de direita que ainda pairam sobre as mentes empedernidas, mais conservadoras e de dificílimo trato.
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Aqueles que, ao redor do mundo, esperavam esse pronunciamento são todos “macacos velhos” e não se deixam enganar mas o histórico do governo LULA já tinha aplainado o caminho e facilitado as coisas.
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Os analistas entendem que o pronunciamento foi considerado satisfatório por todos agentes financeiros, políticos e institucionais menos … claro, pela nossa famosa “classe média”, ultraconservadora, que continuará achando que DILMA ROUSSEFF é capaz de começar a “devorar criancinhas” a qualquer momento .. mas isso não tem jeito mesmo nem é minimamente relevante.
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E A DESPEDIDA DE SERRA
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O pronunciamento de SERRA não esteve à altura de sua história.
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Um homem com a vida pública rica e cheia de realizações, com histórico de luta pela democracia e por uma constituição capaz de respaldar as instituições brasileiras, gestor público respeitado, considerado até por seus maiores adversários, não poderia sair desta eleição com um pronunciamento pobre, pequeno, rancoroso, ameaçador e pretensioso.
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Rancoroso porque, deixou transparecer que não absorveu nem se conformou com um derrota anunciada e que ele relutava em admitir.
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Rancoroso porque não teve alguns apoios esperados como, por exemplo, Aécio Neves que sequer foi convidado para o evento.
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Rancoroso porque não se conformou com sua derrota na “MÃE DE TODAS AS BATALHAS” de sua vida, ou seja, o enfrentamente do poder político de LULA, mesmo tendo este como simples apoiador de DILMA.
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Ameaçador porque promete voltar logo, num clima de “O RETORNO DE JEDI” o ameaçador personagem do filme “GUERRA NAS ESTRELAS” para enfrentar o novo governo e suas forças políticas.
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Ameaçador porque informa que foram cavadas trincheiras para serem ocupadas pelas forças de oposição que ele imagina capaz de se oporem ao projeto de poder em andamento.
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Pretencioso porque atribuiu a sí o papel de o novo lider da oposição no Brasil o que, difícilmente aconterá.
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O mundo político é implacável com políticos derrotados e sem mandato e, além do mais, fervilham no ninho tucano pretendentes à essa vaga, desde ALKIMIN até AÉCIO, passando por outros.
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SERRA precisa entender que a fila andou, ele teve sua oportunidade e … perdeu!!
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O PAPELÃO DA IGREJA CATÓLICA
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A Igreja Católica perdeu uma excelente oportunidade de preservar sua respeitabilidade.
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Expôs de maneira lamentável sua face mais conservadora, mais desatualizada, mais prejudicial à sua própria imagem.
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Em plena batalha eleitoral bispos (sempre eles) começam a fazer pronunciamentos patéticos por escrito e através da internet.
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Autoridades eclesiásticas e até o Vaticano, provávelmente mal orientado por parte do clero local, hoje liderado por um Papa de linhagem ultra-conservadora, tentaram interferir nos debates sucessórios com intuito nítidamente político.
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Uma lástima.
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RANKING DE PUBLICAÇÕES E ANALISTAS
Estas eleições deixaram à mostra uma visão geral da imprensa, permitindo uma análise das publicações e da postura do principais analistas, tendo como base de avaliação a TRANSPARÊNCIA e EQUILÍBRIO das opiniões emitidas.
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Ouvi vários colegas, profissionais no ramo de consultoria de RELAÇÕES INSTITUCIONAIS e ouve um certo consenso nos seguintes pontos:
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O ESTADÃO – O ESTADO DE SÃO PAULO: O jornal mais transparente.
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Desde o início declarou-se apoiador enfático da candidatura Serra e adversário da candidatura DILMA.
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O ESTADÃO foi claro e honesto.
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Não enganou ninguém.
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O GLOBO: Assim como todo o sistema GLOBO foi mais pretencioso.
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Apoiador indisfarçavel da candidatura Serra, sempre apregoou uma isenção inexistente.
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REVISTA EXAME: O melhor conteúdo.
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Apesar de produto da EDITORA ABRIL, radicalmente oposicionista, é uma publicação destinada à executivos de alto nível e, portanto, gente informada por fontes confiáveis e que não consome as bobagens publicadas na revistas VEJA, produto da mesma editora e destinada à políticamente ingênua e pouco informada classe média.
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REVISTAS VEJA E CARTA CAPITAL: Os menores índices de credibilidade.
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A revista VEJA, focada no publico da classe média, muito conservador, com nível sofrível de informação política, foi caracterizada, no período eleitoral por conteúdo tão radical e alienante que beirou o grotesco. Talvez tenha subestimada até mesmo a perspicácia de seu público alvo. No mundo institucional, cada número era objeto de boas gargalhadas.
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A revista CARTA CAPITAL manteve sua linha de apoio quase irrestrito ao Governo LULA e, consequentemente, à candidatura DILMA. Perde credibilidade por falta de isenção.
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ANALISTAS:
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MARIA INÊS NASSIF: Buscou sempre o equilíbrio, colocou sempre bom nível no conteúdo, manteve credibilidade. Agregou valor ao debate político.
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MERVAL PEREIRA: Não teve cerimônia em mostrar-se como porta-estandarte da candidatura Serra dentro do contexto GLOBO. Não titubeou nem quando agrediu fatos, quando tentou desmoralizar INSTITUTOS DE PESQUISAS cujos números se mostraram, afinal, com bom nível de precisão. Não agregou ao debate político.
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A VEJA AFINOU O CANTO?
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A VEJA, como todos viram o comentaram, adotou uma linha de oposição escrachada durante todo o processo eleitoral, mantendo o que vinha fazendo durante o governo LULA. Como dissemos, beirou o grotesco.
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Pois pasmem!
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Terminada a eleição lança um EDIÇÃO EXTRA derramando-se em elogios a DILMA ROUSSEFF, numa ação que parece ter sido construída de última hora porque, no mesmo números restaram alguns artigos ácidos contra a mesma que já deviam estar preparados e não puderam ser substituídos.
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Exemplo clássico de incoerência, sabe-se lá porque.
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Veja matéria abaixo.
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FELIZMENTE ACABOU A ERA RORIZ, para o bem de Brasília. Veja matéria abaixo.
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AO BRASIL, VOTOS DE FELICIDADES, PAZ E MUITO PROGRESSO ECONÔMICO E SOCIAL NOS PRÓXIMOS QUATRO ANOS.
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TEXTOS COMPLETOS ABAIXO.
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EDIÇÃO EXTRA DE VEJA
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Esta Edição Extra de VEJA comemora a eleição de Dilma Rousseff, narra sua trajetória de vida, suas aventuras e desventuras na política, discorre sobre os perigos e desafios da poltrona em que ela vai se sentar a partir de 1º de janeiro de 2011.
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Sem nunca ter se candidatado antes a qualquer cargo eletivo, sendo quase desconhecida dos brasileiros até ser nomeada ministra da Casa Civil por Lula em 2005, Dilma Rousseff elegeu-se, no domingo passado, presidente da República do Brasil com 55,7 milhões de votos — 12 milhões a mais do que seu concorrente, José Serra. Dilma tornou-se a primeira mulher eleita para ocupar o mais alto posto da hierarquia política do país.
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Foi uma vitória de Dilma. Foi uma vitória do presidente Lula, que, com a força de sua popularidade, abriu caminho para uma candidata cujo desempenho nas urnas foi, no começo, uma incógnita até mesmo para os mais fervorosos partidários. Foi uma vitória de todos os brasileiros, dos candidatos e suas campanhas, que levaram a eleição a ser disputada em dois turnos, fazendo ressurgir a oposição no cenário do país e dando legitimidade ao processo político. Foi um triunfo do “fator bem-estar”, a atmosfera de orgulho, alívio financeiro e esperança criada pelos acertos econômicos e sociais de FHC e Lula, e que favoreceu o voto na continuidade.
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Esta edição traz também os principais trechos do primeiro discurso de Dilma Rousseff depois de eleita. O pronunciamento, feito na noite de domingo em Brasília, mostrou uma presidente eleita senhora do lugar que agora ocupa e com plena consciência das prioridades políticas, econômicas e sociais do país. Mas, principalmente, salientou sua fé no papel presidencial de zelar pela Constituição e, consequentemente, pelo respeito aos direitos ali assegurados. Dilma reafirmou o respeito irrestrito à liberdade de expressão e seu reconhecimento de que “as críticas do jornalismo livre ajudam o país e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório”. Um grande começo.
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VEJA
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Agnelo defende o fim da ‘Era Roriz’ no Distrito Federal
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Sem o nervosismo costumeiro dos debates, o governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), falou nesta segunda-feira à imprensa. Ele falou a respeito do fracasso da tentativa do ex-governador Joaquim Roriz em eleger sua mulher, Weslian, ao governo.
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Agnelo chegou a defender pessoalmente, mas com cautela, o fim da ‘Era Roriz’ em Brasília. Questionado por um repórter se gostaria que o chamado “rorizismo” acabasse, respondeu: “Se fosse por minha vontade, sim. Mas eu não posso falar pela população”, declarou.
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Joaquim Roriz (PSC) governou o Distrito Federal quatro vezes e desistiu de tentar o quinto mandato depois de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. O ex-governador tentou, em uma manobra fracassada, colocar Weslian em seu lugar. Segundo Agnelo, sua adversária não fez nenhum contato com ele parabenizando-o pela eleição.
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O governador eleito disse que seu governo será “radialmente transparente” a fim de resgatar a credibilidade da política em Brasília, que ficou prejudicada depois do esquema de corrupção que culminou na prisão do ex-governador José Roberto Arruda.
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Agnelo prometeu ainda nomear secretários com ficha limpa e resolver os imbróglios de Brasília, como condomínios irregulares, especulação imobiliária, falta de saneamento e hospitais e escolas em condições precárias.
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